29 de setembro de 2010
Dona Weslian Roriz e a vergonha alheia
22 de setembro de 2010
5 de agosto de 2010
Por 4 votos a 2, TRE nega registro da candidatura de Roriz no DF
Por 4 votos a 2, TRE nega registro da candidatura de Roriz no DF
Decisão foi tomada com base na Lei da Ficha Limpa.
Advogados do ex-governador informaram que vão recorrer ao TSE.
Os advogados do ex-governador informaram que vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após a publicação do resultado do julgamento pelo TRE-DF, os advogados terão três dias para apresentar recurso ao TSE. Enquanto não for condenado em última instância, o candidato poderá continuar em campanha.
O ex-governador Roriz, que completou 74 anos nesta quarta (4), renunciou ao mandato de senador em 2007 para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado.
Candidato pela coligação Esperança Renovada, Roriz enfrentava três pedidos de impugnação no tribunal. Um deles foi protocolado pelo Ministério Público Eleitoral, outro pelo PSOL e um pelo candidato a deputado distrital pelo PV, Júlio Cárdia.
O procurador regional eleitoral Renato Bril de Goés foi o primeiro a se manifestar diante dos desembargadores defendendo o indeferimento da candidatura. Depois dele, falou o advogado do PSOL, Alberto Maimoni, que também argumentou pela rejeição do registro da candidatura de Roriz.
Argumento da defesa
Logo após, os advogados de Roriz tomaram a palavra e defenderam que a Lei do Ficha Limpa não poderia retroagir ao ano de 2007, quando o senador renunciou ao mandato no Senado.
“Busca-se recriminar uma conduta que em 2007 era lícita. Imputar uma pena a uma pessoa que sequer apresentou sua defesa. Contra Joaquim Roriz, nunca houve processo ético no Senado Federal. A renúncia se deu antes da própria admissibilidade. Não é possível diante deste contexto atropelarmos todos esses princípios, violentarmos a Constituição Popular em nome de um chamado clamor popular. Dessa forma, requeremos pela improcedência das impugnações e da liberação do registro de candidatura do Joaquim Roriz”, disse o advogado Eládio Barbosa, da coligação Esperança Renovada.
O plenário do tribunal ficou lotado durante a sessão. Dezenas de apoiadores de Roriz fizeram filas a fim de acompanhar a votação. Para evitar tumultos, o tribunal limitou a 55 os lugares disponíveis para os apoiadores do candidato. Mesmo assim, dezenas de pessoas ficaram do lado de fora do tribunal enquanto os desembargadores decidiam o futuro da candidatura de Roriz.
Por volta das 17h, um tumulto começou na frente do tribunal, e a polícia teve de formar uma espécie de paredão para evitar invasões no prédio.
Apoiadores de Roriz gritavam “Roriz, de novo, governador do povo”, enquanto manifestantes carregando bandeiras do PSOL e cartazes defendendo A Lei do Ficha Limpa gritavam “fora Roriz”. A polícia estimou que entre 80 e cem manifestantes tenham participado do ato.
Fonte: G1
19 de julho de 2010
Ocupação MTST
26 de fevereiro de 2010
INTERVENÇÃO JÁ !
12 de fevereiro de 2010
Nota do PSOL-DF - Prisão do Arruda
5 de janeiro de 2010
8 de dezembro de 2009
A Fantástica Fábrica de Panetones (Ou o Panetonegate brasiliense)
Governador Arruda Wonka e Paulo “Oompa Loompa” Octavio estão à frente da Fantástica Fábrica de Panetones! As imagens falam por si só!
Além de Paulo Octavio e Arruda, estão envolvidos no escândalo: Adalberto Monteiro, Alcir Collaço, Benedito Domingos, Cristina Boner, Divino Omar Nascimento, Domingos Lamóglia, Eurides Brito, Fábio Simão, Fernando Antunes, Gilberto Lucena, João Luiz, José Celso Gontijo, José Geraldo Maciel, José Humberto, José Luiz Valente, José Luiz Vieira Neves, Júnior Brunelli, Leonardo Prudente, Luiz França, Márcio Machado, Marcelo Carvalho, Nerci Soares Bussamra, Odilon Aires, Omésio Pontes, Orlando José Pontes, Paulo Pestana, Paulo Roberto, Paulo Roxo, Pedro do Ovo, René Abujalski, Roberto Gifooni, Rogério Ulisses e Ricardo Pena.
Clique para ver no tamanho original:
Corrupção dá fome, Governador?
A Fantástica Fábrica de Panetones
A ocupação segue firme na CLDF. Escutem a rádio ao vivo neste link, direto do Plenário ocupado! (Baixem o arquivo e abram no Winamp ou Windows Media Player)
E a luta continua. Fora Arruda e toda a corja que se encontra no poder. 2010 é nosso!
PS. As fotos deste post foram montagens feitas por mim, usando fotos encontradas no Google ou tiradas de minha própria câmera.
