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29 de setembro de 2010

Dona Weslian Roriz e a vergonha alheia

Quatro vezes governador do Distrito Federal e ex-candidato às próximas eleições, Joaquim Roriz é o protagonista de uma história que mistura deboche, menosprezo pelas leis eleitorais e desrespeito com a própria mulher, dona Weslian. Depois que o Supremo Tribunal Federal chegou a um empate e não decidiu se legaliza ou não a candidatura de Roriz (o caso acabou arquivado hoje, no fim do dia), ameaçada por seu histórico nada limpo junto à Justiça, Roriz achou por bem renunciar e deixar, no seu lugar, “uma representante”. A escolhida foi “a amada mulher, companheira de 50 anos”, Weslian Roriz.
No próximo domingo, o eleitor do DF que apertar o número de Roriz nas urnas verá a foto de Joaquim, mas estará escolhendo sua mulher. A estratégia do “Casal 20″ – uma referência ao número da legenda do PSC – foi considerada genial por uns, absurda por outros e ilegal por procuradores eleitorais do DF que tentam anular a candidatura de Weslian. Alegam que, se a prática se espalhar pelo país, haverá muito mais candidaturas-laranjas, institucionalizando uma fraude eleitoral que a legislação visa coibir.
Weslian Perpétuo Socorro Roriz tem 67 anos. Está casada há 50 anos com Joaquim Roriz, com quem teve três filhas: Wesliane, Liliane e Jaqueline. Ao longo da carreira política do marido, dona Weslian foi a típica primeira-dama que distribuía cobertores à população carente do entorno de Brasília e se dedicava a ações sociais. Ela é conhecida nas cidades-satélites e ganhou a solidariedade de última hora de mulheres de outros candidatos que resolveram subir no palanque para lhe dar apoio.
Católica praticante, Weslian tem aquele jeito de dona-de-casa apegada a valores tradicionais e opiniões que flertam com idéias pouco consistentes sobre a realidade. Foi o que se viu ontem à noite, no primeiro debate a que ela compareceu como candidata, promovido pela Rede Globo. Entre outras respostas “vagas”, dona Weslian garantiu que, no seu governo, nenhuma irregularidade será cometida, em vez de propor ações de combate à corrupção. Dá para acreditar?
O despreparo de dona Weslian, estranha à situação, ficou óbvio. Confesso que, primeiro, eu ri porque parecia piada a forma desencontrada como o debate se desenrolava quando era sua vez de responder ou perguntar. Depois, o riso cedeu à pena e, finalmente, veio minha revolta. “O Roriz não deveria ter exposto a mulher dele assim”, disse, já indignada, ao meu marido, que assistia ao debate comigo. Ela ficou exposta à piada, a um vexame televisionado, procurando falas nos papéis com etiquetas coloridas que lhe entregaram.
Pensando bem, Weslian tem os mesmos defeitos de muitos candidatos espalhados pelo país. Não tem ritmo para ler parecendo natural. Não tem discurso convincente nem noção do tempo de um debate – algo realmente difícil até para políticos treinados. Ela conseguiu ser bem mais breve do que permitia o exíguo tempo dado para as respostas. Não tem forma nem conteúdo político. O que a difere dos demais candidatos que igualmente “pagam mico” em propagandas gratuitas na TV é que ela não estaria ali não fosse uma decisão do marido.
Weslian tentou justificar sua candidatura ao perguntar para o candidato Toninho do PSOL se ele tinha alguma coisa contra esse ato “de solidariedade entre um casal”. Outra idéia romântica da realidade. Não considero solidariedade uma mulher bancar a laranja de uma empresa de fachada para o marido, por exemplo. Isso tem outro nome. É crime.
Eu não tenho nada contra casais solidários, muito pelo contrário, mas ser companheira de 50 anos não faz de dona Weslian uma pessoa preparada para governar. Não vou aqui entrar no mérito do que dona Weslian aprendeu ou não com o marido, um veterano em eleições e escândalos. Quem quiser saber um pouco mais dele, entre nos links abaixo. Mas, ao colocar a própria mulher nessa situação, Joaquim Roriz revelou uma face lamentável do machismo, o machismo que expõe a companheira ao ridículo, que revela uma subserviência entre os sexos que ainda resiste, e que não se inibe ao ver a própria mulher tentando provar o improvável: que ela iria governar, caso eleita. O “casal 20″ trata o inusitado da situação como “uma prova de amor”.
Não constam informações de que ela tenha se arrependido de ir ao debate – ainda. Ela até declarou que estava lá espontaneamente. Vai ver Weslian é dona de um humor que desconhecemos e achou graça de si mesma tentando bancar a candidata convicta. Dona Weslian estava bem maquiada, vestida e penteada. Uma senhora de ótima apresentação, sem dúvida. A fragilidade de sua exposição aniquilou até eventuais ataques dos adversários, que lhe trataram com deferência durante o debate, repetindo perguntas que ela não entendia e não debochando das respostas sem pé nem cabeça. Para quem não mora no DF e não a conhece, tem alguns vídeos na internet com trechos do debate. Compartilho um deles aqui.



Pensem nas suas mães e nas suas avós que nunca quiseram ser candidatas e imagine-as participando de um debate político. E aí, o que você está achando de tudo isso?

22 de setembro de 2010

http://www.tiririca2222.com.br/&files/downloads/jingles/SANTINHO_TIRIRICA.jpg 
Ver a propaganda eleitoral do Tiririca na televisão dá revolta.

Não que eu não goste dele, pelo contrário, eu choro de rir com suas piadas.
Aconteçe que dessa vez não teve graça.
Estava lendo esses dias no Correio Braziliense, e dizia que, a campanha do Tiririca e afins, são um aviso.
Um aviso de que precisamos repensar o que foi feito da nossa política.
Política hoje em dia é sinônimo de palhaçada????
SIM.
Infelizmente, sim.
Mas isso não deveria ser.
A conjuntura atual da política brasileira é uma vergonha para os políticos que um dia lutaram verdadeiramente por uma democracia.
Eles devem estar a essa altura se revirando no túmulo com essas propagandas políticas bizarras.
Não há, legalmente falando, nenhum critério que possa impedir essas pessoas de serem candidatas.
E é muito bom isso, já que a nossa constituição diz que todos devem ter direitos iguais, sem distinção de nenhuma natureza.
Aconteçe que os próprios tais candidatos deveriam ter a consciência de que suas candidaturas em si, são um péssimo exemplo e ridicularizam a política nacional.
A corrupção, é um fenômeno que ocorre em partes por isso. Pessoas despreparadas e sem nenhuma consciência do fato, resolvem fazer política. Esses são os alvos fáceis pra prática ilegal e corrupta dentro do aparelho governamental.
O próprio Tiririca, antes mesmo de entrar, já demonstra um certo desvio de carater, pois já omitiu diversos bens no conselho fiscal.

Agora partindo do cenário regional, do qual esta pessoa escreve. É mais triste ainda.
Aqui (Brasília, Distrito Federal) não há candidatos bizarros como estes que vemos Brasil afora, porém aqui tem algo quase tão pior quanto isso.
Depois de tanta luta, corrida pra conseguir assinaturas, votos, e finalmente conseguir com que fosse aprovada a Ficha Limpa, vemos na capital do país, 38%  do eleitorado defendendo ferrenhamente um candidato totalmente inescrupuloso e corrupto! Que em sua própria defesa, em momento algum se diz inocente, apenas tenta se beneficiar de uma brecha constitucional para continuar a mesma política assistencialista e corrupta que desordeno, literalmente, o Distrito Federal inteiro, em todas as áreas.
É lamentavél ver no noticiario os manifestantes que em vez de estarem lutando pela implementação rígida da Lei Ficha Limpa, estão lutando a favor da candidatura de um político corrupto.

Existem muitos Roriz e Tiriricas pelo nosso país.
Mas o único remédio para tais, seria uma conscientização em massa das pessoas.
E e uma nova visão sobre a política, e o voto em si.
Eleições são de 4 em 4 anos, e precisamos usar esse período pra mostrar pras pessoas que política vai além dessa palhaçada que vemos todos os dias nesses meses de propaganda eleitoral.


5 de agosto de 2010

Por 4 votos a 2, TRE nega registro da candidatura de Roriz no DF

http://paointeiro.com.br/wp-content/uploads/2010/05/roriz-nao.jpg 

Por 4 votos a 2, TRE nega registro da candidatura de Roriz no DF


Decisão foi tomada com base na Lei da Ficha Limpa.
Advogados do ex-governador informaram que vão recorrer ao TSE.

