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24 de setembro de 2008

Jornada de Solidariedade ao Povo Boliviano



Jornada de Solidariedade ao Povo Boliviano, Sexta-Feira em Frente a Embaixada dos EUA!

21 de setembro de 2008

Crise Financeira nos EUA, é o fim?

Há muito vem se dizendo que a crise ia explodir e ninguém dava ouvidos.

mas ela está ai, e veio pra ficar, é o fim dessa era capitalista!

Os EUA estão perdendo seu poder e hegemonia, e isso vai fortalecer mais e mais os governos socialistas, e os anti-imperialistas.
Se tem uma revolução para se fazer, a melhor hora é essa.

A hora de fazer da queda dessa nação imperialista que a tanto tem nos oprimido a hora da ascensão de uma revolução verdadeiramente socialista!




Uma pequena resenha da crise:

Todos devem estar acompanhando nos noticiários a crise que se intensificou nos Estados Unidos. Esta crise veio a explodir porque vários credores do setor imobiliário deixaram de pagar suas dívidas. Com isso a economia estadunidense entrou em recessão. Claro que isso não se deu do dia pra noite. E para entender essa crise primeiro temos que entender como o mercado financeiro e as bolsas de valores funcionam.

As bolsas de valores são onde se concentram as operações do chamado mercado de capitais - ou seja, são uma espécie de feira onde se realizam a compra e venda de ações, títulos que representam pequenas parcelas do capital de uma empresa. O fator determinante dessa crise é que os chamados ativos financeiros, alcançaram um valor monetário muito alto.

O que aconteceu: O governo investiu pesado em programas de casa própria, com isso os bancos começaram a emprestar dinheiro para que as pessoas comprassem essas casas, sem fiscalizar se elas teriam dinheiro para pagar depois. Esses bancos fazem parte de um tipo de mercado que não exige garantias como comprovante de renda. Isso é um tipo de operação arriscada, mas o lucro como retorno é muito alto. Aconteceu então que essas pessoas faziam o empréstimo pra comprar suas casas, e antes mesmo de terminar o pagamento do primeiro empréstimo pegavam outro e assim ia, tornando-se uma ação contínua e descontrolada.

Sem a devida fiscalização dos bancos, os mesmos começaram a vender essas dívidas a outros bancos e investidores, o que é uma coisa normal no mercado de ações, vender uma dívida para pagar outra. Mas é algo muito arriscado. Como o mercado financeiro é muito suscetível e qualquer acontecimento pode gerar conseqüências desastrosas, a crise então explodiu!

José Roberto Securato, economista da USP disse: "O mercado de capitais é extremamente sensível a todo e qualquer acontecimento, seja uma votação no Congresso brasileiro, seja um atentado terrorista como o ocorrido em Nova York”

Ele foi profético quando disse isso, pois desde então o dólar só tem caído, e as dívidas chegaram ao um valor tão alto que se tornaram incobráveis. Os bancos americanos estão decretando falência, o governo está tentando de todas as formas amenizar os efeitos de uma crise que já está incontrolavél.

Bem... como não sou nenhuma expert em economia mundial, vou postar aqui uma matéria da revista norte-americana de orientação marxista Monthly Review que fala sobre essa crise mais detalhadamente.

Leia abaixo o texto, reproduzido em português pelo sítio Diário.info:


A crise das hipotecas "subprime" iniciada no último verão emergiu nos Estados Unidos e levou a uma convulsão massiva do sistema financeiro mundial desde então com conseqüências espantosas. Agora passou-se para a "economia real" dos empregos e do rendimento. Como dizia o Wall Street Journal de 4 de Abril, "o National Bureau of Economic Research provavelmente não o dirá nos próximos meses. Mas por que espera? A economia estadunidense caiu em recessão em janeiro passado". O crescimento econômico global, como um todo, espera-se que decline acentuadamente este ano.


Agora a pergunta natural é: Qual a gravidade da crise econômica?


A resposta concreta ninguém sabe realmente. Alguns, acreditando que podemos estar a caminho de um colapso econômico total, sublinham os perigos sem precedentes associados a um sistema financeiro que desenvolveu novos e complexos veículos de investimento para além da compreensão das pessoas. As relações tradicionais de concessão de empréstimo dominadas pelos bancos foram agora transformadas naquilo a que Bill Gross, responsável chefe de investimento da Pimco, uma importante firma de gestão de títulos, chama o "sistema bancário sombra" (ou seja, hedge funds, veículos de investimento estruturado, toda espécie de canais financeiros).


Este novo mundo de investimentos especulativos é retratado como repleto de "nitroglicerina", recheado de "armas de destruição massivas" e carregado de "vírus" letais — para mencionar apenas algumas das alarmantes metáforas agora utilizadas habitualmente pela imprensa financeira. Com dezenas de trilhões de dólares nominais em só em credit default swaps (CDSs) em circulação — sem mencionar outros créditos derivativos e instrumentos financeiros — este sistema de finanças sombras tornou-se massivo, opaco e imprevisível.


As instituições financeiras estão tendo dificuldade crescente em avaliar os seus ativos ou em prever a reação em cadeia dos calotes que podem vir a enfrentar. Seria um alívio dizer que, em tais circunstâncias, os possuidores do capital estão preocupados. Com uma recessão em desenvolvimento e com a estabilidade do dólar cada vez mais comprometida, uma dissolução financeira e um colapso econômico mundial de proporções que marcam uma época são minimamente imagináveis.


Outros, contudo, vêm a situação mais próxima de algo como uma baixa no ciclo padrão dos negócios —que o Estado interveio para afastar o colapso financeiro. Apontam as extraordinárias intervenções do Federal Reserve Board, a mais dramática foi o salvamento do Bear Stearns e sua absorção pelo JPMorgan Chase, em Março passado. O FED, juntamente com os bancos centrais dos outros países capitalistas desenvolvidos, têm estado alargado rapidamente seu papel de financiadores de último recurso, emprestando centenas de milhar de milhões de dólares em títulos governamentais, enquanto recebem como garantias títulos baseados em hipotecas para as quais não há mercado.


Todos sabem que o governo acabará por assumir as perdas de milhares de milhões de dólares destas ações — mais claramente na dívida emitida no caso do Bear Stearns como "não recurso". A mensagem para os mercados financeiros é clara: as vastas perdas iminentes, que de outra forma recairiam sobre as principais instituições financeiras, serão socializadas. Se uma tal mensagem não desse "confiança" aos atores determinantes do mercado financeiro, a situação seria gravíssima.


Como dissemos, uma aparência de confiança foi pela primeira vez restaurada. Destacando a rápida recuperação da crise financeira anterior (provocada pela explosão da bolha do mercado de ações da Nova Economia em 2000), os analistas mais otimistas argumentam que o sistema financeiro já está se estabilizando, que este período de baixa provavelmente será curto. No entanto, mesmo os principais porta-vozes desta posição, tais como o presidente do Federal Reserve, Bern Bernanke, admitem que há consideráveis "riscos de declínio" no atual clima de incerteza econômica, que poderiam resultar em "danos" severos para a economia e "a deterioração de posição" por todo o sistema financeiro.