3 de dezembro de 2009
Nota do Movimento “Fora Arruda e toda a máfia”
O Brasil inteiro está chocado com as denúncias de corrupção no governo de José Roberto Arruda e Paulo Octávio (DEM), no Distrito Federal. Vídeos e gravações envolvendo vários membros do governo e do judiciário, mais de um terço dos/das deputados/as distritais além de grandes empresários/as indignaram a população. Movimentos popular, sindical e estudantil iniciaram um amplo processo de mobilização em todo o DF.
Queremos o impeachment de Arruda e toda a máfia revelada no inquérito da Polícia Federal. Exigimos a saída dos/das deputados/as distritais envolvidos/as no processo. Dado o conflito de interesse, eles/as não têm legitimidade para votar o impeachment ou a cassação de seus próprios mandatos. Por isso, em uma grande manifestação, na quarta-feira (02/12), o povo ocupou o plenário da Câmara Legislativa do DF (CL-DF).
Queríamos acompanhar pacificamente a entrega de um dos pedidos de impeachment contra o governador. No entanto, fomos barrados em plena “Casa do Povo”. A mesma que abriga corruptos/as que governam para o grande empresariado, contrária ao interesse da maioria da população.
Não estamos aqui para invadir ou depredar o patrimônio público, como tem sido divulgado pela mídia em mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais. Ocupamos para garantir que o patrimônio e os recursos públicos sejam de fato revertidos à população. Exigimos que a Câmara aprove o impeachment de Arruda e Paulo Octávio e a cassação dos/as deputados/as envolvidos/as. Por isso, garantimos que ocorresse a sessão da CL-DF para a leitura de um dos pedidos de impeachment.
O governo de Arruda e Paulo Octávio, a exemplo do que foi o Governo Roriz, garante os interesses de grandes empresários/as por meio da corrupção generalizada que também atinge a Câmara. Precisamos rediscutir os projetos aprovados na CL-DF. Eles são fruto de uma política neoliberal orientada pela especulação imobiliária, a exclusão social, a violação aos Direitos Humanos, e a perda de direitos sociais. Eles não respondem às necessidades básicas da população.
Não podemos nos calar! Convidamos toda a população e movimentos organizados a unirem-se pelo Fora Arruda, Paulo Octávio e toda a máfia, que há tempos destrói a dignidade do povo e da política da capital do país. Só o povo nas ruas pode conquistar o fim da corrupção. Vamos juntos/as fortalecer os protestos que já estão tomando conta de todo o DF. A ocupação é só mais uma manifestação da indignação popular. A Câmara agora é do povo, estão todos/as convocados/as para fortalecer e construir a ocupação do movimento “Fora Arruda e toda a máfia”.
Seguimos em luta,
Movimento “Fora Arruda e toda a máfia”
8 de agosto de 2009
Fim do Senado CorruPTo
Desculpem o uso da palavra.
Mas que putaria é essa no Senado Federal?
Pra quem não sabe, o Senado era pra ser um motivo de orgulho para todos os brasileiros, ele faz parte da nossa história de lutas e conquistas, mas se transformou na nossa vergonha!
As pessoas elegem a cada 8 anos estes seres para que eles possam mostrar tão descaradamente que estão fazendo seu papel muito mal feito, transformando um ambiente que deveria servir ao povo, em um ambiente baixo, onde só se vê escândalos, e trocas de farpas, e palavras de baixo calão, mesmo que regidas por um pronome de tratamento culto.
O povo brasileiro passa as maiores humilhações sem se dar conta, por que enquanto a maioria das pessoas fica dispersa com reality shows e novelas, o governo deita e rola e ninguém vê. O presidente chama um homem que tem nada mais do que 11 ações na costas, por falta de decoro, corrupção entre outras, de homem incomum, de privilegiado.
Dentro dessa esfera é triste ver pessoas chamarem de baderneiros aqueles que saem as ruas, gritando, pedindo o fim do Senado Federal, alegando que isso é ir contra a democracia, negar a história e a luta.
A questão é, o que o Senado Federal se tornou? Quem ainda acredita que ele pode ser mudado ou transformado, precisa de um chá de realidade, pois coelhinhos das páscoa não existem!
O Senado se tornou um agente de falcatruas e enriquecimento ilícito de coronéis que há anos continuam no poder, e por incrível que pareça, conseguem sempre apoio pra continuar roubando e mentindo, enganando o povo brasileiro!
Quando levantamos o coro pelo Fim do Senado corruPTo, queremos pedir não apenas o fim de uma câmara alta da qual a imagem está tão suja que é impossível limpar, nem a sua substituição por outra câmara já tão suja quanto esta, pois já está claro como água cristalina que esses homens eleitos “democraticamente” nada fazem pelo bem do povo.
Pelo fim do Senado para acabar com os privilégios dessa máfia instalada nos poderes da nação.
Pelo Fim do Senado CorruPTo! Fora Sarney!