Por quatro votos a dois, desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal vetaram nesta quarta (4) o registro da candidatura de Joaquim Roriz (PSC) a governador do Distrito Federal.
Os advogados do ex-governador informaram que vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após a publicação do resultado do julgamento pelo TRE-DF, os advogados terão três dias para apresentar recurso ao TSE. Enquanto não for condenado em última instância, o candidato poderá continuar em campanha.
Os votos dos desembargadores que negaram o registro foram dados com base na Lei da Ficha Limpa, que veta a candidatura de políticos condenados em decisão colegiada da Justiça ou que renunciaram ao mandato para não responderem a processo de cassação.
O ex-governador Roriz, que completou 74 anos nesta quarta (4), renunciou ao mandato de senador em 2007 para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado.
Candidato pela coligação Esperança Renovada, Roriz enfrentava três pedidos de impugnação no tribunal. Um deles foi protocolado pelo Ministério Público Eleitoral, outro pelo PSOL e um pelo candidato a deputado distrital pelo PV, Júlio Cárdia.
O procurador regional eleitoral Renato Bril de Goés foi o primeiro a se manifestar diante dos desembargadores defendendo o indeferimento da candidatura. Depois dele, falou o advogado do PSOL, Alberto Maimoni, que também argumentou pela rejeição do registro da candidatura de Roriz.
Argumento da defesa
Logo após, os advogados de Roriz tomaram a palavra e defenderam que a Lei do Ficha Limpa não poderia retroagir ao ano de 2007, quando o senador renunciou ao mandato no Senado.
“Busca-se recriminar uma conduta que em 2007 era lícita. Imputar uma pena a uma pessoa que sequer apresentou sua defesa. Contra Joaquim Roriz, nunca houve processo ético no Senado Federal. A renúncia se deu antes da própria admissibilidade. Não é possível diante deste contexto atropelarmos todos esses princípios, violentarmos a Constituição Popular em nome de um chamado clamor popular. Dessa forma, requeremos pela improcedência das impugnações e da liberação do registro de candidatura do Joaquim Roriz”, disse o advogado Eládio Barbosa, da coligação Esperança Renovada.
O plenário do tribunal ficou lotado durante a sessão. Dezenas de apoiadores de Roriz fizeram filas a fim de acompanhar a votação. Para evitar tumultos, o tribunal limitou a 55 os lugares disponíveis para os apoiadores do candidato. Mesmo assim, dezenas de pessoas ficaram do lado de fora do tribunal enquanto os desembargadores decidiam o futuro da candidatura de Roriz.
Por volta das 17h, um tumulto começou na frente do tribunal, e a polícia teve de formar uma espécie de paredão para evitar invasões no prédio.
Apoiadores de Roriz gritavam “Roriz, de novo, governador do povo”, enquanto manifestantes carregando bandeiras do PSOL e cartazes defendendo A Lei do Ficha Limpa gritavam “fora Roriz”. A polícia estimou que entre 80 e cem manifestantes tenham participado do ato.

Fonte: G1

19 de julho de 2010

Ocupação MTST

Ocupação MTST - Movimento dos Trabalhadores sem Teto - Brazlândia


Aos 16 de julho de 2010, por volta das 22:00, foi iniciada em Brazlândia-DF, uma operação de ocupação de terra, liderada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. A reivindicação do Movimento é por moradia e a área ocupada é pública e possui histórico de grilagem por parte de uma empresa de transporte.
Os moradores de Brazlândia reivindicam a referida área pelo fato de que a maioria deles está vivendo em condições precárias, pagando aluguéis caríssimos ou morando de favor; além disso, a especulação imobiliária é altíssima e não existem políticas públicas habitacionais de encontro às suas demandas.
A ocupação veio num momento oportuno, em pleno período de campanha eleitoral; também atualmente se discute a questão do limite da propriedade de terras no Brasil; e existem outras causas importantes a serem relembradas, como a grave situação dos índios do Setor Noroeste diante das grandes construtoras invadindo seus espaços, e o agravamento da situação dos indígenas acampados na Esplanada dos Ministérios, exigindo a revogação do Decreto 7.056/09, que extingue vários postos e administrações regionais da Funai - Fundação Nacional do Índio e a exoneração imediata de Márcio Meira, seu atual Presidente.
Diante do descaso do Governo em relação a uma discussão sobre políticas habitacionais para a população em situação de vulnerabilidade social, é relevante viabilizar a abertura de espaços para o tratamento e ecaminhamento das questões de moradia e renda para a população, em caráter emergencial.
O Movimento reivindica a utilização da área para habitações de interesse social, possibilitando o atendimento aos Trabalhadores Sem Teto da cidade de Brazlândia.
O Movimento agradece a presença das seguintes entidades e apoiadores da causa: Partido PSTU através de Rodrigo Dantas, candidato a Governador do Distrito Federal e Robson Raymundo, candidato a Senador; Sindicato Sindmetrô, através do diretor Solano Teodoro, Sindicato Sindáguas, Movimento Conlutas, MTD - Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Assembléia Popular, Associação Viver e estudantes.
Acompanhe o Blog do Movimento dos Trabalhadores sem Teto do Distrito Federal: http://mtstdf.blogspot.com/

26 de fevereiro de 2010

INTERVENÇÃO JÁ !

NOTA DO PSOL-DF
 
INTERVENÇÃO JÁ !
 
PRISÃO IMEDIATA PARA OS DEMAIS CORRUPTOS DO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL E DA CÂMARA LEGISLATIVA, COM O DESBARATAMENTO DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA CHEFIADA POR ARRUDA E SEUS COMPARSAS.
 
Nesse grave momento da vida política do Distrito Federal, o PSOL não poderia deixar de abordar um tema que está mexendo com a consciência cidadã de todos que querem ver o Brasil e o Distrito Federal livre da corrupção, da esperteza e da malandragem de maus políticos.
 
Todas as evidências e fatos apurados até o momento pela Operação Caixa de Pandora, mostram que os integrantes de uma organização criminosa, chefiada pelo ainda governador Arruda e pelos mais altos mandatários do Poder Executivo e da Câmara Legislativa do Distrito Federal, foram flagrados saqueando milhões de reais dos recursos públicos, de nossa sofrida e cansada população, que paga corretamente os seus impostos.
 
Além disso, os integrantes dessa quadrilha fizeram aprovar na Câmara Legislativa em 2009 o PDOT-DF – Plano Diretor de Ordenamento Territorial, sob encomenda dos grandes especuladores e empresários da construção civil, atendendo principalmente a Paulo Otávio e suas empresas. Por isso é fundamental a imediata revogação da lei que aprovou o PDOT, além de apurar as responsabilidades por mais este delito contra a economia e os interesses populares na Capital da República.
 
Na verdade é mais um capítulo da grotesca e repugnante novela da corrupção em sucessivos governos do Distrito Federal, que se arrasta desde o tempo de Joaquim Roriz, cuja folha corrida e processos a que responde também envergonham as pessoas de bem e honestas, sem que ninguém tenha sido punido e preso, com excessão de Arruda e parte do bando criminoso por ele chefiado.
 
O ex-Senador e mega empresário Paulo Otávio renuncia ao cargo de vice-governador, certamente temendo sua cassação e prisão por denúncias de corrupção, e também por colaborar com o impedimento dos trabalhos da Justiça na apuração da corrupção e da roubalheira geral que tomou conta desse governo.
 
Por não possuir os requisitos éticos e a independência necessária à condução do governo, o deputado Wilson Lima, atual presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal e membro fiel da base aliada do governador Arruda, não deveria assumir o cargo de governador por razões óbvias de seu envolvimento com todos os esquemas fraudulentos montados e denunciados amplamente por todos os meios de comunicação, além de estar respondendo a vários processos na Justiça.
 
Certamente, com o avanço das investigações o Deputado Wilson Lima, que “está governador do Distrito Federal nesse momento”, também cairá ou renunciará ao cargo.
 
Diante da gravidade da situação, o PSOL - Partido Socialismo e Liberdade entende que a intervenção federal se faz necessária no Distrito Federal, obedecidas as condições da legalidade e da moralidade, garantindo que o interventor permaneça o tempo necessário para expurgar do governo todos os esquemas fraudulentos. Esse também é o sentimento de toda a nação brasileira e não só dos habitantes da Capital do país.
 
È necessário que o interventor nomeado pelo governo federal, com o aval do Congresso Nacional, demita de imediato todos os integrantes de cargos comissionados da estrutura administrativa do GDF identificados com os principais “cabeças” da organização criminosa. Ele deverá também afastar todos os servidores envolvidos e flagrados na Operação Caixa de Pandora, instalar os inquéritos e processos administrativos para apurar o roubo e as fraudes e punir exemplarmente os seus responsáveis, e após a operação limpeza, antecipar o processo eleitoral se for o caso e se houver tempo para isso. Caso contrário, o calendário eleitoral de 2010 deverá ser mantido no Distrito Federal.
 
