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23 de fevereiro de 2008

La Revolución Continua, Gracias, Viejo, Por Todo!!!


Fidel Castro anunciou nesta terça-feira, após 49 anos à frente do poder em Cuba, que não aceitaria ser reeleito como Presidente de Conselho do Estado, em menos de minutos a mídia capitalista com euforia anunciava: FIDEL CASTRO RENUNCIA! Tão manipuladora quanto a sua extensa ignorância que passou desapercebida, pois Fidel não renunciou ao seu cargo no governo, apenas pensando no melhor de Cuba disse que não queria ser reeleito como Chefe de Estado, já que desde a revolução nas eleições feitas de 5 em 5 anos ele vinha sendo reeleito sucessivamente. Ele não se afastará da vida política, pra tristeza dos ianques.


Leia a íntegra da "Mensagem de um comandante em chefe", a carta de Fidel Castro que foi publicada nesta terça-feira no site do "Granma", o jornal oficial do partido comunista de Cuba:

"Queridos compatriotas:

Lhes prometi na última sexta-feira, 15 de fevereiro, que na próxima reflexão abordaria um tema de interesse para muitos compatriotas. A mesma adquire desta vez forma de mensagem.

Chegou o momento de postular e eleger o Conselho de Estado, seu presidente, vice-presidentes e secretário.

Desempenhei o honroso cargo de presidente ao longo de muitos anos. Em 15 de fevereiro de 1976, foi aprovada a Constituição Socialista pelo voto livre, direto e secreto de mais de 95% dos cidadãos com direito a votar. A primeira Assembléia Nacional foi constituída em 2 de dezembro desse ano e elegeu o Conselho de Estado e sua presidência. Antes, eu havia exercido o cargo de primeiro-ministro durante quase 18 anos. Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária com o apoio da imensa maioria do povo.

Conhecendo meu estado crítico de saúde, muitos no exterior pensavam que a renúncia provisória ao cargo de presidente do Conselho de Estado em 31 de julho de 2006, que deixei nas mãos do primeiro vice-presidente, Raúl Castro Ruz, era definitiva. O próprio Raúl, que adicionalmente ocupa o cargo de ministro das Forças Armadas por méritos pessoais, e os demais companheiros da direção do Partido e do Estado, foram relutantes ao considerar-me afastado de meus cargos apesar de meu estado precário de saúde.

Era incômoda minha posição frente a um adversário que fez todo o imaginável para se desfazer de mim, e em nada me agradava satisfazê-lo.

Mais adiante pude alcançar de novo o domínio total de minha mente, a possibilidade de ler e meditar muito, obrigado pelo repouso. Me acompanhavam as forças físicas suficientes para escrever durante longas horas, as quais compartilhava com a reabilitação e os programas pertinentes de recuperação. Um sentido elementar comum me indicava que essa atividade estava a meu alcance. Por outro lado me preocupou sempre, ao falar de minha saúde, evitar ilusões no caso de um desenlace adverso, trariam notícias traumáticas a nosso povo no meio da batalha. Prepará-lo para minha ausência, psicológica e politicamente, era minha primeira obrigação depois de tantos anos de luta. Nunca deixei de sinalizar de que se tratava de uma recuperação "não livre de riscos".

Meu desejo sempre foi cumprir o dever até o último alento. É o que posso oferecer.

A meus queridos compatriotas, que me deram a imensa honra de ser eleito em dias recentes como membro do Parlamento, em cujo âmago se devem adotar acordos importantes para o destino de nossa Revolução, lhes comunico que não aspirarei nem aceitarei --repito-- não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe.

Em breves cartas dirigidas a Randy Alonso, diretor do programa Mesa Redonda da Televisão Nacional, que foram divulgadas por um pedido meu, se incluíam discretamente elementos desta mensagem que hoje escrevo, e nem sequer o destinatário das missivas conhecia meu propósito. Tinha confiança em Randy porque o conheci bem quando era estudante universitário de jornalismo, e me reunia quase todas as semanas com os representantes principais dos estudantes universitários, no que já era conhecido como o interior do país, na biblioteca da ampla casa de Kohly, onde se abrigavam. Hoje, todo o país é uma imensa Universidade.