15 de julho de 2009
51º CONUNE
10 de julho de 2009
Rebeldias, lutas e passe livre - uma hist[oria a se refletir
A pauta do passe livre ou meia passagem para estudantes é muito antiga. Já em 1918 estudantes de córdoba (Argentina) reivindicavam o passe livre em uma ocupação universitária. Em diferentes países da América Latina (Chile, Bolívia, Venezuela, Equador, Argentina) temos notícias de lutas semelhantes no decorrer da história. No Brasil a pauta já foi apresentada por diversas entidades estudantis desde no mínimo 60 anos atrás. O legado destas lutas é de tamanha relevância que cidades como Rio de Janeiro e Cuiabá já tem passe livre para setores estudantis há algumas décadas.
Geralmente estas lutas apresentam uma argumentação comum: a/o estudante não deve pagar para chegar à escola, dado que a educação pública e gratuita é um direito e deve ser assegurada pelo estado - faz-se a vinculação de educação e transporte, prevalecendo a educação na mobilidade urbana.
No do MPL desenvolvemos esta linha, ampliando a discussão em dois sentidos: entendemos a educação como um bem social assim como saúde, saneamento básico, moradia e cultura, pensando no amplo direito à cidade. Transporte para nós é também um bem essencial para as cidades, estando inserido em um amplo debate sobre a mobilidade urbana, que é a circulação livre dos serviços, bens e das pessoas na cidade - por isso o transporte não pode ser uma mercadoria (viver em função do lucro empresarial). Simplificando, o MPL luta pra que todo mundo possa ir à escola, hospital, teatro, biblioteca e que a biblioteca, teatro, escola e hospital também estejam em vários pontos da cidade sem centralização.
Além disso, damos uma tônica antisistêmica à luta, buscando reconhecer quais contradições da sociedade capitalista enfrentamos na nossa realidade. O racismo está presente, pois transporte é uma forma de segregação social. O machismo também, pois a mobilidade necessária é restringida pelos perigos que mulheres enfrentam ao andarem sozinhas pelas ruas a noite, por exemplo. E sabemos também que hospitais e escolas hoje servem mais pros patrões que pra população, e por isso lutamos por outra forma de organização da sociedade.
O Passe Livre Estudantil (P.L.E.) é, em nossa leitura, um começo de uma discussão mais ampla de sociedade, e deve estar orientado por alguns princípios. O MPL lançou em 2004 no DF o passe livre com base em alguns presuspostos: 1) o estado deveria pagar inteiramente a passagem, para acabar com o rateio entre outrxs usuários/as da meia passagem (reduzindo a tarifa); 2) o passe livre para além do trajeto casa-escola-casa, em qualquer horário, dia da semana ou ano, sem distinção de "quando-onde-como-porque", pensando a educação ampla do direito à cidade; 3) O P.L.E. é para toda e qualquer estudante, em qualquer grau; 4) não tem porque alguém perder o direito por conta de burocracias estatais ou de suposto "uso indevido" do passe livre, pois circular pela cidade, em qualquer situação, é exercer o direito a ela, não há nada de indevido nisso.
Fizemos, todavia, a vinculação constante da luta pelo passe livre à luta contra este sistema de transportes mercadológico, denunciando a sua forma arbitrária de organização. Em diversos momentos a luta do passe livre foi convertida em luta contra o aumento das passagens, e vice-versa. Desta vinculação do específico com o geral, do passe livre até os transportes e dos transportes até a sociedade é que intervimos na conjuntura do DF e Brasil.
Outros projetos de passe livre surgiram na sociedade, contemplando parcial ou totalmente estas perspectivas apresentadas. foram o passe social, o passe livre só casa-escola-casa, o passe livre só para escola pública secundarista, o passe livre com subsídio de só um terço pelo estado, e agora esse passe livre com lucro para os empresários. Apesar das diferentes justificativas todos estes projetos mantiveram preconceitos e restrições à idéia central de que o transporte é um direito social e, para ser público, tem que ser pago totalmente pelo estado por meio da receita dos impostos - em especial da parcela mais rica da sociedade. Também por isso permanecemos sempre apresentando nossas concepções de forma autônoma, independente e radicalizada.
Nossas inspirações locais pra realizarmos esta forma de luta no DF vieram, certamente, de muitas teorias, práticas sociais e outros movimentos políticos relevantes. Em especial duas recentes mobilizações formaram um certo paradigma pra gente: a Revolta do Buzú (Salvador, 2003) e a Revolta da Catraca (Florianópolis, 2004 e 2005). Trataram-se de fatos marcantes em que a população saiu às ruas em rebeldia e radicalização, alcançando parcial ou totalmente seus objetivos.
Os exemplos de Salvador e Floripa se converteram em mitos folclóricos para nossa luta - pois geralmente só relatávamos as partes convenietes da história daquelas complexas lutas. Elas também deixaram para nós um paradigma de conquista do passe livre: cercariamos a camara dos deputados ou o prédio do executivo com uma enorme mobilização, intimidariamos o governo que amedrontadíssimo implementaria o passe livre, com a faca na garganta. Nossas pretensões tinham então muito de heroísmo e relações simplistas de causa e efeito.