O PSOL acredita que as medidas ora apresentadas, poderão ajudar na busca de uma saída emergencial que impeça de imediato no Distrito Federal, a continuidade da roubalheira e da corrupção. O PSOL exige que todo o dinheiro roubado seja integralmente devolvido aos cofres públicos e que haja o confisco dos bens de todos os envolvidos no escândalo.
 
Acreditamos que está na hora de trazermos, com a seriedade que o assunto merece, o debate sobre a adoção na legislação do país, da figura jurídica da revogabilidade dos mandatos para todos as cargos políticos, onde os eleitores, mediante requerimento à Justiça Eleitoral, peça a revogação de todos os mandatos daqueles que traíram a confiança dos eleitores, seja por infidelidade partidária, por participação em quaisquer atos de corrupção na vida pública ou por violar as leis do país.
 
O PSOL no Distrito Federal, juntamente com as organizações populares, entidades do movimento estudantil, militantes de partidos políticos que não tem vinculação com a corrupção e setores que sempre lutaram pela ética na política, estão unidos e sintonizados com o clamor popular por uma saída que respeite a cidadania e os direitos da população da Capital da República.
 
Acreditamos que a continuidade da mobilização popular e de suas entidades, combinada com a ação independente da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal poderá colocar um ponto final num dos maiores escândalos que o Brasil está assistindo, e espero, que a prisão dos envolvidos nesse escândalo sirva de lição para todos que ainda insistem no caminho da ilegalidade, da corrupção e do assalto aos cofres públicos.
  
Brasília, 26 de fevereiro de 2010
 
Partido Socialismo e Liberdade - DF

12 de fevereiro de 2010

Nota do PSOL-DF - Prisão do Arruda

Nota do PSOL-DF
 
 
A PRISÃO DE ARRUDA NÃO BASTA. TODOS OS CORRUPTOS DO GOVERNO E DA CÂMARA LEGISLATIVA DEVEM IR COM ELE PARA A PAPUDA !
 
 
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinando o afastamento e a prisão de Arruda, chefe da quadrilha que assaltou os cofres do GDF, juntamente com a maioria dos deputados distritais, infelizmente ainda não resolve a gravíssima crise que abalou a situação política na capital da República.
 
Não resolve porquê o produto do roubo dessa quadrilha, que ultrapassa seguramente mais de um bilhão de reais, não está sendo recuperado pelas autoridades e ressarcido aos cofres públicos, além de estar deixando de fora vários envolvidos no esquema fraudulento.
 
O PSOL – Partido Socialismo e Liberdade confia na Justiça e espera que todos os envolvidos no esquema sejam presos, julgados, condenados, e que sejam obrigados a devolver cada centavo que roubaram de nosso povo, além de ficarem proibidos para sempre de concorrerem em qualquer processo eleitoral em nossa capital e em qualquer canto do país.
 
Continuaremos unidos com todos os setores da sociedade e dos movimentos organizados para exigir a prisão de todos os corruptos do Distrito Federal. O nosso povo é honesto e trabalhador. É a minoria de parasitas e exploradores, como essa quadrilha chefiada por Arruda e Paulo Otávio, que se utilizam da boa fé de nossa gente para se perpetuarem no poder.
 
O PSOL do Distrito Federal se solidariza com todos os cidadãos de bem que, desde o início da mobilização do movimento “Fora Arruda”, principalmente nossa juventude, tem incansavelmente lutado e denunciado a podridão que tomou conta do Distrito Federal.
 
Brasília, 11 de fevereiro de 2010
 
 
ANTÔNIO CARLOS DE ANDRADE (TONINHO)
Presidente do PSOL-DF
 

8 de dezembro de 2009

A Fantástica Fábrica de Panetones (Ou o Panetonegate brasiliense)

Governador Arruda Wonka e Paulo “Oompa Loompa” Octavio estão à frente da Fantástica Fábrica de Panetones! As imagens falam por si só!

Além de Paulo Octavio e Arruda, estão envolvidos no escândalo: Adalberto Monteiro, Alcir Collaço, Benedito Domingos, Cristina Boner, Divino Omar Nascimento, Domingos Lamóglia, Eurides Brito, Fábio Simão, Fernando Antunes, Gilberto Lucena, João Luiz, José Celso Gontijo, José Geraldo Maciel, José Humberto, José Luiz Valente, José Luiz Vieira Neves, Júnior Brunelli, Leonardo Prudente, Luiz França, Márcio Machado, Marcelo Carvalho, Nerci Soares Bussamra, Odilon Aires, Omésio Pontes, Orlando José Pontes, Paulo Pestana, Paulo Roberto, Paulo Roxo, Pedro do Ovo, René Abujalski, Roberto Gifooni, Rogério Ulisses e Ricardo Pena.

Clique para ver no tamanho original:

Corrupção dá fome, Governador?

A Fantástica Fábrica de Panetones

A ocupação segue firme na CLDF. Escutem a rádio ao vivo neste link, direto do Plenário ocupado! (Baixem o arquivo e abram no Winamp ou Windows Media Player)

E a luta continua. Fora Arruda e toda a corja que se encontra no poder. 2010 é nosso!

PS. As fotos deste post foram montagens feitas por mim, usando fotos encontradas no Google ou tiradas de minha própria câmera.


Fonte

3 de dezembro de 2009

Nota do Movimento “Fora Arruda e toda a máfia”

Constituição Federal, Artigo 1º, Parágrafo Único

O Brasil inteiro está chocado com as denúncias de corrupção no governo de José Roberto Arruda e Paulo Octávio (DEM), no Distrito Federal. Vídeos e gravações envolvendo vários membros do governo e do judiciário, mais de um terço dos/das deputados/as distritais além de grandes empresários/as indignaram a população. Movimentos popular, sindical e estudantil iniciaram um amplo processo de mobilização em todo o DF.

Queremos o impeachment de Arruda e toda a máfia revelada no inquérito da Polícia Federal. Exigimos a saída dos/das deputados/as distritais envolvidos/as no processo. Dado o conflito de interesse, eles/as não têm legitimidade para votar o impeachment ou a cassação de seus próprios mandatos. Por isso, em uma grande manifestação, na quarta-feira (02/12), o povo ocupou o plenário da Câmara Legislativa do DF (CL-DF).

Queríamos acompanhar pacificamente a entrega de um dos pedidos de impeachment contra o governador. No entanto, fomos barrados em plena “Casa do Povo”. A mesma que abriga corruptos/as que governam para o grande empresariado, contrária ao interesse da maioria da população.

Não estamos aqui para invadir ou depredar o patrimônio público, como tem sido divulgado pela mídia em mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais. Ocupamos para garantir que o patrimônio e os recursos públicos sejam de fato revertidos à população. Exigimos que a Câmara aprove o impeachment de Arruda e Paulo Octávio e a cassação dos/as deputados/as envolvidos/as. Por isso, garantimos que ocorresse a sessão da CL-DF para a leitura de um dos pedidos de impeachment.

O governo de Arruda e Paulo Octávio, a exemplo do que foi o Governo Roriz, garante os interesses de grandes empresários/as por meio da corrupção generalizada que também atinge a Câmara. Precisamos rediscutir os projetos aprovados na CL-DF. Eles são fruto de uma política neoliberal orientada pela especulação imobiliária, a exclusão social, a violação aos Direitos Humanos, e a perda de direitos sociais. Eles não respondem às necessidades básicas da população.

Não podemos nos calar! Convidamos toda a população e movimentos organizados a unirem-se pelo Fora Arruda, Paulo Octávio e toda a máfia, que há tempos destrói a dignidade do povo e da política da capital do país. Só o povo nas ruas pode conquistar o fim da corrupção. Vamos juntos/as fortalecer os protestos que já estão tomando conta de todo o DF. A ocupação é só mais uma manifestação da indignação popular. A Câmara agora é do povo, estão todos/as convocados/as para fortalecer e construir a ocupação do movimento “Fora Arruda e toda a máfia”.

Seguimos em luta,

Movimento “Fora Arruda e toda a máfia”

“Todo o poder emana do povo…”

8 de agosto de 2009

Fim do Senado CorruPTo



Desculpem o uso da palavra.
Mas que putaria é essa no Senado Federal?
Pra quem não sabe, o Senado era pra ser um motivo de orgulho para todos os brasileiros, ele faz parte da nossa história de lutas e conquistas, mas se transformou na nossa vergonha!
As pessoas elegem a cada 8 anos estes seres para que eles possam mostrar tão descaradamente que estão fazendo seu papel muito mal feito, transformando um ambiente que deveria servir ao povo, em um ambiente baixo, onde só se vê escândalos, e trocas de farpas, e palavras de baixo calão, mesmo que regidas por um pronome de tratamento culto.

O povo brasileiro passa as maiores humilhações sem se dar conta, por que enquanto a maioria das pessoas fica dispersa com reality shows e novelas, o governo deita e rola e ninguém vê. O presidente chama um homem que tem nada mais do que 11 ações na costas, por falta de decoro, corrupção entre outras, de homem incomum, de privilegiado.