Parágrafos selecionados da carta enviada a Randy em 17 de dezembro de 2007:

'Minha mais profunda convicção é de que as respostas aos problemas atuais da sociedade cubana --que possui uma média educacional próxima a 12 graus, quase um milhão de graduados universitários e a possibilidade real de estudo para seus cidadãos sem discriminação alguma-- requerem mais variantes de resposta para cada problema concreto que as presentes em um tabuleiro de xadrez. Nem um só detalhe se pode ignorar, e não se trata de um caminho fácil, se é que a inteligência do ser humano em uma sociedade revolucionária há de prevalecer sobre seus instintos.

'Meu dever elementar não é aferrar-me a cargos, nem muito menos obstruir o passo a pessoas mais jovens, senão aportar experiências e idéias cujo modesto valor provem da época excepcional em que vivo.

'Penso como Niemeyer que se deve ser conseqüente até o final.'


La Revolución Continua, Gracias, Viejo, Por Todo!!!





Saudações Socialistas



23 de janeiro de 2008

As Farc em sua luta histórica de resistência contra o capital


Li Esse texto no Brasil de Fato e resolvi postar aqui...



As Farc em sua luta histórica de resistência contra o capital

por: Roberta Traspadini

O século XXI traz para a classe trabalhadora da América Latina o desafio de construção e implementação do socialismo no continente, protagonizado pelos nossos povos, a partir da particularidade da luta de classes em cada um de seus países. Primeiro, porque as históricas contradições do processo de desenvolvimento capitalista têm gerado uma crise insustentável na preservação do modo de vida desse continente. Pelos dados da Cepal e OIT (Organização Internacional do Trabalho), dos 520 milhões de habitantes do continente, 209 milhões se encontram em situação de pobreza e indigência. Além disso, dos 106 milhões de jovens, 10 milhões estão desempregados, 30 milhões estão na economia informal e 22 milhões não estudam nem trabalham.

Segundo, porque as históricas lutas de resistência latino-americanas geram, em seu movimento, uma renovada forma do conteúdo da luta de classe, que questiona o poder eleitoral-partidário atual, como único contra-poder operante frente ao modo de produção capitalista, e sustenta a consolidação de um novo projeto popular para os latinos. Isso ocorre em um contexto de reestruturação dos sujeitos e seus instrumentos de luta em Nossa América. Um renovado que-fazer político legitimado e referendado pelo poder popular nos territórios, a partir de suas identidades e com um projeto comum de classe para nossos povos que não só tome o Estado, mas tenha base e força suficiente para transitar rumo ao seu fim – o comunismo.

Sobre o mundo do trabalho, pesam ainda as novas facetas políticas dos Estados hegemônicos na América Latina, utilizando vários recursos de poder para minimizar, no limite seu custo de produção, tanto no que diz respeito aos históricos direitos trabalhistas, quanto no que diz respeito à reprodução da célula capitalista na vida familiar (mulheres, homens, crianças, todos trabalhando para garantir a sobrevivência mínima).

Jornadas de trabalho excessivas, horas extras desregulamentadas, salários abaixo do nível da própria subsistência, acordos comerciais contratuais que não especificam nem o sentido, nem as garantias laborais. Nos últimos anos, a superexploração, como mecanismo particular de obtenção de lucro no continente, atinge o seu esplendor como modo de reprodução da vida nesse sistema capitalista depredador.

Território livre ou dependência?

É nesse marco, das atuais contradições do capital na sua dinâmica exploradora, e contra o trabalho, que temos que entender a atual venda de imagens e idéias da situação da Colômbia pelos Estados Unidos, a partir da atuação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A Colômbia vive ao longo dos últimos 40 anos uma guerra civil aberta entre os que defendem um território livre – a guerrilha conhecida como Farc e outros movimentos – e os que defendem o desenvolvimento dependente como único modelo possível. A contradição emana daí. Em meio a esse cenário, o país se tornou território de produção capitalista do narcotráfico mundial, negócio cujas principais lideranças ou são associadas ao grande capital, ou são geradas por ele mesmo - produção, distribuição e consumo.

Mas se o narcotráfico é o carro-chefe da projeção dependente e subordinada do modo de produção colombiano para e com o capital, é também um dos centros de projeção do poder no País, como um motor econômico. E como todo centro, é espaço de disputa do poder hegemônico mundial no território. Logo, associar o narcotráfico diretamente à guerrilha, sem mencionar seus processos de apropriação e acumulação privada dos atores hegemônicos no continente, é contar a história a partir do ocultamento real de suas relações sociais de produção.