Essas imagens fantasiosas também ocorreram porque quando iniciamos a construção do Movimento Passe Livre no DF havia - como ainda há - mais que a vontade da conquista da pauta. Pelas nossas pretensões gerais de transformação revolucionária da realidade, por sermos novas agentes na sociedade e na luta de classes, nossa perspectiva era também de realizar a conquista unicamente pelos meios radicais que implementamos na luta. Era certamente uma mentalidade de guerra - necessária em vários momentos, mas não pro cotidiano da luta. Acredito, com um pouco de ironia, que estas pretensões de ser rambo não se sustentaram, pois inclusive este simpático ícone é uma representação de muito do que negamos - é a figura do heróico ocidental, machista, racista e imperial. Certamente a precisávamos de outras figuras pro nosso imaginário, pois a luta por um mundo novo não é feita em capítulos ou narrativas de começo, meio e fim bem definidas. E as personagens são complexas e contraditórias, necessariamente.
Mas nossa trajetória não foi só esse desespero sonhador. Realizamos importantes lutas e reconstruímos diferentes significações na cidade tanto nos transportes como também contribuímos para a cultura geral de lutas dos movimentos sociais na cidade. O MPL, junto com vários outros movimentos, participou da retomada de conceitos como ação direta, horizontalidade, rebeldia e irreverência na luta. Também aqui ajudamos a desenvolver alguns conceitos de luta política na cidade, como Catracaços, Escrachos, Ressignificações Urbanas, Okupas, entre outras. O nosso Exército Revolucionário Insurgente de Palhacis (E.R.I.P.), talvez seja a maior expressão disso tudo. Mas voltemos ao passe livre, que ainda estamos por conquistar de fato.
O caminho trilhado pelo MPL foi diferente da velocidade, radicalidade e causalidade que projetamos: no fim das contas, os conceitos "radicais e rebeldes" que apresentamos à sociedade foram incorporados em boa medida pelas instituições contra as quais lutamos. E, contraditoriamente, fomos ganhando espaço e respeito dentro de diversos espaços do sistema vigente. Assim, nossa ampla aceitação e reverência em espaços contraditórios da sociedade, como Universidades, Parlamento, Partidos políticos, Organizações burocráticas e até mesmo da mídia capitalista (que usa nossas manifestações e pautas como espetáculo para vender jornais), gerou a pressão social necessária para que a pauta avançasse. Mais que isso, o próprio poder executivo e o empresariado dos transportes assumem agora nossa pauta, porém dando uma roupagem e configuração que possibilite o maior lucro e projeção política.
Mas que situação! Pelo relato desenvolvido até agora parece que a forma e conteúdo da nossa luta estão sendo assimilados pela sociedade, e nossa proposta política apropriada pelos inimigos de classe. Mas o grande desafio é justamente esse, dado que um movimento que resiste no decorrer do tempo enfrenta momentos complexos. Nossa situação agora se recheia de contradições: não podemos, como muitos movimentos fazem, seguir da vitória parcial à acomodação ao sistema. As contradições que geramos à sociedade capitalista por meio da luta do passe livre deram um saldo importante. Mas trata-se agora de gerar novas contradições e insistir nas que não foram vencidas ainda - daí partimos à luta pela tarifa zero, para ampliar a discussão que iniciamos. Mais que isso, nossa organização e formas de trabalho não se alteraram: ainda somos um movimento que busca construir desde dentro aquele mundo novo que projetamos, e nossa principal forma de luta ainda é a ação direta. O nosso fim, como já apresentado, ainda é uma vida sem catracas, libertária. Até lá ainda falta um longo caminho. Dado que já o iniciamos e tudo que fizemos, interromper esta caminhada será muito pior que prossegui-la.
24 de junho de 2009
Comunicado do Movimento Passe Livre do DF sobre a proposta do
passe livre estudantil pelo governo

Em uma jocosa cerimônia organizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal dia 20/05/2009 foi entregue pelo poder executivo ao legislativo uma proposta do GDF de passe livre para estudantes. Ela, segundo dizem, será votada em breve pelos deputados distritais do DF. A repentina proposta do GDF pegou muitos e muitas no contrapé. O evento fantasioso da entrega do projeto - composto por holofotes, paparicagens e tratos falsos - deixou muita gente de queixo caído, pensando "caramba, meus inimigos/as agora concordam comigo. Eles e elas avançaram ou fui eu que virei conservador (a)?"
Nós do Movimento Passe Livre do Distrito Federal (MPL-DF), que nos últimos cinco anos lutamos nessa causa achamos que temos uma avaliação importante para compartilhar. Então, acerca deste projeto de passe livre, aparentemente surpreendente, o MPL-DF entende que:
* O Passe Livre estudantil é, sem sombra de dúvidas, uma vitória dos movimentos que há décadas apresentam esta pauta como alternativa aos transportes e incentivo à educação. Para nós do MPL-DF - que realizamos o debate do passe livre estudantil nacional e localmente por meio de nossas ações diretas - é evidente que esta proposta manteve-se viva na agenda política principalmente por que em sua defesa órgãos públicos foram ocupados, ruas foram fechadas e mobilizações de todos os tipos foram feitas. O passe livre existe hoje como realidade política porque foi, no passado, uma proposta ousada apresentada por diferentes grupos. Assim, saudamos com nosso sarcasmo todos e todas que, nesse passado, nos chamaram de inconseqüentes e malucos/as por propormos o passe livre e que hoje abraçam com unhas e dentes o projeto - talvez como única forma de manterem-se vivos politicamente. Os Governos do Distrito Federal, em especial, merecem este nosso deboche. Blé!