Dentro dessa esfera é triste ver pessoas chamarem de baderneiros aqueles que saem as ruas, gritando, pedindo o fim do Senado Federal, alegando que isso é ir contra a democracia, negar a história e a luta.

A questão é, o que o Senado Federal se tornou? Quem ainda acredita que ele pode ser mudado ou transformado, precisa de um chá de realidade, pois coelhinhos das páscoa não existem!

O Senado se tornou um agente de falcatruas e enriquecimento ilícito de coronéis que há anos continuam no poder, e por incrível que pareça, conseguem sempre apoio pra continuar roubando e mentindo, enganando o povo brasileiro!

Quando levantamos o coro pelo Fim do Senado corruPTo, queremos pedir não apenas o fim de uma câmara alta da qual a imagem está tão suja que é impossível limpar, nem a sua substituição por outra câmara já tão suja quanto esta, pois já está claro como água cristalina que esses homens eleitos “democraticamente” nada fazem pelo bem do povo.

Pelo fim do Senado para acabar com os privilégios dessa máfia instalada nos poderes da nação.

Pelo Fim do Senado CorruPTo! Fora Sarney!

15 de julho de 2009

51º CONUNE

Serão mais de 25 mesas debatendo diversos temas de interesse dos brasileiros

Entre os dias 15 de julho e 19 de julho, a cidade de Brasília sediará 51º Congresso da UNE (CONUNE). Durante os quatro dias, a entidade espera reunir cerca de 15 mil estudantes, entre delegados (eleitos nas universidades), observadores credenciados, personalidades políticas e convidados, reunidos em torno de uma ampla programação de debates, painéis, plenárias, passeatas, além de diversas atividades culturais.

A mesa de abertura debaterá o projeto nacional de desenvolvimento e a crise mundial, estarão presentes a vereadora de Maceió e presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, o deputado federal do PSB, Ciro Gomes, o deputado federal do PCdoB, Aldo Rebelo, o deputado federal e secretário geral do PT, José Eduardo Cardozo e Dilma Roussef, Ministra da Casa Civil.

Serão mais de 25 mesas debatendo diversos temas de interesse dos brasileiros, entre eles: O protagonismo da Juventude Brasileira, 30 anos de anistia no Brasil; Meio ambiente e desenvolvimento sustentável; democratização dos meios de comunicação; a reforma universitária da UNE; políticas publicas de cultura e lei rouanet; cultura digital, direito da mulher, entre outros.

Diversas figuras públicas estarão presentes no 51º Congresso da UNE. Já estão confirmados os nomes de Beto Cury, Secretário Nacional da Juventude; Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente; Celso Amorin, Ministro das Relações Exteriores; Paulo Betti e Juca Ferreira; o Ministro da Saúde, Temporão; Tarso genro, Ministro de Justiça; o músico Marcelo Yuca; Orlando Silva, Ministro dos Esportes; entre outros não menos importantes: Siga a programação na íntegra (sujeito a mudanças):

Mesa 1: Projeto Nacional de Desenvolvimento e a crise mundial

Heloísa Helena Vereadora de Maceió e Presidente Nacional do PSOL
Ciro Gomes Deputado Federal/PSB
Ciro Gomes Deputado Federal/PSB
José Eduardo Cardozo Dep. Federal/SP Secretário Geral do PT
Dilma Rouseff Ministra da Casa Civil


Mesa 2: O Protagonismo da juventude brasileira

Fabiana Costa Presidente do CEMJ/Doutoranda da PUC/SP
Arthur Poener Jornalista e Escritor do Livro "Poder Jovem"
Beto Cury Secretário Nacional de Juventude
Renan Thiago OCLAE
David Barros Presidente do Conselho de Juventude
Paulo Henrique Lustosa Dep. Federal PMDB


Mesa 3: 30 anos da Anistia no Brasil

Paulo de Tarso Vannuchi Ministro da SEDH
Pedro Wilson Dep. Federal e Membro da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
Cesar Brito Presidente do Conselho Federal da OAB
Paulo Abrão Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
PC do B araguaia indicação
Laís Wendel Abramo Diretora da OIT


Mesa 4: Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável

Dep. Eron Bezerra Secretário de Agricultura do Estado do Amazonas e Dep. Estadual (PCdoB
Carlos Minc Ministro do Meio Ambiente



Mesa 5: América Latina e Integração Sul-Sul


Celso Amorin Ministro de Relações Exteriores
Renan Thiago OCLAE
Mauricio Dorfler Ocampo Embaixador da Bolivia
Eduardo Mora-Anda Emabaixador do Equador
Júlio Garcia Mont Embaixador da Venezuela
Pedro Nuñez Mosquera Embaixador de Cuba
Dr Rosinha Dep. Federal PT/PR


Mesa 6: Democratização dos Meios de Comunicação

Renato Rovai Revista Fórum
Mino Carta Carta Capital
Rodrigo Viana Escrevinhador
Altamiro Borges Portal Vermelho


Mesa 7: A Ciência e Tecnologia e o desenvolvimento nacional

Marco Antonio Raupp Presidente da SBPC
Hugo Valadares Presidente da ANPG
Sergio Resende Ministro de C e T
Prof. Marco Antonio Zago Presidente do CNPq
Eduardo Gomes Representante da Comissão de C&t da Câmara dos Deputados
Prof Emerson Leal Vice Prefeito São Carlos


Mesa 8: A Reforma Universitária da UNE


Aloisio Teixeira Reitor da UFRJ
Reitor Naomar de Almeida Reitor da UFBA
Reitor Alan Barbiero Presidente da ANDIFES
Diretor UNE
Javier Alfaia Dep. Estadual do PCdoB Ex-Presidente da UNE
Profa Ligia Pupatto Secretária de C&T do Paraná


Mesa 9: Juventude, Trabalho e Políticas Públicas


Paul Singer
Marcio Pochemann ou José Abrão
CTB
CUT Anderson Campos
Adriano Cruz CGTB
Carlos Odaf Reunião Especializada da Juventude do Mercosul -REJ
Aguardando Indicação OIT ( indicação)


Mesa 10: Políticas Públicas de Cultura e a Lei Rouanet

Eduardo Coutinho
Juca Ferreira
Paulo Betti
José de Abreu
Angelo Vanhoni
Alexandre Santini Coordenador Geral do CUCA




Mesa 11: Direitos das Mulheres

Liege UBM
Glaucia Morelli CMB
Louise Caroline Secretaria de Mulheres de Caruaru
IPAS

Mesa 12: Cultura Digital

Eduardo Coutinho
Juca Ferreira Ministro da Cultura
Intervozes


Mesa 13: Juventude, Saúde e Políticas Públicas

Francisco Batista Junior Conselho Nacional de Saúde
Temporão Ministro da Saúde
Centro brasileiro de Estudos de Saúde
Ana Estela Haddad ou Helena Petta


Mesa 14: Reforma Política


Flavio Dino (Renildon Calheiros) Deputado PCdoB/Ma
Eduardo Campos
PMDB (???)
Dep. Ivan Valente Deputado do PSOL
Brizola Neto (PDT)


Mesa 15: Regulamentação do ensino privado

Dra. Lia Ouvidoria da UNE
Dr. Peterson Pereira Procurador da República


Mesa 16: Os desafios da construção do Sistema Nacional de Educação

Francisco das Chagas Coordenador da Comissão Organizacional Nacional da CONAE/MEC
Madalena Guasco Presidente da CONTEE
Helena Freitas Professora Doutora da UNICAMP/ANFOP
Roberto Franklin Leão Presidente da CNTE


Mesa 17: Meia-entrada: Uma Luta Histórica

ANPG
UBES
UNE
Chico Lopes Dep. PCdoB/Ce e Membro da Comissão do Consumidor da Câmara dos Deputados
Dra Lia Ouvidoria da UNE
Gabriel Alves Ex-Tesoureiro da UNE



Mesa 18: Juventude, Segurança e Políticas Públicas

Tarso Genro Ministro da Justiça
Padilha Diretor da Tropa de Elite
Marcelo Yuca Ativista Social e Músico
Protogenes Queiroz Delegado da PF


Mesa 19: Reforma Agrária no Brasil


João Paulo MST
Secretário do Rio Grande do Norte
MTL
MLST
CONTAG
Plinio de Arruda Sampaio
FETRAF


Mesa 20: Políticas Públicas de Esporte e Juventude


Orlando Silva Ministro dos Esportes
Gustavo Petta Secretário de Esporte de Campinas
Lars Grael ex-secretário de esporte de SP
Luciano Cabral CDDU
Manuela D'Ávila Presidente da Frente Parlamentar da Câmara dos Deputados
CEMJ