"Redes terroristas"

É dessa dinâmica do capital protagonizador do tráfico internacional, concentrado na Colômbia, que, desde os golpes militares na América Latina na década de 60, os governos estadunidenses e seus líderes vêm listando uma rede de organizações terroristas e sujeitos perigosos intelectual e politicamente, ameaçadores de seu poder. Isso se dá em todas as partes do nosso continente, com aliança de grandes empresários nacionais com empresários internacionais do crime, cujas sedes de acumulação estão nos países centrais como parte de projeção do poder que emana do Estado burguês. É a partir daí que temos que entender o histórico conflito gerado pelo Estado estadunidense e seu braço armado via Estado burguês colombiano, contra as Farc.

Numa guerra civil, todos os lados cometem abusos. E não é a guerrilha quem aniquila os direitos. É o próprio capital em seu desenvolvimento no continente que gera, ao longo de seu processo, uma situação de pobreza, miséria, perdas no campo, na consolidação de um modelo de produção e reprodução ampliada ditado de fora para dentro. Os movimentos, incluída a guerrilha, surgem nos nossos países porque reivindicam os direitos e deveres básicos constitucionais, reiterados nas cartilhas do Estado de direito moderno. Outro paradoxo: reivindicam direitos quando o Estado necessita deles para gerar sua acumulação lucrativa.

A leitura dos excessos tem que valer para os dois lados. A guerrilha na sua essência, no seu conteúdo, nasce e se desenvolve como um instrumento de classe, para a classe, para os que acreditamos num projeto socialista para nossos povos e continente. E a guerrilha não é o único instrumento de classe. Por isso, a análise de seus meios e fins só pode ser feita a partir da histórica explicitação dos conflitos internos próprios e exteriores, vividos por vários sujeitos neste território.

Nascida para fazer valer a reforma agrária popular no País em 1964, e para consolidar o poder, na tomada do Estado, de um grupo socialista-comunista, este movimento, Farc, teve e tem influências dos principais instrumentos políticos que nos legitimam e integram como esquerda internacional: revolução mexicana, revolução russa, revolução cubana, vitória de Salvador Allende e lutas de resistência e libertação de Nuestra América.

Mas seu tempo não pode ser o de perpetuação longa como instrumento que disputa com o capital, nas mesmas perigosas regras de violência geradas por ele, sem alcançar outros patamares de consolidação do poder popular, tanto de tomada do Estado, quanto de permanência nele como Estado de transição socialista. Porque ao se prolongar, a guerrilha como instrumento político de luta no território gera, mesmo no interior da classe – consciente na e pela luta, ou conscientizada pelas suas carências –, uma instabilidade e um medo que pode colocá-la, como instrumento, em risco. E gera, ao mesmo tempo, os elementos centrais que o capital, da grande mídia capitalista, utiliza a seu favor e contra nossas lutas, dada sua dominação nos três grandes aparelhos do poder: militar, econômico e político-ideológico.

Perpetuação do poder

Nossa herança histórica latino-americana, a partir da dominação do invasor no continente, nos mostra que tanto o saque, quanto as violações e sequestros, são uma lembrança viva daquilo que o capital nos ensina sobre sua violenta forma de execução e perpetuação do poder ao longo de 500 anos de luta no continente. Sem falar nos vários presos políticos, mortos políticos, e sujeitos latino-americanos que são assassinados ou violados em seus direitos diariamente por esses inescrupolosos defensores da paz em seus projetos de guerra pelo lucro.

Por isso, quando Hugo Chávez defende a retirada das FARC como grupo terrorista dos documentos e posicionamentos internacionais, reitera que nos movimentos de luta da classe trabalhadora ao menos os julgamentos de valores necessitariam de uma defesa de classe na projeção de quem é e como age o inimigo. Nesse caso, para nós, classe trabalhadora, o inimigo continua sendo histórico: a burguesia internacional que atua em nossos territórios, aliada ao grande capital nacional. Logo, os seqüestros não são arma criada pela guerrilha Farc contra o capital. Os seqüestros são a forma que, no extremo do conflito da luta de classes, a guerrilha utiliza para negociar com a outra parte, o poder burguês hegemônico e seus pares nacionais, a retomada de sujeitos, territórios, projetos e processos antes seus. É um modo do fazer político, como vários outros, gerado na essência mesma de consolidação do poder do capital contra o trabalho.