* Nas últimas décadas o sistema de transportes do DF seguiu a lógica geral da segregação urbana. O transporte coletivo, entendido “pelos de cima” como mercadoria, funcionou e funciona como os grandes latifúndios improdutivos: alguns pequenos grupos de coronéis lucram horrores com a necessidade de ir e vir mantendo o serviço ruim, perigoso e estressante; governos seguidamente privilegiam as empresas privadas às públicas; usuários/as pagam caro pra andar mal; trabalhadores/as rodoviários/as e metroviários/as em péssimas condições salariais e de carga de trabalho. Quando começamos nossas movimentações, em 2004, esse foi o cenário que enfrentamos. E as diversas lutas que fizemos terminaram de deslegitimar essa forma de se organizar os transportes. Tanto foi que nas últimas eleições todas as candidaturas apresentaram planos, fantasias e promessas de mudança do sistema de transporte coletivo, dado que a pressão popular tornava necessárias respostas sobre o assunto. Incluíram, inclusive, o passe livre estudantil ou social em várias plataformas eleitorais.
* Agora
vem o pulo do gato: com o fracasso parcial do neoliberalismo dos transportes - apelidado de Brasília Integrada - o governo em sua ânsia de apelo social recorre às agendas de impacto e apoio popular, as mesmas que ele antes rejeitou. O maldito, mal falado, malquisto e aparentemente derrotado passe livre ressurge das cinzas, como a mais bela das fênix libertárias. O mesmo GDF que chamou de inconseqüente o passe estudantil, que antes tratou o passe livre como inconstitucional, que mandou a polícia reprimir e prender manifestantes rebeldes reapresenta este projeto em um ato de desespero e reconhecimento do quão justa e eficaz era – e é – nossa pauta. Mas, na leitura deles, o passe livre é eficaz para sustentar re-eleições, e justo porque amansa o empresariado dos transportes com o benefício indireto que eles propõem - já que querem pagar às empresas o valor total sem diminuir das passagens o preço que passageiras e passageiros pagavam pela meia passagem estudantil. Assim quer o governo fazer do passe livre para estudantes um aumento de lucro dos empresários, tipo um aumento indireto das tarifas. Mas, acreditem, os poderosos acabarão pagando gata por lebre, pois o povo não é bobo. Nós gatas nascemos pobres, porém livres!
* E, podem ter certeza, nossa luta não acaba aí. A conquista do passe livre, longe de ser um sossega leão, serve como incentivo à luta. O passe livre, demanda que veio de baixo e à esquerda, é mais uma prova concreta de que a luta social é válida e tem resultados, de que o poder do povo pode e vai fazer um mundo novo. É, porém, só o começo de um longo caminho que temos a trilhar. Além de esse passe livre ser todo restrito (burocrático, só no trajeto casa-escola-casa, no período letivo), almejamos muito mais. Nossa pauta hoje é mais ampliada: queremos que o transporte coletivo seja pago pelos impostos de todos e todas, de modo que ninguém precise pagar passagens na hora do uso – seria a tarifa zero. Nossa proposta de sociedade... bem, vocês sabem, nunca fomos muito de ousadias, só queremos que a sociedade seja justa, sem capitalismo nem qualquer outra forma de opressão. É simples assim.
* Vale lembrar que até o momento, em relação a esta proposta, não temos nenhuma conquista concreta: continuamos no campo das palavras e papéis. O governo agora fala usando as linguagens do movimento, os deputados agora afirmam que em breve a proposta será aprovada, os técnicos dizem ser esta uma questão de fácil aplicabilidade. Mas o direito ainda não foi implementado, e não faltaram oportunidades para tanto: outros projetos de passe livre já foram apresentados e rejeitados pelo no passado recente.
"Passe, passe, passe livre sem limites: fique livre pra passar e ultrapasse o passe livre!" (Ciclovida).
Por uma vida sem catracas!
Movimento Passe Livre do Distrito Federal
8 de maio de 2009
GILMAR DANTAS: "SAIA ÀS RUAS" E NÃO VOLTE AO STF



O movimento recebeu o nome de Gilmar Dantas: saia s ruas e não volte ao STF, em alusão aos habeas corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, quando este foi preso na Operação Satiagraha, e a uma frase usada pelo ministro Joaquim Barbosa em recente discussão com Mendes no plenário do tribunal.
Os manifestantes acenderam velas ao redor de uma bandeira brasileira e em toda a extensão da praça, além de entoarem refrões contra o presidente do STF.
Agora é a hora de nacionalizar por completo nosso movimento! Nós aqui de Brasília começamos com uma manifestação de 10 pessoas e conseguimos, só com a indignação popular, juntar 3000 em duas semanas! Os atos por aqui vão continuar, cada vez mais exigindo que Gilmar escute o povo e saia as ruas e não volte ao STF! Porém é fundamental que o movimento seja maior em todo o país, para demonstrar a indignação nacional.