Mesa 21: Contra a criminalização dos Movimentos Sociais


João Paulo MST
CTB
CGTB
Intersindical
Spis CMS
Ismael Cardoso UBES
Arthur Henrique Santos CUT
UNEGRO
UBM

Mesa 22: Discriminalização das Drogas

Bruno Vanhoni
Paulo Teixeira (Dep. Federal do PT)
Sergio Vidal Membro do Conselho Nacional Anti-Drogas


Mesa 23: Educação à Distância

Prof. Fredric Michael Litto Presidente da ABED
Dr. João Viana Diretor do Campus Unisulvirtual
Carlos Eduardo Bielschowsky Secretário de Ensino a Distância/MEC
EADECON

10 de julho de 2009

Rebeldias, lutas e passe livre - uma hist[oria a se refletir

(Texto publicado no Jornal "Passe, livre, sem limites" 01)
Mandela Pereira Loureço

A pauta do passe livre ou meia passagem para estudantes é muito antiga. Já em 1918 estudantes de córdoba (Argentina) reivindicavam o passe livre em uma ocupação universitária. Em diferentes países da América Latina (Chile, Bolívia, Venezuela, Equador, Argentina) temos notícias de lutas semelhantes no decorrer da história. No Brasil a pauta já foi apresentada por diversas entidades estudantis desde no mínimo 60 anos atrás. O legado destas lutas é de tamanha relevância que cidades como Rio de Janeiro e Cuiabá já tem passe livre para setores estudantis há algumas décadas.

Geralmente estas lutas apresentam uma argumentação comum: a/o estudante não deve pagar para chegar à escola, dado que a educação pública e gratuita é um direito e deve ser assegurada pelo estado - faz-se a vinculação de educação e transporte, prevalecendo a educação na mobilidade urbana.

No do MPL desenvolvemos esta linha, ampliando a discussão em dois sentidos: entendemos a educação como um bem social assim como saúde, saneamento básico, moradia e cultura, pensando no amplo direito à cidade. Transporte para nós é também um bem essencial para as cidades, estando inserido em um amplo debate sobre a mobilidade urbana, que é a circulação livre dos serviços, bens e das pessoas na cidade - por isso o transporte não pode ser uma mercadoria (viver em função do lucro empresarial). Simplificando, o MPL luta pra que todo mundo possa ir à escola, hospital, teatro, biblioteca e que a biblioteca, teatro, escola e hospital também estejam em vários pontos da cidade sem centralização.

Além disso, damos uma tônica antisistêmica à luta, buscando reconhecer quais contradições da sociedade capitalista enfrentamos na nossa realidade. O racismo está presente, pois transporte é uma forma de segregação social. O machismo também, pois a mobilidade necessária é restringida pelos perigos que mulheres enfrentam ao andarem sozinhas pelas ruas a noite, por exemplo. E sabemos também que hospitais e escolas hoje servem mais pros patrões que pra população, e por isso lutamos por outra forma de organização da sociedade.

O Passe Livre Estudantil (P.L.E.) é, em nossa leitura, um começo de uma discussão mais ampla de sociedade, e deve estar orientado por alguns princípios. O MPL lançou em 2004 no DF o passe livre com base em alguns presuspostos: 1) o estado deveria pagar inteiramente a passagem, para acabar com o rateio entre outrxs usuários/as da meia passagem (reduzindo a tarifa); 2) o passe livre para além do trajeto casa-escola-casa, em qualquer horário, dia da semana ou ano, sem distinção de "quando-onde-como-porque", pensando a educação ampla do direito à cidade; 3) O P.L.E. é para toda e qualquer estudante, em qualquer grau; 4) não tem porque alguém perder o direito por conta de burocracias estatais ou de suposto "uso indevido" do passe livre, pois circular pela cidade, em qualquer situação, é exercer o direito a ela, não há nada de indevido nisso.

Fizemos, todavia, a vinculação constante da luta pelo passe livre à luta contra este sistema de transportes mercadológico, denunciando a sua forma arbitrária de organização. Em diversos momentos a luta do passe livre foi convertida em luta contra o aumento das passagens, e vice-versa. Desta vinculação do específico com o geral, do passe livre até os transportes e dos transportes até a sociedade é que intervimos na conjuntura do DF e Brasil.

Outros projetos de passe livre surgiram na sociedade, contemplando parcial ou totalmente estas perspectivas apresentadas. foram o passe social, o passe livre só casa-escola-casa, o passe livre só para escola pública secundarista, o passe livre com subsídio de só um terço pelo estado, e agora esse passe livre com lucro para os empresários. Apesar das diferentes justificativas todos estes projetos mantiveram preconceitos e restrições à idéia central de que o transporte é um direito social e, para ser público, tem que ser pago totalmente pelo estado por meio da receita dos impostos - em especial da parcela mais rica da sociedade. Também por isso permanecemos sempre apresentando nossas concepções de forma autônoma, independente e radicalizada.

Nossas inspirações locais pra realizarmos esta forma de luta no DF vieram, certamente, de muitas teorias, práticas sociais e outros movimentos políticos relevantes. Em especial duas recentes mobilizações formaram um certo paradigma pra gente: a Revolta do Buzú (Salvador, 2003) e a Revolta da Catraca (Florianópolis, 2004 e 2005). Trataram-se de fatos marcantes em que a população saiu às ruas em rebeldia e radicalização, alcançando parcial ou totalmente seus objetivos.

Os exemplos de Salvador e Floripa se converteram em mitos folclóricos para nossa luta - pois geralmente só relatávamos as partes convenietes da história daquelas complexas lutas. Elas também deixaram para nós um paradigma de conquista do passe livre: cercariamos a camara dos deputados ou o prédio do executivo com uma enorme mobilização, intimidariamos o governo que amedrontadíssimo implementaria o passe livre, com a faca na garganta. Nossas pretensões tinham então muito de heroísmo e relações simplistas de causa e efeito.

Essas imagens fantasiosas também ocorreram porque quando iniciamos a construção do Movimento Passe Livre no DF havia - como ainda há - mais que a vontade da conquista da pauta. Pelas nossas pretensões gerais de transformação revolucionária da realidade, por sermos novas agentes na sociedade e na luta de classes, nossa perspectiva era também de realizar a conquista unicamente pelos meios radicais que implementamos na luta. Era certamente uma mentalidade de guerra - necessária em vários momentos, mas não pro cotidiano da luta. Acredito, com um pouco de ironia, que estas pretensões de ser rambo não se sustentaram, pois inclusive este simpático ícone é uma representação de muito do que negamos - é a figura do heróico ocidental, machista, racista e imperial. Certamente a precisávamos de outras figuras pro nosso imaginário, pois a luta por um mundo novo não é feita em capítulos ou narrativas de começo, meio e fim bem definidas. E as personagens são complexas e contraditórias, necessariamente.

Mas nossa trajetória não foi só esse desespero sonhador. Realizamos importantes lutas e reconstruímos diferentes significações na cidade tanto nos transportes como também contribuímos para a cultura geral de lutas dos movimentos sociais na cidade. O MPL, junto com vários outros movimentos, participou da retomada de conceitos como ação direta, horizontalidade, rebeldia e irreverência na luta. Também aqui ajudamos a desenvolver alguns conceitos de luta política na cidade, como Catracaços, Escrachos, Ressignificações Urbanas, Okupas, entre outras. O nosso Exército Revolucionário Insurgente de Palhacis (E.R.I.P.), talvez seja a maior expressão disso tudo. Mas voltemos ao passe livre, que ainda estamos por conquistar de fato.

O caminho trilhado pelo MPL foi diferente da velocidade, radicalidade e causalidade que projetamos: no fim das contas, os conceitos "radicais e rebeldes" que apresentamos à sociedade foram incorporados em boa medida pelas instituições contra as quais lutamos. E, contraditoriamente, fomos ganhando espaço e respeito dentro de diversos espaços do sistema vigente. Assim, nossa ampla aceitação e reverência em espaços contraditórios da sociedade, como Universidades, Parlamento, Partidos políticos, Organizações burocráticas e até mesmo da mídia capitalista (que usa nossas manifestações e pautas como espetáculo para vender jornais), gerou a pressão social necessária para que a pauta avançasse. Mais que isso, o próprio poder executivo e o empresariado dos transportes assumem agora nossa pauta, porém dando uma roupagem e configuração que possibilite o maior lucro e projeção política.