Queremos sim, uma América Livre do narcotráfico, livre dos seqüestros, livre das violações, livre da exploração, livre da opressão, livre de toda forma de dominação. Mas para executarmos e realizarmos uma América Livre é necessário seguirmos lutando contra nosso inimigo histórico e real: o capital em suas várias facetas violentas e violadoras dos direitos. Direitos estes que para serem humanos necessitam ser executados em uma nova ordem política-econômica-social-ideológica, por sujeitos que na sua relação com a natureza e com os demais seres, reiterem a práxis socialista.

Assim como as Farc, muitos movimentos sociais na América Latina e no mundo vivem no limite de sua ação contra o capital. E ainda que a maioria da população do nosso continente viva no limite da sobrevivência, são aqueles que vivem no extremo da luta de classes, abrindo o fosso e explicitando as mazelas de seu inimigo histórico, os que pagam o preço, na mídia conservadora, de violarem a ordem e o progresso do poder estabelecido. São milhares de sem-terra, sem-teto, sem-trabalho e com trabalho superexplorado (in)formal que, através de seus instrumentos políticos de luta, questionam e abalam a ordem burguesa. Logo, sofrem a opressão, repressão e o terror dos aparelhos violentos, materiais e ideológicos do Estado burguês contra suas lutas.

Ao combater essa lógica de poder capitalista, os sujeitos latino-americanos em movimento reafirmam para nós, classe trabalhadora, que suas lutas são legítimas e legais. Porque a ilegalidade é uma leitura de classe. É um ponto de vista particular sobre o crime desde uma lógica operada de poder. O Estado de direito no continente vive, em quase todas as partes, a projeção dos interesses da classe dominante burguesa. E é óbvio que, em uma leitura projetada desde os mecanismos da farsa dos hegemônicos estadunidenses e seus aliados latinos-mundiais, todos aqueles que lutam pela soberania, pelas identidades, pelo direito a ser próprio, e, principalmente, pelo socialismo como projeto de vida real para nossos povos, serão vistos como criminosos, violentos e terroristas.

Roberta Traspadini é economista, educadora popular e integrante da Consulta Popular


http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/as-farc-em-sua-luta-historica-de-resistencia-contra-o-capital



Fiquem na paz

19 de dezembro de 2007

A Ascensão da esquerda na América do Sul


A Ascensão da esquerda na América do Sul

A América do Sul é composta de 13 países, e nos últimos anos, 8 deles tiveram seus governos assumidos por partidos de esquerda. Houve uma mudança notória, de uma América do Sul conservadora e oligárquica, conhecida por ter governos de direita, para uma América do Sul com governos de esquerda.

No caso de países com Brasil (Lula) e Chile (Michelle Bachelet) essa ascensão não desencadeou o rompimento com as práticas liberais, o que era esperado de um governo de esquerda. Pelo contrário, esses países mantêm uma “política da boa vizinhança” com o líder das Américas. Já em contrapartida a Venezuela (Hugo Chávez), Bolívia (Evo Morales) e Equador (Rafael Correa) lideram governos hostis ao imperialismo norte-americano. Esses países são os que mais preocupam a superpotência, pois todos os três possuem grandes reservas de gás natural ou petróleo. Isso dá a América do Sul um importante papel no cenário energético do século XXI, principalmente a Venezuela.

Sabendo disso, e temendo um ataque dos EUA, Hugo Chávez vem travando uma discreta disputa com Lula pela liderança política na América do Sul. Caracterizados como governos populares ou neopopulistas os dois possuem grandes diferenças. Enquanto Lula mantém um governo dividido entre a esquerda e a direita, com uma política econômica neoliberal e relações pacificas com os outros países, Hugo Chávez com seu projeto de implantar o “socialismo do século XXI” tem liderado um regime de esquerda, pronto para atacar quem impedir a revolução, como ele mesmo disse em diversos pronunciamentos.

Essa ascensão da esquerda pode então unir os países contra seus exploradores, fazendo da América Latina, uma América livre, independente e verdadeiramente socialista. Ou pode gerar conflitos internos que só retrocederiam o processo para seu desenvolvimento e autonomia.