Mas se a direção que ira tomar a atual crise econômica ainda é desconhecida, a coisas são muito mais claras quando nos voltamos para o longo prazo, a enfermidade estrutural do sistema, da qual a atual retração é sintomática sob muitos aspectos. De acordo com um argumento que temos apresentado há décadas nestas páginas, o financiamento do processo de acumulação de capital que tem estado a verificar-se desde a década de 1970 está enraizada na tendência subjacente para a estagnação das economias capitalistas avançadas.


No essencial, o sistema é tão produtivo e os resultados desta enorme e crescente produtividade são tão desigualmente distribuídos (os salários reais da maior parte dos trabalhadores nos Estados Unidos estagnaram durante 30 anos enquanto os lucros ascenderam) que há uma contínua acumulação de excedente à procura de investimento nos cofres das corporações e nas mãos de indivíduos ricos. Na falta de suficientes saídas para este vasto excedente na "economia real", o capital tem estado a ser despejado na superestrutura financeira, onde foram desenvolvidos novos instrumentos financeiros derivativos para absorver este excesso de capital-dinheiro. Isto serviu para elevar a economia desde os anos 70. Contudo, a conseqüência foi a criação ao longo das últimas décadas (e ainda mais rapidamente nos últimos anos) de uma vasta economia financeira-sombra, acima, e para além, da economia real. A explosão da bolha habitacional, a crise das hipotecas subprime e a crise financeira geral que se seguiu pode ser encarada como sinais de uma crise neste processo de financiamento.


O melhor que os mestres do sistema estadunidense podem esperar para os próximos anos é uma fase de estagnação econômica mais profunda e mais prolongada, isto é, de crescimento lento, emprego fraco e excesso de capacidade produtiva crescente. Como os Estados Unidos se movimentam — e isto acontecerá — para empurrar o fardo da sua crise financeira para o resto do mundo, as tensões resultantes tornam-se obrigatoriamente globais e inevitáveis dentro da lógica da globalização capitalista existente.


Àqueles que procuram desesperadamente uma solução para este problema dentro do sistema temos a dizer, francamente, que não é possível pensar nenhuma. O máximo que se pode fazer é alterar radicalmente a natureza do próprio sistema: uma drástica redistribuição do rendimento e da riqueza em favor daqueles menos ricos e um programa massivo de investimento social a favor dos que mais precisam dele. Mas o capitalismo só é capaz de seguir este caminho de forma limitada e sob coação extrema — e uma vez anulada a pressão ele regressa aos velhos caminhos. Mais cedo ou mais tarde (desde que uma catástrofe nuclear ou ambiental não pare o relógio) o mundo será forçado a procurar um caminho melhor e mais humano.




Essa é uma oportunidade para desbancar de uma vez por todas essa hegemonia imperialista que a tanto nos oprime.

15 de setembro de 2008

ATO DE REPÚDIO À APROVAÇÃO DA LEI AROUCA

*** ATENÇÃO ATIVISTAS DE BRASÍLIA E REGIÃO ***

ATO DE REPÚDIO À
APROVAÇÃO DA LEI AROUCA




Quando: 18 de setembro, pontualmente às 10 horas.

Onde: Concentração na Esplanada dos Ministérios, em frente ao prédio do Ministério do ___. Esse é o local da concentração, o ato será em local próximo.

Por que: para protestar contra a falta de democracia e a influência dos interesses da indústria na aprovação de leis que agridem saúde humana e os direitos animais.

Natureza do ato:
O ato é pacífico. Iremos exibir, em um grande varal, as 23 mil assinaturas que pedem a não aprovação da Lei Arouca, as quais foram ignoradas pela Câmara e pelo Senado em todas as tentativas de contato.

Quem vai: Todo ativista que compartilhe da nossa indignação e deseje tornar útil a sua voz.

O que levar: Será fornecido todo o material necessário. Traga apenas a si mesmo e a sua indignação.

O que vestir:
Estaremos vestidos de preto, como símbolo de luto pelos milhões de animais cujo assassínio está agora protegido por lei. Se você tiver a camiseta preta do VEDDAS, isso trará uniformidade ao protesto. Se não a tiver, ela estará disponível para venda no local ou você pode usar qualquer camiseta preta.

Quem organiza: O ato é organizado pelo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade) grupo baseado em São Paulo que faz campanha desde 2007 contra a aprovação da Lei Arouca.

Mais informações sobre a campanha: http://veddaspl1153.blogspot.com

Proteste! Compareça!
Una a sua voz à nossa pela conquista dos direitos animais!






Pela não votação do PL 1.153/95



"Nós abaixo-assinados servimo-nos do presente para requerer ao Excelentíssimo Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, Dr. Arlindo Chinaglia, que, neste momento, não seja colocado em votação o PL 1.153/95, sobre a regulamentação da experimentação animal no país. É primordial que, para tal mister, por uma questão de adequação de fatos, valores e norma (Direito), haja um democrático debate não apenas entre a comunidade científica, mas também entre toda a sociedade e seus respectivos setores de interesse na citada questão, o que até então não houve, atentando-se especialmente às questões atinentes a normas basilares ambientais expressas em nossa Constituição Federal (artigo 225, § 1º, VII - vedando-se práticas cruéis contra os animais não humanos), bem como se harmonizando o verdadeiro e real progresso científico e o desenvolvimento de valores éticos a toda e qualquer forma de vida, conduzindo o país ao desenvolvimento de fato e não meramente especulativo e fictício, bem como se possibilitando a tão almejada e desejada gestão política e legislativa participativa."

1 de setembro de 2008

Dia do Cerrado 11/09

Vou começar com um texto que fiz há uns três anos atrás, ainda no tempo de escola... tem uma boaintrodução e explicação simplificada sobre o Cerrado Brasileiro.

O cerrado pode ser, em termos de Fitogeografia geral, classificado como um tipo de savana. Ele possui um clima bastante quente, semi-árido notadamente sazonal com verão chuvoso e inverno seco.

O cerrado cobre cerca de um quinto do Brasil, é por isso que embora predominando no Mato Grosso e Goiás, aparece também na Bahia e São Paulo sob continua ou em manchas.

A vegetação é o traço que mais caracteriza o cerrado, com árvores no geral muito altas (3m a 6m), com trancos e galhos retorcidos; algumas possuem folhas coriáceas, As árvores típicas são: o pequizeiro, lixeira, pau-terra, pau-santo, etc.

A grande variabilidade de habitats nos diversos tipos de cerrado suporta uma enorme diversidade de espécies de plantas e animais. Estudos recentes, como o do Dr. J.A. Ratter e outros autores em “Avanços no Estudo da Biodiversidade da Flora Lenhosa do Cerrado”, em 1995, estimam p número de plantas vasculares em torno de 5 mil; e que mais de 1600 espécies de mamíferos, aves, e répteis já foram identificados nos ecossistemas de Cerrado.

Entre a diversidade de invertebrados, os mais notáveis são os térmitas (cupins) e as formigas cortadeiras (saúvas). São eles os principais herbívoros do cerrado, tendo uma grande importância no consumo e na decomposição da matéria orgânica, assim como constituem uma importante fonte alimentar para muitas outras espécies animais.



O Ministério do Meio Ambiente promove nesta segunda-feira (11), em Brasília, várias atividades para comemorar o Dia Nacional do Cerrado (
11 de setembro).