Em São Paulo, o pessoal começou com um bom exemplo, já começaram maiores que aqui em Brasília com um primeiro ato com quase 50 pessoas! Precisamos que você também se junte, contacte sua faculdade, seus colegas de emprego, sua família, entidades sociais que queiram lutar por um país republicano!!!!
Se estiver em São Paulo, por exemplo, mande um email para João Gomes (folico@gmail.com) e ajude-os a organizar uma reunião para marcarmos mais vígilias!
Se estiver em Minas Gerais, mande um email para Laura Furquim (laurafwxavier@uol.com.br).
Se estiver na Bahia, mande um email para Paula (paula.pac@hotmail.com) ou para Marcus (vini__lima@hotmail.com).
Se estiver no Paraná, mande um email para o Marcos (mr.mrp1@gmail.com).
Esperamos mais contatos de quem se prontificar a ajudar ou a coordenar nesses ou em outros Estados! Temos que ter gente passando o recado das ruas em todo o país!!!!!! Mande um email para saiagilmar@gmail.com ou mesmo envie um comentário neste post dizendo seu Estado e Cidade e publicaremos no Blog! O poder do povo vai fazer um país novo!
9 de abril de 2009
Incêndio criminoso destrói casa no Santuário dos Pajés
Pela tarde, uma equipe da perícia da Polícia Federal esteve no local para averiguar o ocorrido. Segundo Satxiê Tapuia, Pajé do Santuário, que acompanhou os policiais, um laudo técnico será finalizado até quarta-feira. Mesmo sem confirmação imediata, tudo aponta uma ação criminal intimidatória, já que o Santuário se localiza dentro da Terra Indígena do Bananal, ameaçada pela especulação imobiliária e pelo Governo do Distrito Federal, com o projeto de construção do Setor Noroeste, um bairro para classes A e B que tem movimentado mais de 500 milhões de reais envolvendo empreiteiras e investidores imobiliários.
Não é a primeira vez que uma ação com estas características acontece na área, ano passado, a casa de outro indígena fulniô foi derrubada diretamente pela Terracap com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal. O grupo indígena que resiste às diferentes ofensivas à sua terra convive com constantes ameaças e matérias difamatórias veiculadas pela mídia corporativa local.
Na última semana, o Ministério Público Federal, por meio da Procuradora da República Luciana Loureiro de Oliveira, emitiu uma recomendação para que o ibama cancelasse a licença de instalação do Setor Noroeste, recomendando também que a Fundação Nacional do Índio instituisse um Grupo de Trabalho para aprofundar os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação. A resposta do Ibama foi de que não cancelaria a licença e que o problema da comunidade indígena é uma questão da Funai, que por sua vez não respondeu a recomendação no prazo estabelecido pela procuradora, o que levou o Ministério Público a se manifestar com a possibilidade de um processo ao presidente do órgão Marcio Meira, por improbidade administrativa e possível prisão.
8 de fevereiro de 2009
Movimento Passe Livre realiza ato contra aumento de tarifas no DF
No início do mês, os microônibus ficaram R$ 0,50 mais caros, custando R$ 1,50, e o metrô passou R$ 2,00 para R$ 3,00, a tarifa mais cara do país. Por ora, o aumento da passagem de ônibus está suspenso, mas não inteiramente descartado.
PROTESTO EM BRASÍLIA
Manifestantes criticam aumento da tarifa do transporte público
Apesar de momentos de tensão com policiais, ato foi pacífico
Manifestante exibe cartaz em protesto contra aumento de tarifas
O MPL é um movimento social estruturado em mais de dez cidades brasileiras que luta por um sistema de transporte público que não esteja nas mãos da iniciativa privada e não funcione como mercadoria. Entende que o acesso à cidade é um direito fundamental e deve ser considerado serviço essencial, como saúde, educação e segurança, sendo plenamente financiado pelo Estado. A proposta mais ousada do movimento é a tarifa zero, onde os custos do transporte seriam pagos por meio de impostos progressivos, como o imposto de renda, onde quem recebe mais paga mais.
Uma bandeira representando um mundo sem catracas foi o ponto de encontro para as dezenas de manifestantes que se agrupavam conforme a tarde terminava e o fluxo na rodoviária aumentava. A passeata começou com faixas erguidas, batuque aquecido, apitos na mão e cantos de protestos. "Você aí parado, também é explorado" ou "Se a passagem não baixar, olê olê olá, eu vou pular". O governador do DF, José Roberto Arruda (DEM) era alvo preferencial: "Arruda, presta atenção, você não anda de busão".
Novos grupos de policiais chegavam a todo momento para acompanhar o ato. Cacetete em punho, delimitavam as fronteiras do grupo de manifestantes e impediam que fechassem ruas ao redor da rodoviária. Junto com os primeiros momentos de tensão apareceram os policiais dispostos a retirar sua identificação para agir anonimamente. Com câmera em punho, uma manifestante cobrou a identificação de um policial: "está aqui", respondeu enquanto quebrava com as mãos o aparelho da jovem. Apesar disso, a manifestação foi pacífica.