Como Dizia Che Guevara: "Esta epopeya que tenemos delante la van a escribir las masas hambrientas
de indios, de campesinos sin tierra, de obreros explotados. La van a
escribir las masas progresistas, los intelectuales honestos y brillantes
que tanto abundan en nuestras sufridas tierras de América Latina."



xPhaby Alvesx

phabyola@gmail.com

www.muvzine.blogsopt.com/

Abraço a todos

11 de outubro de 2007

Globalização & Regionalização


Globalização e Regionalização


O desfecho da 2° guerra mundial descortinou um panorama radicalmente novo na economia capitalista mundial. A Europa Ocidental e o Japão, arrasados pelos conflitos, dependiam profundamente das exportações americanas, ao mesmo tempo que careciam desesperadamente de dólares para fazer frente a essas necessidades comerciais. Os EUA ao contrário, emergiam como credores isolados do mundo capitalista, contando com uma economia, dinamizada pelo esforço da guerra, que conhecia taxas inéditas de crescimento.
Esse panorama impunha uma reorganização do mercado mundial capitalista que formalizasse a nova posição dos EUA como vértice da economia ocidental.
No verão de 1944, reuniu-se em Washington a Conferência de Bretton Woods, destinada a estabelecer as novas regras dos jogos monetários, comercial e financeiro internacional, reconhecendo a nova realidade mundial, os acordos Bretton Woods substituem o antigo padrão-ouro, que regulava as trocas internacionais, por um novo padrão conhecido por padrão-dólar-ouro.
Segundo a nova regra, o dólar passava a funcionar como moeda internacional no mesmo nível do ouro. Era estabelecida uma paridade fixa entre o dólar e ouro (uma onça de ouro correspondiam a 35 dólares) e a convertibilidade total de dólares por ouro. Assim o tesouro dos EUA abria-se a trocar imediatamente, ouro por dólares a paridade fixado. Agindo como fiador do novo Sistema Monetário Internacional.
Do Sistema de Bretton Woods nasceram inúmeros organismos destinados a regulamentar a economia internacional e promover a reconstrução Européia e Japonesa do pós-guerra, e evitar graves crises econômicas internacionais. FMI e o Bird surgem com a finalidade de prestar assistência financeira aos Estados-membros.
A memória de crise 1929 ainda atormentava os estrategistas da economia capitalista, que buscavam formas para prevenir depressões recessões capazes de conduzir a quebra de fluxos internacionais e ao isolamento comercial. O Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) completava a arquitetura econômica originada de Bretton Woods, visando promover o crescimento dos fluxos comerciais internacionais e diminuir as tarifas, taxas e barreiras comerciais.
Em 1947 era deflagrado o plano Marshall, instrumento ativo de reconstrução capitalista do pós-guerra. Para revitalizar os fluxos comerciais internacionais. O plano buscava a defasagem imensa entre a acumulação de dólares interior dos EUA e a dramática carência de dólares pelos aliados Europeus, transferindo moeda a juros simbólicos de um lado para o outro do atlântico norte. Estratégia econômica de fundo geopolítico. O Plano Marshall tinha como horizonte a constituição de uma sólida arca de economia capitalista no ocidente europeu integrada a economia americana.
Durante duas décadas, a economia capitalista mundial conheceu dias ininterruptos marcados por taxas de crescimento inéditas e por uma estabilizada desconhecidas nas tumultuadas décadas anteriores. A Europa Ocidental e o Japão tornavam-se, depois dos EUA, verdadeiras “sociedades de consumo” entre 1950 e 1970, os paises capitalistas desenvolvidos cresceram a uma média anual de 53%, no mesmo período, o comércio mundial se elevou de 60 bilhões para 300 bilhões de dólares.
O tratado de Roma, de 1957, lançou as bases das comunidades econômicas européias (CCE) moldura para um pólo capitalista de intensa prosperidade. No interior da CCE, a RFA (República Federal Alemã) realizou, ao longo dos anos 50 o seu “milagre econômico” integrando-se plenamente ao mundo ocidental e capistalista tanto ao plano político como no econômica. No extremo oriente o milagre Japonês dos anos 70 dinamizou a formação de outro pólo capitalista abrangendo as áreas asiáticas sob influencia geopolítica ocidental (Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura, Hong Kong).
O ciclo de prosperidade capitalista do pós-guerra, cujo inicio coincidiu com a deflagração da Guerra Fria e pelo Plano Marshal provocou o encerramento do curto período de governo de ampla coalizão instalados no imediato pós-guerra. As forças de Centro e de Centro-direita passaram a controlar integralmente as administrações dos principais estados europeus.
Na França e na Itália, As novas realidades da cena internacional determinaram o alistamento dos partidos comunistas que desde o fim da Guerra participaram minotoriamente de gabinetes de coligação. Na Grã-bretanha, principal pais europeu aliado dos EUA, as eleições gerais de 1950 marcaram a derrota do partido trabalhista que ocupavam o governo desde 1945 e a volta dos conservadores liderados mais uma vez por Winston Churchill, já a RFA, estado gerado diretamente pela Guerra Fria, não chegou a conhecer um período governamental de Centro-esquerda ou de coalizão. Desde sua proclamação, em 1949, os conservadores de konzaa Adenanver mantiveram uma ampla hegemonia política. Os trabalhistas ingleses consiguiram maioria nas eleições de 1964, configurando uma exceção na paisagem política-eleitoral européia.