Só que não se tem muita coisa a comemorar....

Dia do Cerrado 11/09- Manifestação na Esplanada


Não dá mais para ficar de braços cruzados vendo o Cerrado morrer na nossa frente,
vamos mostrar a nossa cara.

-30% da biodiversidade brasileira está aqui. Com a devastação uma riqueza incalculável ainda não pesquisada está desaparecendo. 44% das espécies são endêmicas, ou seja, só existem aqui. É a savana mais rica do mundo.
-Metade dos pássaros do Brasil estão aqui.
-A devastação do Cerrado ameaça o fornecimento de água doce no Brasil, e pode levar o país a uma crise energética.
-70% do Cerrado já foi destruído, dos 30% restantes, apenas 5% são de áreas suficientemente grandes para manter a biodiversidade, os outros 25% tendem a desaparecer.
-Encontra-se na lista dos 20 hotspots, um dos ecossistemas mais ameaçados da Terra.
-Abriga imensa sociodiversidade de povos e comunidades tradicionais, indígenas, sertanejos, ribeirinhos e quilombolas, que estão com suas culturas ameaçadas pelo impacto do agribusiness predatório.
-Cumpre um importante papel de ligação entre os biomas Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Amazônia.
-As emissões de carbono do Cerrado aproximam-se da quantidade emitida pela Amazônia.
-O ritmo de devastação é três vezes maior do que o da Amazônia.
-A constituição brasileira não considera o Cerrado patrimônio natural, ao contrário da Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal.
- Existe um projeto no congresso PEC 115/95 que reconhece o Cerrado como patrimônio natural, mas está parado por falta de interesse da população em pressionar seus representantes.
-A estimativa é de que este bioma desapareça em 22 anos.

Por isso....

Vamos fazer uma bela manifestação pacífica na Esplanada dos Ministérios em Brasília. A partir deste dia os políticos e governantes saberão que o Cerrado não está sozinho.

As listas de assinaturas reinvindicando a aprovação da PEC 115/95 já estão circulando. Só o pessoal de Goiânia, em um exemplo de amor ao Cerrado já conseguiu mais de 30.000 assinaturas feitas à mão!! Vamos seguir este belo exemplo.
Link seguro, podem baixar e indicar esta comunidade para os amigos:
http://www.recomende.net/downloads/ativismo/assinaturas-pela-aprovacao-da-pec-115/download.html

Mas lembrem-se de enviar para a caixa postal que está na lista de assinaturas:
Caixa postal 10.578 CEP 71.620-980
Brasília-DF
AS LISTAS DEVEM SER ENTREGUES ATÉ A PRIMEIRA SEMANA DE SETEMBRO
Nosso tempo é curto, bom trabalho!





E NA SEXTA PARA COMEMORAR O DIA DO CERRADO:


SONS DO CERRADO
- Sexta
- 12 de setembro
- ARENA -22h



Bandas:
- MARIMBA reggae music
- OS MOCAMBOS

- DJs PERCUSSION BROTHERS


Participções:

Martinha do Côco
Kiko Peres
Surf Sessions

André (Homem de Pedra)
Marquinho (Capitão do Cerrado)
Toninho Alves


Acesso R$10:



Acessem: SOS Cerrado






O MAIOR INIMIGO DO CERRADO É A FALTA DE INFORMAÇÃO

26 de agosto de 2008

MANIFESTAÇÃO: SANTUÁRIO NÃO SE MOVE!!!!!!!!!!!

BRASÍLIA

MANIFESTAÇÃO NA FUNAI QUINTA-FEIRA ÀS 11:30 HS



Vamos tod@s nos manifestar contra a lentidão da FUNAI no processo de demarcação da Terra Indígena do Bananal. O Santuário NÃO SE MOVE! E todos os amig@s do Santuário estão convidados a lutar na QUINTA-FEIRA DIA 28/08 ÀS 11:30hs da manhã na frente da FUNAI mesmo. É hora de agir!!!!

Depois do ato de quarta-feira no STF vamos nos mobilizar na quinta-feira (28/08) a partir das 11:30 no prédio sede da FUNAI junto com os parentes que estão em Brasília numa ação tribal para lavar e purificar e expurgar os maus espíritos que rondam a Funai, fazendo do orgão indigenista um balcão de negócios, um aparelho anacrônico com a mesma visão do índio da ditadura de 1964, aparelhada por interesses escusos que vem sistematicamente contribuindo para a usurpação dos direitos indígenas, a violação da dignidade e da cultura dos povos indígenas, enfim vamos convocar os servidores de boa-fé, aqueles que acreditam na missão democrática e plural da FUNAI, uma FUNAI que promova sim o respeito as diferenças étnicas e a promoção dos direitos indígenas como a terra, o território e a liberdade de ser indígena sem perseguição étnica e política.

Para que que a funai e os servidores se posicionem em relação a esse exemplo de resistência indígena e ambiental que o SANTUÁRIO DOS PAJÉS vem mostrando para a população de Brasília! Os servidores e técnicos e o Presidente da FUNAI Márcio Meira devem se posicionar diante desse fenômeno histórico e antropológico único em Brasília!

Devem dizer se estão com o autoritarismo político e econômico de Arruda e Paulo Octávio e a política de destruição ambiental e de perseguição étnica e racial! Dizer Não ao projeto Noroeste é dizer sim a Autonomia, a Tolerância, a democracia direta dos povos, aos direitos humanos, a Vida e a Natureza!!

Diga não aos fascistas e racistas do Cerrado!

Por uma Brasília Preservada e Tolerante! Viva Brasília Indígena! De todos os povos indígenas e brasileiros!!


Ato Contra o Racismo, a Impunidade e a Intolerância!
Em defesa da resistência e dos direitos dos povos indígenas!

Demarcação Já da Terra Indígena Bananal - Santuário dos Pajés!!


Local: FUNAI 702/902 sul ao lado do colégio Dom Bosco.
11:30, quinta-feira!!
Com exposição de filmes a partir das 12:30!!


Conselho tribal dos anciãos do Santuário dos Pajés!

12 de agosto de 2008

ROMPER O DIA!


Em movimento...

Nas páginas da história de nosso país, o MOVIMENTO ESTUDANTIL certamente

possui um espaço destacado, pois cumpriu um papel importantíssimo na organização dos estudantes, numa luta intransigente por uma Educação Pública, gratuita e de qualidade.

Assumiu na América Latina a referência de movimento, por sua combatividade,

democracia e lastro social. Foi assim no período da Ditadura Militar, mesmo com perseguição e repressão.

Estava na linha de frente da campanha "Diretas Já". Em 92 denunciou a corrupção do Governo Collor indo às ruas mobilizando a juventude através da palavra de ordem "Fora Collor”!

Nós do Campo ROMPER O DIA nos organizamos em universidades de todo país, atuamos na ocupação da USP, UnB, UFGRS, UFPA, UNICAMP... E temos o acúmulo de várias lutas vitoriosas ao longo da nossa formação. Para nós discutir o movimento estudantil é fundamental, pois só através da organização coletiva é possível melhorar o ensino e atingirmos conquistas. O movimento estudantil é um dos principais atores dos movimentos sociais de educação, em conjunto com docentes e servidores, por isso achamos essa parceria fundamental, que inclua também aqueles que estão fora das universidades.