"Dentro do amplo movimento dos que lutam pelo direito à cidade, somos os interlocutores da pauta pela mobilidade urbana. Entendemos que o transporte de hoje é coletivo, não público. Um serviço, para ser público, precisa se diferenciar do privado, ser de acesso a todos. Diz o IBGE que mais de 30 milhões de pessoas não podem andar de ônibus por falta de recursos para pagar. E aí como fica o direito de ir e vir?", avalia o militante que, para evitar perseguição política, prefere se identificar apenas como Paique.
Adriana Saraiva, doutoranda em Antropologia pelo Centro de Pesquisa e Pós-graduação sobre as Américas (CEPPAC) da UnB, pesquisa movimentos populares autônomos e está realizando um contraste entre o MPL do DF e grupos semelhantes nos EUA.
"Os modelos políticos partidários clássicos, centralizadores, hierárquicos, já não são mais suficientes para dar conta dos anseios dessa nova geração de mobilização política. E aí surgem esses grupos horizontais, autogestionados, não-hierárquicos, onde o poder é constantemente trabalhado para ser diluído da melhor forma possível entre seus membros. É um movimento sem líderes, multicéfalo, e exatamente por isso tão difícil de ser lidado por aqueles que têm cristalizado o modelo de Estado e partidos como forma exclusiva de manifestação política", avalia.
A pesquisadora elogia a discussão que vem sendo amadurecida pelo MPL: "O traçado de Brasília foi pensado para o automóvel em detrimento do transporte público. Hoje existe um apartheid entre o plano piloto [o projeto original da capital] e as cidades satélites, construiu-se um cinturão sanitário ao redor da concentração de poder. A população da margem tem direito a seu vale-transporte apenas para ir e voltar do trabalho, o que significa que ela não é bem vinda para usufruir do centro como área de vivência, de lazer, apenas para servir".
Outro lado
O Governo do Distrito Federal, por meio da assessoria de imprensa de sua secretaria de transportes, informou que o metrô vinha operando a preços promocionais e que, com a ampliação da malha e horário de funcionamento, tornou-se insustentável manter o valor antigo. Segundo dados do órgão, o número total de passageiros passou de 50 mil para 150 mil e cerca de 900 mil pessoas pegam ônibus ou microônibus todos os dias no DF.
Sobre o aumento dos micros, a secretaria aponta que mais da metade das linhas já operava a R$ 1,50 e que por um erro algumas linhas foram estabelecidas a R$ 1,00, o que quase levou o sistema à falência.
Outro ponto destacado é a ampliação do projeto de integração entre os diferentes meios de transporte. No momento, 20 linhas de microônibus e cinco de ônibus oferecem a possibilidade de integração, onde os usuários pagam R$ 3,00 para utilizar mais de um serviço, o mesmo preço que pagariam antes do aumento se tomassem um metrô e um microônibus. Espera-se que em no máximo quatro anos todo o sistema esteja integrado.
De acordo com a secretaria, mais de 50% da frota já foi renovada desde o começo do mandato de Arruda, em 2007, e o número deve chegar a 100% até o fim da gestão.
19 de novembro de 2008
Ato por justiça: apoio ao delegado Protógenes e prisão de Daniel Dantas Parlamentares do PSOL protestaram na frente do STF
"Exigimos que o STF faça realmente a justiça e respeite o trabalho do delegado e do juiz. Não aceitamos essa inversão de valores em que os investigadores se tornam investigados", afirmou a líder do PSOL, deputada Luciana Genro (RS). Para ela, os que merecem ser investigados e estarem na prisão são os que fraudaram, compraram políticos e juízes e remeteram dinheiro ao exterior.
De acordo com a deputada, o que existe é uma rede de proteção a Daniel Dantas envolvendo os três poderes da República (Executivo, legislativo e Judiciário). Fato mais recente que comprava essa dedicação ao banqueiro foram as declarações de outros ministros do Supremo, além do presidente Gilmar Mendes – que concedeu os dois habeas corpus na deflagração da Operação Satiagraha – que, para Luciana Genro, representa uma tentativa de desmoralização das investigações de Protógenes e de De Sanctis na busca da nulidade das provas e do processo contra Daniel Dantas.
Para o deputado Chico Alencar (RJ), a Operação Satiagraha foi exemplar pois apontou, entre outras coisas, de que pelo menos R$ 18 milhões foram usados para fazer agrados ao poder público e privado. "O delegado Protógenes e o juiz De Sanctis tocaram num nicho de poder quase intocável e começaram a ser perseguidos", disse, completando que conseguirá apoio para a elaboração de uma moção de louvor, que será encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça.
Na frente do Supremo, com faixas e cartazes cobrou-se a prisão de Daniel Dantas e questionou-se : "STF porque tanto medo de Dantas?". Além de militantes dos diretórios regionais, participou do ato a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP).