Mas que situação! Pelo relato desenvolvido até agora parece que a forma e conteúdo da nossa luta estão sendo assimilados pela sociedade, e nossa proposta política apropriada pelos inimigos de classe. Mas o grande desafio é justamente esse, dado que um movimento que resiste no decorrer do tempo enfrenta momentos complexos. Nossa situação agora se recheia de contradições: não podemos, como muitos movimentos fazem, seguir da vitória parcial à acomodação ao sistema. As contradições que geramos à sociedade capitalista por meio da luta do passe livre deram um saldo importante. Mas trata-se agora de gerar novas contradições e insistir nas que não foram vencidas ainda - daí partimos à luta pela tarifa zero, para ampliar a discussão que iniciamos. Mais que isso, nossa organização e formas de trabalho não se alteraram: ainda somos um movimento que busca construir desde dentro aquele mundo novo que projetamos, e nossa principal forma de luta ainda é a ação direta. O nosso fim, como já apresentado, ainda é uma vida sem catracas, libertária. Até lá ainda falta um longo caminho. Dado que já o iniciamos e tudo que fizemos, interromper esta caminhada será muito pior que prossegui-la.

24 de junho de 2009

Comunicado do Movimento Passe Livre do DF sobre a proposta do

passe livre estudantil pelo governo


Em uma jocosa cerimônia organizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal dia 20/05/2009 foi entregue pelo poder executivo ao legislativo uma proposta do GDF de passe livre para estudantes. Ela, segundo dizem, será votada em breve pelos deputados distritais do DF. A repentina proposta do GDF pegou muitos e muitas no contrapé. O evento fantasioso da entrega do projeto - composto por holofotes, paparicagens e tratos falsos - deixou muita gente de queixo caído, pensando "caramba, meus inimigos/as agora concordam comigo. Eles e elas avançaram ou fui eu que virei conservador (a)?"

Nós do Movimento Passe Livre do Distrito Federal (MPL-DF), que nos últimos cinco anos lutamos nessa causa achamos que temos uma avaliação importante para compartilhar. Então, acerca deste projeto de passe livre, aparentemente surpreendente, o MPL-DF entende que:


* O Passe Livre estudantil é, sem sombra de dúvidas, uma vitória dos movimentos que há décadas apresentam esta pauta como alternativa aos transportes e incentivo à educação. Para nós do MPL-DF - que realizamos o debate do passe livre estudantil nacional e localmente por meio de nossas ações diretas - é evidente que esta proposta manteve-se viva na agenda política principalmente por que em sua defesa órgãos públicos foram ocupados, ruas foram fechadas e mobilizações de todos os tipos foram feitas. O passe livre existe hoje como realidade política porque foi, no passado, uma proposta ousada apresentada por diferentes grupos. Assim, saudamos com nosso sarcasmo todos e todas que, nesse passado, nos chamaram de inconseqüentes e malucos/as por propormos o passe livre e que hoje abraçam com unhas e dentes o projeto - talvez como única forma de manterem-se vivos politicamente. Os Governos do Distrito Federal, em especial, merecem este nosso deboche. Blé!

* Assim como nós, vários outros grupos e movimentos realizaram movimentações dos mais diferentes tipos, sentimentos e formas lutando por esta e outras pautas comuns. Isso porque aqui o transporte coletivo, a mobilidade urbana e o direito à cidade são piadas de mau gosto. Isso porque este Distrito se esforçou por manter separadíssimas as pessoas, segregando-as de modo que as máximas do movimento manguebeat "os de cima sobem e as/os de baixo descem; sempre uns com mais e outros/as com menos" são boas para descrever a realidade local. São igualmente inspiradoras as palavras do Movimento Hip Hop quando afirma que "A mente voltada pro bem o tornará poderoso, dando forças pra sair do círculo vicioso; sub-raça é a puta que pariu; Revolucionárias do Brasil! Fogo no pavio!"

* Nas últimas décadas o sistema de transportes do DF seguiu a lógica geral da segregação urbana. O transporte coletivo, entendido “pelos de cima” como mercadoria, funcionou e funciona como os grandes latifúndios improdutivos: alguns pequenos grupos de coronéis lucram horrores com a necessidade de ir e vir mantendo o serviço ruim, perigoso e estressante; governos seguidamente privilegiam as empresas privadas às públicas; usuários/as pagam caro pra andar mal; trabalhadores/as rodoviários/as e metroviários/as em péssimas condições salariais e de carga de trabalho. Quando começamos nossas movimentações, em 2004, esse foi o cenário que enfrentamos. E as diversas lutas que fizemos terminaram de deslegitimar essa forma de se organizar os transportes. Tanto foi que nas últimas eleições todas as candidaturas apresentaram planos, fantasias e promessas de mudança do sistema de transporte coletivo, dado que a pressão popular tornava necessárias respostas sobre o assunto. Incluíram, inclusive, o passe livre estudantil ou social em várias plataformas eleitorais.

* Agora vem o pulo do gato: com o fracasso parcial do neoliberalismo dos transportes - apelidado de Brasília Integrada - o governo em sua ânsia de apelo social recorre às agendas de impacto e apoio popular, as mesmas que ele antes rejeitou. O maldito, mal falado, malquisto e aparentemente derrotado passe livre ressurge das cinzas, como a mais bela das fênix libertárias. O mesmo GDF que chamou de inconseqüente o passe estudantil, que antes tratou o passe livre como inconstitucional, que mandou a polícia reprimir e prender manifestantes rebeldes reapresenta este projeto em um ato de desespero e reconhecimento do quão justa e eficaz era – e é – nossa pauta. Mas, na leitura deles, o passe livre é eficaz para sustentar re-eleições, e justo porque amansa o empresariado dos transportes com o benefício indireto que eles propõem - já que querem pagar às empresas o valor total sem diminuir das passagens o preço que passageiras e passageiros pagavam pela meia passagem estudantil. Assim quer o governo fazer do passe livre para estudantes um aumento de lucro dos empresários, tipo um aumento indireto das tarifas. Mas, acreditem, os poderosos acabarão pagando gata por lebre, pois o povo não é bobo. Nós gatas nascemos pobres, porém livres!

* E, podem ter certeza, nossa luta não acaba aí. A conquista do passe livre, longe de ser um sossega leão, serve como incentivo à luta. O passe livre, demanda que veio de baixo e à esquerda, é mais uma prova concreta de que a luta social é válida e tem resultados, de que o poder do povo pode e vai fazer um mundo novo. É, porém, só o começo de um longo caminho que temos a trilhar. Além de esse passe livre ser todo restrito (burocrático, só no trajeto casa-escola-casa, no período letivo), almejamos muito mais. Nossa pauta hoje é mais ampliada: queremos que o transporte coletivo seja pago pelos impostos de todos e todas, de modo que ninguém precise pagar passagens na hora do uso – seria a tarifa zero. Nossa proposta de sociedade... bem, vocês sabem, nunca fomos muito de ousadias, só queremos que a sociedade seja justa, sem capitalismo nem qualquer outra forma de opressão. É simples assim.

* Vale lembrar que até o momento, em relação a esta proposta, não temos nenhuma conquista concreta: continuamos no campo das palavras e papéis. O governo agora fala usando as linguagens do movimento, os deputados agora afirmam que em breve a proposta será aprovada, os técnicos dizem ser esta uma questão de fácil aplicabilidade. Mas o direito ainda não foi implementado, e não faltaram oportunidades para tanto: outros projetos de passe livre já foram apresentados e rejeitados pelo no passado recente.


* E, por fim, como dissemos quando um desses foi aprovado, em 2005 "Se as autoridades, entretanto, acharam que iam nos calar aprovando esse projeto, se enganaram. Se acharam que íamos parar de lutar contra os abusos empresariais nos transportes, sua análise foi equivocada. Se acharam que, com esse pequeno avanço, iam evitar que a rebelião que vem ocorrendo em todo país atingisse a capital nacional, sentimos muito em informar mas, mais uma vez, nos subestimaram. Se, ao contrário, embora duvidemos, as autoridades aprovaram o projeto por achá-lo justo e necessário para a população, precisamos informá-los que, para alcançar o que é justo e necessário ainda há muito por fazer, e esse passe livre estudantil é apenas um começo. Nós, do Movimento Passe Livre, reafirmamos a nossa disposição e (mais que isso) a necessidade de continuar lutando, Não sossegaremos enquanto o transporte que alguns chamam de público não possa ser, de fato, assim chamado por todos/as. Enquanto o transporte coletivo e a sociedade não tiverem seus funcionamentos absolutamente alterados para uma lógica popular, as ruas ainda correm o risco de serem fechadas, os órgãos públicos não estão a salvo de serem ocupados, os ônibus ainda correm o risco de um catracaço iminente, etc. Por isso, como sempre dizemos (o) amanhã vai ser maior. As mobilizações, passeatas e atos continuam e o MPL mantém sua disposição de luta na sociedade, por uma vida sem catracas. Já fizemos muito, mas ainda temos muito mais o que fazer. O distúrbio está só começando..."


"Passe, passe, passe livre sem limites: fique livre pra passar e ultrapasse o passe livre!" (Ciclovida).