E as particulares?

Existe um mito que dificulta a atuação do movimento estudantil nas faculdades

particulares; que o estudante é passageiro, ficará até conseguir o diploma e depois não precisará mais da faculdade. De fato é um mito, pois o aluno depois de formado, na busca de emprego, de qualificação e até nas provas de títulos dos concursos públicos precisará de um diploma com reconhecimento e com atestado de qualidade, o aluno, em última análise, vai precisar sempre da faculdade.

A sede por lucro vai além das mensalidades. As altas taxas cobradas por serviços mínimos e as multas pelo atraso na entrega de documentos, livros ou no pagamento da mensalidade são assustadoras, isso sem falar na venda do espaço universitário para a construção de verdadeiros "shoppings centers", alocados estrategicamente para incentivar o consumo e construir uma dispersão do ambiente fértil das comunidades universitárias, onde deveria haver espaços para formação e convivência.

O índice de inadimplência em todo o país beira os alarmantes 40%. Para garantir seus lucros, as mantenedoras buscam criminalizar os inadimplentes, impedindo uma nova matrícula dos mesmos e utilizando os mais eficazes instrumentos de cobrança, inclusive o Serviço de Proteção ao Crédito, que marca o nome do estudante em todo o comércio brasileiro.

Os problemas são sempre os mesmos: mensalidades altas, falta de democracia, de assistência estudantil, sem falar na qualidade dos cursos que oferecem... Os estudantes de universidades pagas representam hoje mais de 90% dos universitários brasileiros, por esta razão, achamos tão fundamental discutir juntos os problemas que temos vivido.

Experiência que deve ser seguida por todos!

Brasília é notadamente conhecida por ser a capital nacional do Brasil. A Capital longe do povo e tão perto da corrupção. Lugar onde a maracutaia, os lobistas, os Calheiros e companhia se lambuzam no luxo à custa do dinheiro público. Terra da maior vergonha nacional.

Pois, é nesta mesma Brasília que os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) decidiram não mais aceitar os abusos dos donos do poder. O Reitor Timothy Mulholland, um dos principais operadores da famigerada reforma Universitária, é mais um dos que usaram indiscriminada e vergonhosamente as verbas destinadas à Universidade. Em um esquema junto a FINATEC,

fundação dita de apoio que administra a verba pública da UnB sem licitação dos gastos – assim como todas as Fundações que existem nas Universidades brasileiras –, gastou R$470 mil reais para mobiliar seu apartamento funcional em

Brasília. Lixeiras de mil reais, saca- rolha de R$ 1,5 mil reais, entre tantos outros itens que envergonham uma nação onde milhões vivem abaixo da linha da miséria.


Por todos estes motivos é que estamos propondo a organização

do Romper o Dia nas instituições de ensino particulares.

E lembre-se; não é porque podemos fazer pouco, que não vamos

fazer nada!

Organize-se, lute e conquiste!

ROMPER O DIA

Contatos:

romperodiadf@gmail.com

5 de agosto de 2008

Veja, como sempre, que mentira!


Esta semana a revista Veja que está a bancas, veio novamente acusando e atacando as Farc, com informações infundadas e argumentos sem provas relativas, vêem como sempre tentando manipular e formar opinião errada a respeito da guerrilha.

Esse ataque é antigo, não é o primeiro e não será o último, mas é inadimissível que tais noticias possam ser divulgadas dessa forma.
Ainda mais se trantando de informações sigilosas das quais nem a ABIN tem provas ainda!
E que a repercussão causa desconforto as pessoas envolvidas!
Engraçado como a Veja gosta de atacar o Padre Olivério, família, e seus amigos, mas ela mesmo se contradiz, pois não há provas pra nenhuma das afirmações que ela vêem destacando nessa edição. A verdade sempre prevalecerá. Essa revista é uma vergonha pro jornalismo brasileiro!
Formadora de opinião, tendenciosa, reacionária!


Segue abaixo a reportagem na íntegra:

Arquivos apreendidos com a guerrilha mostram que a relação do PT com as Farc é maior do que se sabia – e pode ter chegado ao governo


COMANDANTE E EMBAIXADOR
O número 2 da guerrilha, Raúl Reyes, e o ex-padre Olivério Medina (à dir.): diálogos reveladores
Há cinco meses, tropas colombianas abriram um clarão na selva próximo à fronteira da Colômbia com o Equador. Realizada em território vizinho, a caçada implodiu um dos centros de comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), matou 23 de seus integrantes e causou um grave incidente diplomático na América do Sul. Em meio aos destroços, os militares recuperaram intactos três computadores portáteis que pertenciam a Raúl Reyes, o número 2 das Farc, especialista em finanças, expoente da ala mais radical e sangrenta da guerrilha e que foi morto na operação. A memória resgatada dos computadores de Reyes tem provocado efeitos políticos extraordinariamente positivos na região. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, aparece nas mensagens como financiador das ações do grupo terrorista. O pouco que se revelou do conteúdo do computador do terror sobre Chávez já fez o ditador venezuelano abrandar o tom. De revolucionário passou, de uma hora para outra, a conciliador. Na semana passada, a revista colombiana Cambio publicou uma reportagem com base nos dados resgatados do computador de Reyes, mostrando que também no Brasil os tentáculos são tão grandes quanto já se suspeitava. É conhecida a histórica afinidade ideológica dos radicais do PT – felizmente, uma minoria – com o grupo terrorista. Os arquivos eletrônicos apreendidos, porém, revelam que desde a posse do presidente Lula essa aproximação foi ficando cada vez mais intensa, envolvendo integrantes do governo em ações políticas de interesse dos guerrilheiros.

As novas evidências sobre esses laços clandestinos estão reunidas em 85 mensagens eletrônicas trocadas por representantes das Farc entre 1999 e 2008. Apreendidos nos computadores de Reyes, os arquivos chegaram às mãos do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e foram objeto de uma conversa mantida pelo presidente brasileiro com seu colega Álvaro Uribe na visita que Lula fez à Colômbia, há duas semanas. Embora nenhuma das mensagens divulgadas até agora tenha como interlocutor alguém do PT ou do governo, existem diversas referências a membros do partido e do governo brasileiro. A correspondência sugere vínculos das Farc com parlamentares, dirigentes petistas, cinco ministros e ex-ministros e três assessores pessoais do presidente Lula. As referências, em sua ampla maioria, revelam apenas tentativas de aproximação com o governo por meio de dirigentes e parlamentares petistas. Não haveria, portanto, nada que pudesse levar à conclusão de que há ou havia entre eles uma relação mais estreita. O problema é que, ao se verificarem alguns dos assuntos tratados, percebe-se que as ações de interesse dos narcoguerrilheiros foram bem-sucedidas – parte delas com apoio, segundo os relatos, de pessoas influentes do governo.