Ben Castro

xPhaby Alvesx

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Abraço a todos



19 de agosto de 2007

A questão do Aborto








A questão do Aborto

Quarta-feira última houve em Brasília a Marcha contra o Aborto. Muitas pessoas em sua maioria de instituições religiosas estiveram participando da marcha pela vida.
Em contra partida, logo ali perto no conic, houve outra manifestação, esta em a favor da legalização do aborto. Grupos feministas da Unb e simpatizantes estavam lá.
A questão do aborto a meu ver é mais simples do que é mostrado a nós. Primeiro por que o aborto é um crime tipificado na Lei e na Constituição, esta que não pode ser alterada. Pode-se criar uma emenda constitucional baseada no próprio artigo da constituição, mas não altera-la.
O aborto é tipificado como crime contra a vida no Código Penal. Lá na Constituição nós podemos ver que a lei traz o direito ao nascituro, ou seja, após 14 dias de gravidez o feto passa a ter legalmente o direito de nascer! Quando um ser vivo tem determinado direito garantido, qualquer forma que extingue a possibilidade de exercer este direito é crime!
O aborto não foi e não será legalizado por que o artigo 5° da constituição traz o direito à vida as pessoas. E pessoa é todo ser humano (art. 1º, n. 2), sem distinção de raça, sexo, nacionalidade, religião ou de sua vida intra ou extra-uterina.
Agora o que as feministas deveriam saber é que em alguns casos a lei permite o aborto. Como por exemplo no caso da gravidez extra-uterina, em que o feto se desenvolve fora do útero, no caso do aborto necessário, em que o médico pratica o aborto pra salvar a gestante, e o mais discutido e ao mesmo tempo desconhecido, aborto sentimental, que é justamente o aborto resultante de estupro ou atentado violento ao pudor.
Todas essas exceções estão tipificadas por lei no artigo 127 do Código Penal, alguns casos são muito discutidos, mas pouco prováveis de serem legalizados, como o aborto econômico, no qual a gestante não tem condições de criar e sustentar a criança, o aborto eugénésico, no qual o feto é anencefalico, ou seja, não possui cérebro.
A legalização do aborto seria como diminuir a idade pena, ou seja, já que não conseguimos educar nossas crianças, jovens, e adultos, vamos legalizar a assim resolver o problema. Mas legalizar o aborto não vai diminuir o numero de crianças que geram outras crianças, só vai mostrar nossa falta de capacidade em educar sexualmente crianças, jovens e até mesmo adultos.
É simplesmente, reduzir o valor da vida humana a nada.
É preciso investir em meios de recuperar, e não em meios de incentivar o crime contra a vida humana. Independentemente de qualquer coisa, que nós acreditamos, devemos sempre está do lado da vida. Em favor da vida.
Por: Phabyola Alves

23 de julho de 2007

DESABAFO

Volteiiiiiiiiiiiiii, mais raivosa do que nunca, porém sem peder a ternura!!!

Bem... eu tenho algumas coisas pra falar a respeito dos ultimos acontecimentos...