Segundo o senador José Nery (PA), o ato representa a luta pela honestidade, a indignação diante da impunidade e contra o crime de corrupção. "O PSOL não compactua com manobras que visam livrar os corruptos e caçar quem faz o trabalho correto. O que não falta são provas contra o banqueiro", declarou o presidente do PSOL/DF, Enrique Morales. Para o presidente do PSOL/GO, Martiniano Cavalcante, há um grande conluio para encobrir as atividades ilícitas de Daniel Dantas. "O império criminoso de Dantas tem tentáculos nas três esferas de poder. A sociedade civil não aceita mais essa corrupção", completou a deputada Luciana Genro.
Fonte: www.liderancapsol.org.br
9 de outubro de 2008
Câmara aprova isenção de impostos para empresas de ônibus
Câmara aprova isenção de impostos para empresas de ônibus
A Câmara Legislativa aprovou, na noite desta quarta-feira (08), dois projetos de lei que anistiam as empresas de ônibus do Distrito Federal do pagamento de dois impostos de competência do DF. O PL nº 1.028/2008, de autoria do Executivo, isenta as empresas do pagamento do IPVA e o PL nº 1.029/2008, também do Executivo, do pagamento do ICMS relacionado à compra de combustíveis.
O deputado Reguffe (PDT) votou contra os projetos e criticou a política de transportes do governo. "O GDF simplesmente está dando isenção de impostos para essas empresas que praticam preços abusivos e oferecem serviços públicos de péssima qualidade. Não posso concordar com um projeto que aumenta o lucro dessas empresas", afirmou.
Já o deputado Batista das Cooperativas (PRP), vice-líder do governo, defendeu o propósito dos projetos. "Essas isenções fazem parte de um acordo do governo com os empresários, que se comprometeram a não aumentar as passagens em troca da anistia. Já estamos com o mesmo preço de passagem há um ano e meio", discursou.
Os dois projetos foram aprovados em primeiro turno e seguem em tramitação na Câmara para apreciação em segundo turno.
Call Center - Também foi aprovado o PL nº 1.024/2008, de autoria do Executivo, que reduz a base de cálculo do ICMS para 10% nas operações relativas aos serviços de call center. Reguffe se posicionou favorável. "É um avanço porque atrai empresas desse ramo para o Distrito Federal e gera empregos", afirmou. O projeto foi aprovado em segundo turno e segue para sanção ou veto do governador.
E mesmo assim as passagens são absurdamente caras!!! Está mais do que provado a quem os políticos servem, aos empresários capitalistas!!!
24 de setembro de 2008
Jornada de Solidariedade ao Povo Boliviano
15 de setembro de 2008
ATO DE REPÚDIO À APROVAÇÃO DA LEI AROUCA
ATO DE REPÚDIO À
APROVAÇÃO DA LEI AROUCA

Quando: 18 de setembro, pontualmente às 10 horas.
Onde: Concentração na Esplanada dos Ministérios, em frente ao prédio do Ministério do ___. Esse é o local da concentração, o ato será em local próximo.
Por que: para protestar contra a falta de democracia e a influência dos interesses da indústria na aprovação de leis que agridem saúde humana e os direitos animais.
Natureza do ato: O ato é pacífico. Iremos exibir, em um grande varal, as 23 mil assinaturas que pedem a não aprovação da Lei Arouca, as quais foram ignoradas pela Câmara e pelo Senado em todas as tentativas de contato.
Quem vai: Todo ativista que compartilhe da nossa indignação e deseje tornar útil a sua voz.
O que levar: Será fornecido todo o material necessário. Traga apenas a si mesmo e a sua indignação.
O que vestir: Estaremos vestidos de preto, como símbolo de luto pelos milhões de animais cujo assassínio está agora protegido por lei. Se você tiver a camiseta preta do VEDDAS, isso trará uniformidade ao protesto. Se não a tiver, ela estará disponível para venda no local ou você pode usar qualquer camiseta preta.
Quem organiza: O ato é organizado pelo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade) grupo baseado em São Paulo que faz campanha desde 2007 contra a aprovação da Lei Arouca.
Mais informações sobre a campanha: http://veddaspl1153.blogspot.com
Proteste! Compareça!
Una a sua voz à nossa pela conquista dos direitos animais!
Pela não votação do PL 1.153/95
"Nós abaixo-assinados servimo-nos do presente para requerer ao Excelentíssimo Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, Dr. Arlindo Chinaglia, que, neste momento, não seja colocado em votação o PL 1.153/95, sobre a regulamentação da experimentação animal no país. É primordial que, para tal mister, por uma questão de adequação de fatos, valores e norma (Direito), haja um democrático debate não apenas entre a comunidade científica, mas também entre toda a sociedade e seus respectivos setores de interesse na citada questão, o que até então não houve, atentando-se especialmente às questões atinentes a normas basilares ambientais expressas em nossa Constituição Federal (artigo 225, § 1º, VII - vedando-se práticas cruéis contra os animais não humanos), bem como se harmonizando o verdadeiro e real progresso científico e o desenvolvimento de valores éticos a toda e qualquer forma de vida, conduzindo o país ao desenvolvimento de fato e não meramente especulativo e fictício, bem como se possibilitando a tão almejada e desejada gestão política e legislativa participativa."