DESCONTRAÇÃO SÓ APARENTE
Lula cumprimenta Uribe em visita à Colômbia, há duas semanas, e a capa de VEJA que revelou os tentáculos das Farc no Brasil há três anos: a ligação da guerrilha com o PT e o governo pode ser mais ampla do que se sabia
Um dos casos mais interessantes relatados nas correspondências apreendidas envolve o ex-ministro José Dirceu. Em junho de 2005, quando ele ainda era o todo-poderoso chefe da Casa Civil do governo, houve um misterioso encontro em Cuba entre um representante das Farc e o jornalista brasileiro Breno Altman. Em uma mensagem arquivada no dia 4 daquele mês, um guerrilheiro, chamado José Luis, faz um relato ao comandante Reyes: "Um jovem que se apresentou como Breno Altman me disse que vinha de parte do ministro José Dirceu e que, por motivos de segurança, eles tinham concordado que as relações não deviam passar pela Secretaria de Relações Internacionais, mas, sim, pelo ministro, com a representação de Breno". Não se sabe que tipo de relações o guerrilheiro descreve, mas fica evidente que se trata de alguma coisa clandestina. O jornalista Breno Altman é um dos fundadores do PT e amigo do ex-ministro José Dirceu. Ele confirmou que esteve com o guerrilheiro em Havana, mas garante que não se apresentou em nome do ex-ministro. Dias depois do encontro, porém, Reyes relata o resultado da reunião com "o enviado de Dirceu", afirmando que o governo Lula "aceita a presença discreta de Olivério no país". Olivério é o padre Olivério Medina, guerrilheiro condenado na Colômbia por vários crimes e escondido no Brasil desde 1997. O padre é o personagem principal das conexões das Farc com o governo brasileiro.

Em março de 2005, três meses antes do encontro de Havana, VEJA publicou uma reportagem revelando que agentes da Abin monitoraram uma reunião política comandada por Olivério Medina em uma chácara nos arredores de Brasília. Segundo o relato dos espiões do governo, que se infiltraram no encontro, além do padre, compareceram cerca de trinta pessoas, entre militantes petistas de Brasília e representantes de uma tal corrente Luís Carlos Prestes. Era 13 de abril de 2002. Em frente a uma bandeira das Farc, os convidados cantaram o hino da guerrilha, gritaram algumas palavras de ordem e, depois, sentaram-se e passaram a discutir as eleições presidenciais. Medina revelou que os guerrilheiros doariam 5 milhões de dólares à campanha de Lula. Os detalhes da reunião, incluindo a promessa da doação milionária, foram registrados em um documento da agência, classificado como secreto. A Abin não conseguiu descobrir se a promessa foi cumprida. Na época, Medina circulava tranqüilamente por Brasília, participava de reuniões políticas e arregimentava simpatizantes para a organização. Era conhecido como o embaixador das Farc no Brasil.

O BUFÃO E O REI
Chávez, ao lado do rei Juan Carlos, e a chácara em Brasília onde as Farc se reuniram com petistas: dólares da guerrilha

O baú digital das Farc revela uma incrível coincidência entre a reunião testemunhada pelo espião oficial e os vestígios de ligações da guerrilha com o PT. Em julho de 2005, Olivério Medina, figura central nos dois episódios, despachou uma mensagem para Raúl Reyes, listando apoios financeiros que as Farc vinham recebendo no Brasil. As cifras são irrelevantes, mas a lista apresenta pontos de contato com a reunião secreta flagrada pela Abin. Citada por Medina, a tal Corrente Comunista Luis Carlos Prestes teria doado 766,66 dólares. Um dos militantes da entidade era também proprietário da chácara onde Medina anunciou a doação milionária ao PT. É um paradoxo que o terrorista Medina faça questão de anotar apoios financeiros irrisórios ao mesmo tempo em que se vangloria de conseguir milhões de dólares para a campanha petista. Não é nem de longe, porém, tática estranha aos movimentos revolucionários. É célebre a proposta feita pelo cubano Fidel Castro ao escritor peruano Mario Vargas Llosa quando este, ainda militante de esquerda, ganhou um prêmio em dinheiro do Pen Club International, entidade sem filiação partidária de apoio a intelectuais. Llosa recebeu 9 000 dólares. Fidel propôs a ele que doasse publicamente os 9 000 dólares à Revolução Cubana com a promessa de que lhe daria 18 000 dólares, o dobro, por debaixo do pano. Vargas Llosa denunciou a manobra e desiludiu-se de Fidel e seus barbudos.
Apesar de o governo ter supostamente garantido a "presença discreta" de Medina no país – muito provavelmente devido à repercussão do caso da doação milionária –, em agosto de 2005 o padre foi preso pela Polícia Federal, a pedido da Justiça colombiana, sob acusações de terrorismo, assassinato, seqüestro e extorsão. Dois anos depois, contudo, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou seu pedido de extradição graças a uma decisão do governo que, um ano antes, concedeu a Medina a condição de refugiado político. Outra vez as mensagens apreendidas indicam que o governo e o PT estavam mesmo empenhados em proteger o terrorista. Em janeiro de 2007, o próprio Medina informa a Raúl Reyes que conseguiu um emprego no governo para a mulher, Angela Slongo. "Para evitar que a direita em algum momento a importune, deixaram-na na Secretaria de Pesca, trabalhando no que chamam um cargo de confiança ligado à Presidência da República."
O correio eletrônico do ex-número 2 das Farc ainda revela contatos da organização com o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e com o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores. Em nota, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, negou qualquer relação entre o governo brasileiro e os narcoterroristas. "Não há interferência em assuntos internos da Colômbia nem qualquer tipo de apoio às Farc", afirmou. Informalmente, porém, assessores de Lula contam que a divulgação das mensagens que citam membros do governo brasileiro foi motivada por vingança do ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, cuja família controla o grupo de comunicação que publicou a reportagem naquele país. O governo colombiano, segundo a teoria oficial, seria contrário à adesão do país ao Conselho de Defesa Sul-Americano. Na visita de Lula à Colômbia, há duas semanas, Uribe teria mudado de idéia após ouvir os argumentos do presidente brasileiro. Em retaliação, os militares colombianos teriam divulgado apenas as mensagens supostamente comprometedoras, deixando de lado outras que provariam exatamente o contrário – o distanciamento dos petistas em relação à guerrilha. Se isso for verdade, bastará ao governo divulgar a íntegra do material, que foi recebido há três meses e guardado a sete chaves.

O ELO COM O GOVERNO
O ex-ministro José Dirceu é apontado como elo com o governo. Em e-mail enviado em junho de 2005, um dirigente das Farc, identificado como José Luis, conta ter se encontrado com um emissário de Dirceu, o jornalista Breno Altman, em Cuba. A partir daí, segundo a mensagem, os contatos passaram a ser feitos por intermédio de Dirceu



AJUDA NO PLANALTO
O chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, foi citado em um e-mail de Olivério Medina a Raúl Reyes, em fevereiro de 2007. Ele é retratado como um simpatizante que teria ajudado as Farc no governo. Nas mensagens divulgadas até agora, porém, não há nenhuma evidência de que Carvalho tenha ajudado a guerrilha. Ele nega qualquer relação com as Farc


REFÚGIO GARANTIDO
Em um e-mail recebido por Reyes em setembro de 2006, Olivério Medina faz menção a um telefonema que o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, teria dado para cumprimentar seu advogado pela obtenção do refúgio no Brasil. Graças a decisão do governo, Medina teve seu pedido de extradição para a Colômbia negado pelo STF



CONTRA OU A FAVOR?
As Farc tentaram usar o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia, para se aproximar do governo petista. A tentativa de aproximação foi revelada por Medina: "Estive falando com a deputada federal Maria José Maninha. Combinamos que [ela] vai me abrir caminho rumo ao presidente via Marco Aurélio Garcia". Ele diz ter trabalhado contra a guerrilha


Alguns pontos em negrito mostram as contradições de uma noticia tendenciosa, que mesmo sem ter como provar o que vêem afirmando tenta nas entrelinhas se desvincular de qualquer culpa. Repito: ESSA REVISTA É UMA VERGONHA!