Por uma vida sem catracas!
Movimento Passe Livre do Distrito Federal

8 de maio de 2009

GILMAR DANTAS: "SAIA ÀS RUAS" E NÃO VOLTE AO STF




Cerca de 300 representantes de movimentos sociais e partidos políticos promoveram na noite de hoje (6), na Praça dos Três Poderes, uma manifestação pacífica pela saída do ministro Gilmar Mendes da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

O movimento recebeu o nome de Gilmar Dantas: saia s ruas e não volte ao STF, em alusão aos habeas corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, quando este foi preso na Operação Satiagraha, e a uma frase usada pelo ministro Joaquim Barbosa em recente discussão com Mendes no plenário do tribunal.

Os manifestantes acenderam velas ao redor de uma bandeira brasileira e em toda a extensão da praça, além de entoarem refrões contra o presidente do STF.





Agora é a hora de nacionalizar por completo nosso movimento! Nós aqui de Brasília começamos com uma manifestação de 10 pessoas e conseguimos, só com a indignação popular, juntar 3000 em duas semanas! Os atos por aqui vão continuar, cada vez mais exigindo que Gilmar escute o povo e saia as ruas e não volte ao STF! Porém é fundamental que o movimento seja maior em todo o país, para demonstrar a indignação nacional.

Em São Paulo, o pessoal começou com um bom exemplo, já começaram maiores que aqui em Brasília com um primeiro ato com quase 50 pessoas! Precisamos que você também se junte, contacte sua faculdade, seus colegas de emprego, sua família, entidades sociais que queiram lutar por um país republicano!!!!

Se estiver em São Paulo, por exemplo, mande um email para João Gomes (folico@gmail.com) e ajude-os a organizar uma reunião para marcarmos mais vígilias!

Se estiver em Minas Gerais, mande um email para Laura Furquim (laurafwxavier@uol.com.br).

Se estiver na Bahia, mande um email para Paula (paula.pac@hotmail.com) ou para Marcus (vini__lima@hotmail.com).

Se estiver no Paraná, mande um email para o Marcos (mr.mrp1@gmail.com).

Esperamos mais contatos de quem se prontificar a ajudar ou a coordenar nesses ou em outros Estados! Temos que ter gente passando o recado das ruas em todo o país!!!!!! Mande um email para saiagilmar@gmail.com ou mesmo envie um comentário neste post dizendo seu Estado e Cidade e publicaremos no Blog! O poder do povo vai fazer um país novo!

9 de abril de 2009

Incêndio criminoso destrói casa no Santuário dos Pajés


Um incêndio destruiu a casa de uma família indígena no Santuário dos Pajés na manhã desta segunda-feira, 30 de março. A casa pertence ao índio fulniô Towê, que se encontra em viagem ao nordeste brasileiro neste momento. Dentro da habitação foram destruídos bens pessoais como documentos, móveis, alimentos e peças de artesanato, utilizadas como material de trabalho por Towê.

Pela tarde, uma equipe da perícia da Polícia Federal esteve no local para averiguar o ocorrido. Segundo Satxiê Tapuia, Pajé do Santuário, que acompanhou os policiais, um laudo técnico será finalizado até quarta-feira. Mesmo sem confirmação imediata, tudo aponta uma ação criminal intimidatória, já que o Santuário se localiza dentro da Terra Indígena do Bananal, ameaçada pela especulação imobiliária e pelo Governo do Distrito Federal, com o projeto de construção do Setor Noroeste, um bairro para classes A e B que tem movimentado mais de 500 milhões de reais envolvendo empreiteiras e investidores imobiliários.

Não é a primeira vez que uma ação com estas características acontece na área, ano passado, a casa de outro indígena fulniô foi derrubada diretamente pela Terracap com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal. O grupo indígena que resiste às diferentes ofensivas à sua terra convive com constantes ameaças e matérias difamatórias veiculadas pela mídia corporativa local.

Na última semana, o Ministério Público Federal, por meio da Procuradora da República Luciana Loureiro de Oliveira, emitiu uma recomendação para que o ibama cancelasse a licença de instalação do Setor Noroeste, recomendando também que a Fundação Nacional do Índio instituisse um Grupo de Trabalho para aprofundar os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação. A resposta do Ibama foi de que não cancelaria a licença e que o problema da comunidade indígena é uma questão da Funai, que por sua vez não respondeu a recomendação no prazo estabelecido pela procuradora, o que levou o Ministério Público a se manifestar com a possibilidade de um processo ao presidente do órgão Marcio Meira, por improbidade administrativa e possível prisão.

Assine a Petição em Defesa do Santuário Sagrado dos Pajés

8 de fevereiro de 2009

Movimento Passe Livre realiza ato contra aumento de tarifas no DF

No começo da noite desta sexta-feira (06), cerca de duzentos manifestantes realizaram na rodoviária de Brasília ato contra o aumento das passagens de metrô e microônibus no Distrito Federal. O Movimento Passe Livre (MPL) organizou o primeiro de uma série de atos para combater o aumento de 50% nas passagens e questionar o projeto de transporte coletivo do DF.

No início do mês, os microônibus ficaram R$ 0,50 mais caros, custando R$ 1,50, e o metrô passou R$ 2,00 para R$ 3,00, a tarifa mais cara do país. Por ora, o aumento da passagem de ônibus está suspenso, mas não inteiramente descartado.

PROTESTO EM BRASÍLIA

  • Raoni Maddalena

    Manifestantes criticam aumento da tarifa do transporte público

  • Raoni Maddalena

    Apesar de momentos de tensão com policiais, ato foi pacífico

  • Raoni Maddalena

    Manifestante exibe cartaz em protesto contra aumento de tarifas

"O meu dinheiro não é capim, eu pulo a catraca sim"
O MPL é um movimento social estruturado em mais de dez cidades brasileiras que luta por um sistema de transporte público que não esteja nas mãos da iniciativa privada e não funcione como mercadoria. Entende que o acesso à cidade é um direito fundamental e deve ser considerado serviço essencial, como saúde, educação e segurança, sendo plenamente financiado pelo Estado. A proposta mais ousada do movimento é a tarifa zero, onde os custos do transporte seriam pagos por meio de impostos progressivos, como o imposto de renda, onde quem recebe mais paga mais.

Uma bandeira representando um mundo sem catracas foi o ponto de encontro para as dezenas de manifestantes que se agrupavam conforme a tarde terminava e o fluxo na rodoviária aumentava. A passeata começou com faixas erguidas, batuque aquecido, apitos na mão e cantos de protestos. "Você aí parado, também é explorado" ou "Se a passagem não baixar, olê olê olá, eu vou pular". O governador do DF, José Roberto Arruda (DEM) era alvo preferencial: "Arruda, presta atenção, você não anda de busão".

Novos grupos de policiais chegavam a todo momento para acompanhar o ato. Cacetete em punho, delimitavam as fronteiras do grupo de manifestantes e impediam que fechassem ruas ao redor da rodoviária. Junto com os primeiros momentos de tensão apareceram os policiais dispostos a retirar sua identificação para agir anonimamente. Com câmera em punho, uma manifestante cobrou a identificação de um policial: "está aqui", respondeu enquanto quebrava com as mãos o aparelho da jovem. Apesar disso, a manifestação foi pacífica.

"Dentro do amplo movimento dos que lutam pelo direito à cidade, somos os interlocutores da pauta pela mobilidade urbana. Entendemos que o transporte de hoje é coletivo, não público. Um serviço, para ser público, precisa se diferenciar do privado, ser de acesso a todos. Diz o IBGE que mais de 30 milhões de pessoas não podem andar de ônibus por falta de recursos para pagar. E aí como fica o direito de ir e vir?", avalia o militante que, para evitar perseguição política, prefere se identificar apenas como Paique.

Adriana Saraiva, doutoranda em Antropologia pelo Centro de Pesquisa e Pós-graduação sobre as Américas (CEPPAC) da UnB, pesquisa movimentos populares autônomos e está realizando um contraste entre o MPL do DF e grupos semelhantes nos EUA.

"Os modelos políticos partidários clássicos, centralizadores, hierárquicos, já não são mais suficientes para dar conta dos anseios dessa nova geração de mobilização política. E aí surgem esses grupos horizontais, autogestionados, não-hierárquicos, onde o poder é constantemente trabalhado para ser diluído da melhor forma possível entre seus membros. É um movimento sem líderes, multicéfalo, e exatamente por isso tão difícil de ser lidado por aqueles que têm cristalizado o modelo de Estado e partidos como forma exclusiva de manifestação política", avalia.

A pesquisadora elogia a discussão que vem sendo amadurecida pelo MPL: "O traçado de Brasília foi pensado para o automóvel em detrimento do transporte público. Hoje existe um apartheid entre o plano piloto [o projeto original da capital] e as cidades satélites, construiu-se um cinturão sanitário ao redor da concentração de poder. A população da margem tem direito a seu vale-transporte apenas para ir e voltar do trabalho, o que significa que ela não é bem vinda para usufruir do centro como área de vivência, de lazer, apenas para servir".