E sempre seguiremos desmacarando suas falsas notícias!


29 de julho de 2008

Entrevista de Iván Márquez integrante do Secretariado das FARC-EP, a William Parra, TELESUR.

O jornalista William Parra, de TELESUR, entrevista a Iván Márquez, integrante do Secretariado das FARC-EP


Sexta-feira, 25 de julho de 2008





Em primeiro lugar, o que significa a morte do Comandante Manuel Marulanda Vélez e como tem sido aceita pelas FARC a desaparição de seu líder histórico?

Significa a ausência dolorosa de um imprescindível; do construtor do Exército do Povo; do estrategista da Campanha Bolivariana pela Nova Colômbia; do legendário Comandante, artesão da concepção táctica, operacional e estratégica das FARC e da guerra de guerrilhas móveis; do condutor político da Insurgência… Manuel Marulanda Vélez -como nos versos de Neruda- "não morreu. Está em meio à pólvora, de pé, como mecha ardendo". Segue combatendo desde as montanhas rebeldes da eternidade. Segue vivo nos fuzis dos guerrilheiros farianos, no Plano Estratégico, na Plataforma Bolivariana pela Nova Colômbia e no anseio coletivo da Pátria Grande e o Socialismo, que são como uma imensa bandeira ao vento. Perante nosso Comandante em Chefe, perante o altar da Pátria, juramos vencer, e venceremos. Como assimilarmos essa ausência? Reafirmando nossa determinação de luta. Fortalecendo nossa coesão. Ratificando-nos em nossos princípios. Empunhando com mais forca o livro e os fuzis do imbatível escudo guerrilheiro das FARC.

Segundo seu ponto de vista, qual o maior legado de Manuel Marulanda Vélez para o país?

Ter criado as bases para o Novo Poder com a construção de um Exército Popular bolivariano, com estruturas sólidas e coesas, em torno do Plano Estratégico, irreversível em seu propósito de tomada do poder para o povo. Manuel Marulanda Vélez é exemplo de convicção, de perseverança e de luta incessante. Jamais seremos inferiores à fé que têm depositado os povos de Nossa América na luta de resistência das FARC. Suas múltiplas manifestações de solidariedade nos levam a exclamar com o Libertador Simón Bolívar: "É imperturbável nossa resolução de independência ou nada".

Pode fazer um breve esboço de Manuel Marulanda Vélez?

Estou escrevendo um, titulado MANUEL MARULANDA VÉLEZ o herói insurgente da Colômbia de Bolívar. Por enquanto só respondo sua pergunta com os versos épicos do poeta Luis Vidales: "Canto Colômbia a Manuel, o guerrilheiro/ é esse, América Latina, o que eu canto/ a esse, mundo de hoje, vos o apresento/ Manuel é o pai da selva colombiana/ é o pastor da paz no rebanho/ Manuel é irmão dos rios e do vento/ e lá onde é mais livre a montanha/ doce pátria rumo ao céu, lá o sinto/ Em seu louvor a noite iluminada/ solta seu tiroteio de luzeiros/ As altas terras limpas o viram colombiano/ e o ar puro lhe foi dócil a seu sono/ A águia que passa é um disparo/ cada ave é como um papel que cruza o céu/ Para falar-lhe de pátria as árvores sussurram/ e o mastro da palmeira flameja sua bandeira/ para indicar que passa o guerrilheiro/ Um momento! lhe diz a límpida manhã/ e sobre um sobrado dos Andes americanos/ tira-lhe uma foto espectral de corpo inteiro/ As árvores são como esquadras de seu exército/ por defensor do pobre, parente próximo do trigo/ como a esse lhe sucede: que quarenta vezes têm-no deixado morto/ só para ficar quarenta vezes vivo.

Morreu o Comandante Marulanda em um mau momento para as FARC; o mês de março foi muito duro para a organização insurgente; perderam não só Raúl Reyes e Iván Ríos… Peço-lhe um comentário sobre as circunstâncias lutuosas que caracterizaram esse mês.

Os revolucionários não escolhem o momento de morrer, mas em qualquer lugar onde os surpreenda a morte, bem-vinda seja, como diz O Che, sempre que esse, nosso grito de luta –e isto é dito por mim- de luta pela Paz com justiça social, pela independência, o Socialismo e Pátria Grande, chegue a um ouvido receptivo. A luta é até as últimas conseqüências porque "em uma revolução se triunfa ou se morre se é verdadeira". Os desenlaces dolorosos são previsíveis em uma confrontação. Muito mais em nosso caso, pois enfrentamos um inimigo com grande poder de fogo, que tem degradado a guerra e que conta com todo o apoio da tecnologia militar de ponta e milhões de dólares do governo dos EUA no marco de sua espoliadora estratégia de domínio e subjugação. Mas, podemos afirmar que, apesar do triunfalismo mediático, estamos saindo da horrível noite de março com novas experiências e com um horizonte claro para continuar a luta pela paz, a justiça social, a democracia verdadeira e a dignidade.



Para muitos, esses golpes, essas mortes, deixam as FARC em difícil situação. Vários analistas consideram que esta guerrilha está quase derrotada militarmente. ¿Estão certos?

Não conhecem as FARC. Confundem o desejo com a realidade e enganam-se com suas próprias fantasias. O Exército das FARC não é amador nem carece de experiência. Acontece com ele tal qual com Bolívar, que crescia diante da adversidade. Sobre o fim das FARC vêm falando desde o ataque à Marquetalia, em maio de 1964. Durante 44 anos o império norte-americano e a oligarquia colombiana têm desenrolado, um após o outro, inúmeros planos e operações militares para aniquilar essa força revolucionaria, mas não puderam derrotá-la. Primeiro, foi o Plano LASO, sigla em inglês que significa Operação Latino-americana de Segurança; seu objetivo: impedir o surgimento de uma nova Cuba no Continente, daí a Operação Marquetalia. Logo montaram a Operação Sonora que buscava derrotar militarmente as FARC na Cordilheira Central, mas não levaram em conta que enfrentavam os guerreiros de Manuel. Depois, lançaram a Operação Centauro ou Casa Verde, mas os agressores tiveram que regressar com o rabo entre as pernas à Base militar de Tolemaida, onde foram recebidos por seus mentores e instrutores ianques. A essas agressões seguiram como enxurradas, os planos Thanatos, Destructor I, Destructor II o Plano Colômbia; paralelamente a estes desataram o horror do paramilitarismo criminal, de estratégia contra-insurgente do Estado, que buscava destruir o que considerava como bases sociais da guerrilha através dos massacres, as covas comuns e a moto-serra. E, nestes últimos anos, com o Plano Patriota, desenhado pelos estrategistas do Comando Sul do exército dos Estados Unidos, com o uso de sofisticadas tecnologias militares, com satélites, aviões e aparatos não tripulados, com uma força que ultrapassa os 400 mil efetivos e milhares de assessores e mercenários ianques, com a "ajuda" militar de Washington, com dezenas de helicópteros e dez bilhões de dólares no último período, aspiram mediante um esforço desesperado derrotar a insurgência e a inconformidade popular. Nem o fogo, nem as bombas das operações militares das oligarquias e o império, nem as passeatas manipuladas conseguirão desarticular a resistência e a luta por uma Colômbia Nova e bolivariana. A luta armada na Colômbia tem vigência porque os problemas políticos, econômicos e sociais que lhe deram origem, não foram solucionados. Em 1984, com o Acordo de La Uribe, tentamos a luta pela via eleitoral, mas a alternativa política fruto desse Acordo, a União Patriótica, foi brutalmente exterminada aos tiros. Cinco mil entre dirigentes e militantes foram assassinados pela intransigência do regime santanderista que oprime a Colômbia. Por isso, agora lutamos clandestinamente através do Movimento Bolivariano pela Nova Colômbia. Nas FARC existem pessoas de principios. Somos índios bravos. Não nos seduzem com cantos de sereia. Estamos prontos para entrar em combate, com passo de vencedores, ao Ayacucho do século XXI, ao qual convocamos todos os povos de Nossa América. Parafraseando a Bolívar: estamos como o sol; brotando raios por todas as partes.



O que pode nos dizer sobre a versão do Presidente Uribe e do ministro da defesa, Juan Manuel Santos, que afirmam que a morte do Comandante Marulanda não foi conseqüência de uma parada cardíaca, mas dos intensos bombardeios ou por susto?

Tanto o Presidente Uribe quanto seu ministro, estão fazendo uso da mais incrível e insana burrice. Só poderia caber na sua cabeça de um imbecil que o legendário guerrilheiro que enfrentou durante 60 anos a 17 governos e a todos seus Estados Maiores das Forças Armadas pudesse morrer de susto. Essa pretensão tão improcedente, só provoca hilaridade e indignação. Como disse o mesmo Comandante Manuel: "a gente não morre por disparos de palavras".

Como foi decidida a designação de Alfonso Cano como Comandante máximo das FARC e que variações implica essa determinação na condução da organização?

Implica a continuidade dos planos. E sobre a forma como decidimos sua designação como novo Comandante em Chefe das FARC, posso lhe dizer que foi por unanimidade, no dia 27 de março, uma vez informados da lamentável noticia do óbito do Comandante Manuel Marulanda. Nesse mesmo dia decidimos, também, adiar essa notícia até o dia 23 de maio para comunicá-la no marco do aniversário dos 44 anos das FARC. Todo o Estado Maior Central, o Secretariado, assim como as guerrilheiras e os guerrilheiros, como um só corpo, respaldam ferreamente o Comandante Alfonso Cano.

Muitos críticos e analistas afirmam que, com a chegada do Comandante Cano à chefia das FARC, abrem-se novas possibilidades para iniciar uma negociação; uma nova oportunidade para o Intercâmbio Humanitário e a paz. Qual a sua opinião sobre essas afirmações?

As políticas das FARC estão definidas já. São determinadas por nossas Conferências e as reuniões Plenárias do Estado Maior Central. Temos uma linha tática e outra estratégica, elaboradas coletivamente. A paz tem sido e é sempre nosso principal objetivo estratégico, e nisto coincidimos com o Libertador para quem "a insurreição se anuncia com o espírito de paz, se resiste contra o despotismo porque este destrói a paz, e não toma as armas, a não ser para obrigar seus inimigos à paz".

Os acontecimentos do dia 2 de julho, que culminaram na libertação de 15 prisioneiros pareceram indicar que os resgates militares solucionam esse problema. O que aconteceu nas selvas do Guaviare?

No inesperado resgate de 15 prisioneiros de guerra nas selvas do Guaviare, nem Uribe nem Santos, nem os generais Padilla e Montoya são os heróis, pois para essa operação só colaboraram com os helicópteros, já que todo o trabalho esteve a cargo dos dois traidores, que logo, logo, foram traídos pelos generais e o governo. O feito foi aproveitado para elogiar o Presidente, os militares, a política de Segurança Democrática, mas sobretudo, para tapar a escandalosa ilegitimidade e ilegalidade do segundo mandato do senhor Uribe, surgido do delito de suborno que favoreceu sua reeleição imediata. Buscava o Presidente Uribe dissimular seu talante de desaforado ditador que ataca com todos os fogos de sua ira os falhos da Corte Suprema que lhe são adversos. Atuando por fora de seu próprio estado de direito pretende derrubar desde o Palácio de Nariño, com poderosas cargas explosivas, a independência da Corte. Tem submetido o Setor Legislativa do Poder Público, já; agora quer cooptar o Setor Jurisdicional.

A propósito dessa libertação do dia 2 de julho o Comandante Fidel Castro tem dito que as FARC jamais deveriam ter capturado Ingrid Betancurt e que também não deveriam ter nas condições da selva em prisão os soldados e civis. Ele assinala isto como um ato de crueldade. Qual sua opinião sobre esse argumento do Comandante?

Não gostaria de expressar sentimentos que estimula esse tipo de posições. Somente quero dizer que as FARC estão em todo seu direito de buscar por todos os meios a liberdade dos combatentes guerrilheiros presos tanto nos cárceres do regime quanto nos do Império. Buscamos uma saída que ponha fim ao sofrimento do cativeiro dos prisioneiros das duas partes enfrentadas. Deve-se pensar também na crueldade das correntes que suportam os nossos nas masmorras do regime uribista e nas do império, que são as mesmas que padecem os 5 heróis cubanos e os milhares de prisioneiros violentados em seus direitos, como ocorre nos cárceres de Abu Grahib e de Guantánamo. Gostaria de acrescentar que na Colômbia alguns dirigentes políticos são mais militaristas e guerreristas que os próprios militares. Muitos deles instrumentam e são protagonistas ativos da legislação de guerra e da repressão contra o povo da Colômbia por conta do Terrorismo de Estado.

O presidente Uribe fala de cercos humanitários sobre os possíveis acampamentos onde se encontram os prisioneiros de guerra. Que significado tem para as FARC esse anuncio? Continua a ordem de não permitir o resgate à sangue e fogo?

Não existem cercos humanitários, em assuntos de guerra os cercos são cercos militares. Com os tais cercos humanitários o governo busca enganar para dar a sensação de que tem controle territorial, controle que nunca existiu. Por trás dos cercos humanitários existe uma ordem infame de Uribe a seus generais de resgatar à sangue e fogo os prisioneiros, sem que importem as conseqüências. Nestas circunstâncias, qualquer desenlace fatal será responsabilidade do senhor Uribe.

O governo francês tem oferecido receber todos os membros das FARC que estejam incluídos no intercâmbio. Estariam as FARC dispostas a deixar que os guerrilheiros liberados, sejam levados para outro país?

Essa idéia é em si mesma uma afronta desrespeitosa à dignidade dos guerrilheiros das FARC. Os verdadeiros combatentes não trocam as montanhas da Pátria, nem suas convicções por um humilhante desterro em ultramar.