Outro lado
O Governo do Distrito Federal, por meio da assessoria de imprensa de sua secretaria de transportes, informou que o metrô vinha operando a preços promocionais e que, com a ampliação da malha e horário de funcionamento, tornou-se insustentável manter o valor antigo. Segundo dados do órgão, o número total de passageiros passou de 50 mil para 150 mil e cerca de 900 mil pessoas pegam ônibus ou microônibus todos os dias no DF.

Sobre o aumento dos micros, a secretaria aponta que mais da metade das linhas já operava a R$ 1,50 e que por um erro algumas linhas foram estabelecidas a R$ 1,00, o que quase levou o sistema à falência.

Outro ponto destacado é a ampliação do projeto de integração entre os diferentes meios de transporte. No momento, 20 linhas de microônibus e cinco de ônibus oferecem a possibilidade de integração, onde os usuários pagam R$ 3,00 para utilizar mais de um serviço, o mesmo preço que pagariam antes do aumento se tomassem um metrô e um microônibus. Espera-se que em no máximo quatro anos todo o sistema esteja integrado.

De acordo com a secretaria, mais de 50% da frota já foi renovada desde o começo do mandato de Arruda, em 2007, e o número deve chegar a 100% até o fim da gestão.

19 de novembro de 2008

Ato por justiça: apoio ao delegado Protógenes e prisão de Daniel Dantas Parlamentares do PSOL protestaram na frente do STF

A bancada do PSOL no Congresso Nacional e os diretórios do Distrito Federal e Goiás realizaram nesta quarta-feira, 19 de novembro, ato em apoio as ações do delegado Protógenes Queiroz e do juiz Fausto De Sanctis na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e cobrando a prisão do banqueiro Daniel Dantas. A manifestação aconteceu na frente do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília, poder que concedeu dois habeas corpus ao banqueiro, evitando, assim, sua prisão.
"Exigimos que o STF faça realmente a justiça e respeite o trabalho do delegado e do juiz. Não aceitamos essa inversão de valores em que os investigadores se tornam investigados", afirmou a líder do PSOL, deputada Luciana Genro (RS). Para ela, os que merecem ser investigados e estarem na prisão são os que fraudaram, compraram políticos e juízes e remeteram dinheiro ao exterior.
De acordo com a deputada, o que existe é uma rede de proteção a Daniel Dantas envolvendo os três poderes da República (Executivo, legislativo e Judiciário). Fato mais recente que comprava essa dedicação ao banqueiro foram as declarações de outros ministros do Supremo, além do presidente Gilmar Mendes – que concedeu os dois habeas corpus na deflagração da Operação Satiagraha – que, para Luciana Genro, representa uma tentativa de desmoralização das investigações de Protógenes e de De Sanctis na busca da nulidade das provas e do processo contra Daniel Dantas.
Para o deputado Chico Alencar (RJ), a Operação Satiagraha foi exemplar pois apontou, entre outras coisas, de que pelo menos R$ 18 milhões foram usados para fazer agrados ao poder público e privado. "O delegado Protógenes e o juiz De Sanctis tocaram num nicho de poder quase intocável e começaram a ser perseguidos", disse, completando que conseguirá apoio para a elaboração de uma moção de louvor, que será encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça.
Na frente do Supremo, com faixas e cartazes cobrou-se a prisão de Daniel Dantas e questionou-se : "STF porque tanto medo de Dantas?". Além de militantes dos diretórios regionais, participou do ato a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP).
Segundo o senador José Nery (PA), o ato representa a luta pela honestidade, a indignação diante da impunidade e contra o crime de corrupção. "O PSOL não compactua com manobras que visam livrar os corruptos e caçar quem faz o trabalho correto. O que não falta são provas contra o banqueiro", declarou o presidente do PSOL/DF, Enrique Morales. Para o presidente do PSOL/GO, Martiniano Cavalcante, há um grande conluio para encobrir as atividades ilícitas de Daniel Dantas. "O império criminoso de Dantas tem tentáculos nas três esferas de poder. A sociedade civil não aceita mais essa corrupção", completou a deputada Luciana Genro.

Fonte: www.liderancapsol.org.br

9 de outubro de 2008

Câmara aprova isenção de impostos para empresas de ônibus

Câmara aprova isenção de impostos para empresas de ônibus

A Câmara Legislativa aprovou, na noite desta quarta-feira (08), dois projetos de lei que anistiam as empresas de ônibus do Distrito Federal do pagamento de dois impostos de competência do DF. O PL nº 1.028/2008, de autoria do Executivo, isenta as empresas do pagamento do IPVA e o PL nº 1.029/2008, também do Executivo, do pagamento do ICMS relacionado à compra de combustíveis.

O deputado Reguffe (PDT) votou contra os projetos e criticou a política de transportes do governo. "O GDF simplesmente está dando isenção de impostos para essas empresas que praticam preços abusivos e oferecem serviços públicos de péssima qualidade. Não posso concordar com um projeto que aumenta o lucro dessas empresas", afirmou.

Já o deputado Batista das Cooperativas (PRP), vice-líder do governo, defendeu o propósito dos projetos. "Essas isenções fazem parte de um acordo do governo com os empresários, que se comprometeram a não aumentar as passagens em troca da anistia. Já estamos com o mesmo preço de passagem há um ano e meio", discursou.

Os dois projetos foram aprovados em primeiro turno e seguem em tramitação na Câmara para apreciação em segundo turno.

Call Center - Também foi aprovado o PL nº 1.024/2008, de autoria do Executivo, que reduz a base de cálculo do ICMS para 10% nas operações relativas aos serviços de call center. Reguffe se posicionou favorável. "É um avanço porque atrai empresas desse ramo para o Distrito Federal e gera empregos", afirmou. O projeto foi aprovado em segundo turno e segue para sanção ou veto do governador.

Fonte: Câmara Legislativa


E mesmo assim as passagens são absurdamente caras!!! Está mais do que provado a quem os políticos servem, aos empresários capitalistas!!!

24 de setembro de 2008

15 de setembro de 2008

ATO DE REPÚDIO À APROVAÇÃO DA LEI AROUCA

*** ATENÇÃO ATIVISTAS DE BRASÍLIA E REGIÃO ***

ATO DE REPÚDIO À
APROVAÇÃO DA LEI AROUCA




Quando: 18 de setembro, pontualmente às 10 horas.

Onde: Concentração na Esplanada dos Ministérios, em frente ao prédio do Ministério do ___. Esse é o local da concentração, o ato será em local próximo.

Por que: para protestar contra a falta de democracia e a influência dos interesses da indústria na aprovação de leis que agridem saúde humana e os direitos animais.

Natureza do ato:
O ato é pacífico. Iremos exibir, em um grande varal, as 23 mil assinaturas que pedem a não aprovação da Lei Arouca, as quais foram ignoradas pela Câmara e pelo Senado em todas as tentativas de contato.

Quem vai: Todo ativista que compartilhe da nossa indignação e deseje tornar útil a sua voz.

O que levar: Será fornecido todo o material necessário. Traga apenas a si mesmo e a sua indignação.

O que vestir:
Estaremos vestidos de preto, como símbolo de luto pelos milhões de animais cujo assassínio está agora protegido por lei. Se você tiver a camiseta preta do VEDDAS, isso trará uniformidade ao protesto. Se não a tiver, ela estará disponível para venda no local ou você pode usar qualquer camiseta preta.

Quem organiza: O ato é organizado pelo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade) grupo baseado em São Paulo que faz campanha desde 2007 contra a aprovação da Lei Arouca.

Mais informações sobre a campanha: http://veddaspl1153.blogspot.com

Proteste! Compareça!
Una a sua voz à nossa pela conquista dos direitos animais!






Pela não votação do PL 1.153/95



"Nós abaixo-assinados servimo-nos do presente para requerer ao Excelentíssimo Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, Dr. Arlindo Chinaglia, que, neste momento, não seja colocado em votação o PL 1.153/95, sobre a regulamentação da experimentação animal no país. É primordial que, para tal mister, por uma questão de adequação de fatos, valores e norma (Direito), haja um democrático debate não apenas entre a comunidade científica, mas também entre toda a sociedade e seus respectivos setores de interesse na citada questão, o que até então não houve, atentando-se especialmente às questões atinentes a normas basilares ambientais expressas em nossa Constituição Federal (artigo 225, § 1º, VII - vedando-se práticas cruéis contra os animais não humanos), bem como se harmonizando o verdadeiro e real progresso científico e o desenvolvimento de valores éticos a toda e qualquer forma de vida, conduzindo o país ao desenvolvimento de fato e não meramente especulativo e fictício, bem como se possibilitando a tão almejada e desejada gestão política e legislativa participativa."