A França assumiu a presidência da União Européia no dia 1 de julho. Dado o interesse desse país no intercambio humanitário, as FARC pensarão na possibilidade de buscar o reconhecimento político, o reconhecimento de beligerância e a retirada de seu nome da lista de grupos terroristas?

De fato somos uma força beligerante à espera dos que estejam dispostos a buscar a Paz na Colômbia, e, para isso, façam esse reconhecimento. É uma condição temporal, enquanto se resolve o conflito de legitimidades. O qualificativo de terroristas não é mais do que uma imposição do maior terrorista da Humanidade: o governo dos Estados Unidos.

A mídia fala profusamente que as FARC estão golpeadas política e militarmente, assim como dizimadas tanto em número de combatentes quanto nos recursos econômicos. Os analistas expressam que as FARC passam pelo pior momento de sua história; Quão golpeadas estão as FARC?

Na realidade, o que lhes preocupa é um eventual desencadeamento da inconformidade social junto à existência de uma guerrilha bolivariana como as FARC, que tem completado já o posicionamento estratégico de sua força em todo o território nacional. Por isso o Plano Patriota e o aumento da intervenção militar dos Estados Unidos na Colômbia. Por isso a Base Aérea de Três Esquinas foi convertida em uma Base Militar estadunidense na Amazônia. E sabemos para que. Se as FARC estivessem esquartejadas, eles não estariam anunciando o traslado da Base ianque de Manta para Colômbia. O que está se decompondo mais e mais é a apodrecida institucionalidade burguesa, salpicada de sangue e cocaína, narco-paramilitarismo e ilegitimidade.

Nos atuais momentos é possível que se possa chegar a uma negociação de paz com o governo Uribe?

Com Uribe a paz não passa de uma quimera. A solução política do conflito só será possível com outro governo, e muito mais, se ele surge como resultado de um Grande Acordo Nacional, no qual desempenhem o papel principal, as forças das mudanças e o Soberano, que é o Povo. Um novo governo, que por ter a Paz como seu objetivo máximo, recolha as tropas em seus quartéis e mande de volta os ianques para sua casa.

Qual a caracterização que as FARC têm neste momento do governo de Uribe e da situação da institucionalidade colombiana em meio ao escândalo da narco-para-política e outros inocultáveis fatos como aquele da Yidis-política?

É um governo narco-paramilitar, ilegítimo e ilegal. Só não caiu, ainda, porque é mantido em pé pelo criminal apoio do governo de Washington, o Terrorismo de Estado, a manipulação da opinião através de campanhas da grande mídia, os massacres, o despojo de terras, o despejo forçoso, a moto-serra, as fraudes e o suborno. Estados Unidos necessita um regime como o colombiano, para utilizá-lo como ponta-de-lança para o assalto neoliberal ao Continente.

As FARC têm dito que o governo de Uribe Vélez é ilegal e ilegítimo. Por que, então, se mantém, segundo difunde a imprensa colombiana, nos mais altos níveis de popularidade; por que não cai esse governo?

As pesquisas não consultam 70% da população sumida na miséria e na pobreza, nem os mais de 4 milhões de deslocados de suas terras pelo Terrorismo de Estado. Não consultam 50% da população economicamente ativa que sofre a angustia cotidiana do desemprego ou o trabalho informal. Não consultam os sindicalistas perseguidos, nem os indígenas violentados, nem as negritudes esquecidas, nem os estudantes reprimidos. Os 80% de popularidade de Uribe é una farsa, resultado da mais asquerosa manipulação da opinião.

O que se pode esperar da nova geração de Comandantes que tem assumido a condução das FARC: uma línha militar mais dura ou pelo contrário, a chegada à política total?

Continuar o caminho traçado pelo inesquecível Comandante em Chefe, Manuel Marulanda Vélez, quer dizer, aquele da política total, que é a luta estratégica pela tomada do Poder pela via das armas e da insurreição, com o qual se chegaria a um governo revolucionário, ou pela via das alianças políticas rumo à instauração de um governo verdadeiramente democrático, em consonância com a Plataforma Bolivariana pela Nova Colômbia.

Segundo os supostos computadores do Comandante Raúl Reyes, as FARC têm sido financiadas pelo governo do Presidente Hugo Chávez. O qué há de certo nisso?

Se fosse assim, teríamos derrubado já esse governo lacaio dos EUA. Essa afirmação é um pretexto intervencionista. O que deve chamar a atenção de América Latina e do mundo são os dez bilhões de dólares que a Casa Branca tem aportado ao governo terrorista de Uribe, para massacrar, desaparecer, despojar, deslocar... o povo. Colômbia é o primeiro receptor de ajuda militar dos Estados Unidos neste Hemisfério e, o terceiro no mundo. Claro, o governo de Washington apóia desta maneira seu testa-de-ferro predileto, na desestabilização da região, pensando na contenção da poderosa força bolivariana que já se vê no horizonte deste século. Um tribunal dos povos deve conduzir ao banco dos acusados o Império ladrão e violento que quer seguir subjugando os povos.

As FARC financiaram a campanha presidencial de Rafael Correa no Equador?

Mas, com o que? Isso é um contrasenso. São as FARC que necessitam da ação do internacionalismo solidário dos povos do mundo.

Com todas as dificuldades que se têm apresentado, em torno do tema da presença guerrilheira, como pretexto para criar a crise diplomática entre Colômbia e Equador ou entre Colômbia e Venezuela, não vêm a necessidade de uma reformulação de sua forma de luta, sobretudo, quando está latente a ameaça dos Estados Unidos, com o argumento de que atuará contra os que apóiem o terrorismo?

A luta armada não está em questão. As causas que a motivaram não foram superadas. Continuam. As oligarquias só querem uma paz que não toque seus privilégios, que não modifique as injustas estruturas políticas, econômicas e sociais que têm causado a pobreza pública. A estratégia de dominação dos Estados Unidos já está traçada e o pretexto é o que menos lhes importa. Eles estão correndo atrás do petróleo da Venezuela, do gás da Bolívia, das riquezas da Amazônia...., e, que nossos povos fiquem com os buracos e a miséria. Por isto, necessitamos articular a resistência às políticas agressivas do Império. Gostaria de recordar que nos fuzis guerrilheiros das FARC resistem os povos de Nossa América. E quanto à pertinência da luta armada, uma reflexão do Libertador: "Mesmo que sejam alarmantes as conseqüências da resistência ao poder, não é menos certo que existe na natureza do homem social um direito inalienável que legitima a insurreição". Enquanto existirem as FARC ninguém poderá tomar o fuzil de Che.

A Guajira é da Venezuela como diz o Presidente Chávez?

Sem dúvida La Guajira pertence à Colômbia de Bolívar e do primeiro precursor da Independência de Nossa América, o Generalíssimo Francisco de Miranda. Nosso critério é o mesmo exposto pelo Libertador a Páez: "Esqueci de lhe dizer que temos pensado fundir juntas, duas ou três metades dos Departamentos de Boyacá, Zulia e Barinas, para que não haja mais fronteira de Venezuela nem da Nova Granada, porque esta divisão é a que está nos matando, e portanto devemos destruí-la". Uma reafirmação final: Juramos vencer, e Venceremos.