Minhas condolencias a todas as familias atingidas, por serem acima de tudo seres humanos...
é uma pena ver que a mídia só dá repercussão a casos de classe média, por que todo dia um onibus levando bóias-fria cai num barranco, morre uns 300 e naum sai nem uma notinha no jornal local, é como o caso do sumiço daquela menina do sudoeste, só por que a garota é rica foi um alarde imenso, até nacional, agora ninguem liga pra mãe da ceilandia que perde seu filho, ninguem procura o filho dela, só por que ela é pobre, e por que casos como esses não dão repercussão. talvez eu esteja sendo muito radical....mas é que to enojada dessa midia capitalista que só ve o que a convém....ninguém vai até a rodoviaria, ver o atraso dos onibus, a condição deles, as passagens absurdas, agora guando é um meio de tranporte que atinge a classe média que paga impostos e financia a corrupção, nossa, é um alarde gigantesco.Pessoas chorando, querendo quebrar tudo por que perderam sua viagem pra miami...É preciso ver as pessoas como seres humanos, e não pela classe social que fazem parte. Mais do que isso, é preciso humanizar o mundo!E outra coisa, essa crise area é por causa da falta de inteligencia do nosso presidente, que acha que desenvolvimento e crescimento são a mesma coisa.
O fluxo de viagens areas cresceu, mas não se desenvolveu por isso tem acontecido tudo isso!!!

desculpe de ofendi alguém.... e espero ter ofendido o alvo certo.....

Em breve zine Politica Revolucionaria nas ruas......

uma outra opção de informação!

xBjuxx

4 de janeiro de 2007

O lado bom e ruim da globalização..

Como a Globalização tem sido feita: O lado bom e o ruim.

Com certeza o setor mais importante que a globalização nos trouxe foi através do que eu chamarei de Revolução técnico - cientifica, ou seja, a industria de informática, que nos trouxe os programas de computadores (Softwares), e o avanço da técnica de armazenamento de informações. A informática invadiu bancos, empresas, bolsas de valores, repartições publicas, escolas, fábricas etc.
Sem contar que, nas telecomunicações tivemos um enorme avanço, com telefonia digital, e a mais importante, a integração da telecomunicação com a informática, que nos trouxe a internet.
È nesse contexto de tecnologia através do sistema neoliberal que surgiram as multinacionais, empresas que são geralmente estrangeiras e se instalam no país para produzir certo produto, por exemplo, sabemos que no Brasil temos varias multinacionais como, por exemplo: Chevrolet, Pegeout, Microsoft, Adidas, Nokia etc.
As multinacionais se instalam em outros países para buscar:
1- Mercado: Espaço para uma comercialização, ou processo de troca.
2-Mão-de-obra: Barata, qualificada e especializada.
3-Estado-mínimo: Mínima intervenção do estado, mínimo poder do estado, ou mínimo poder de fiscalização.
Vou tentar fazer um resumo do que o mundo significa hoje dentro do contexto globalizado, então pra começar diria que o mundo significa consumo econômico, ou seja, produção, produto e mercado. Significa também o poder de transformar as coisas em bens, e impor sobre tudo o que existe um valor de uso e troca no mercado mundial. Temos ainda a privatização, a fronteira móvel entre bens públicos e privados. O mercado estratégico, que vemos sempre, que visa: emprestar (juros), especular (ganhar mercado), investir (risco-país) e claro capital volátil (capital para investimento).
Por último, porém não menos importante, a Relação de trabalho para produzir bens, que é a necessidade de desenvolvimento do sistema produtivo, para obter cada vez mais lucro.
Tudo isso é muito injusto, mas tem também sua face boa, a internet, por exemplo, nos dá acesso a muitas informações importantes, e outras também desnecessárias, nos dão ao mesmo tempo privacidade e exposição, as multinacionais também geram empregos dentro do país, e fazem os produtos ficarem "mais baratos" já que deixam de ser importados, pois passam a ser produzidos no nosso próprio país.
Tudo depende do lado que estamos se estamos vendo o lado bom ou o lado ruim da globalização, eu diria que o que nos pretendemos é fazer as pessoas verem os dois lados, e então decidirem se vão querer ser escravas ou patrões desse sistema.
Penso e luto por um mundo justo, por uma justiça globalizada, por direitos comuns globalizados, por comida globalizada, por saúde globalizada e acho que é pra isso que a globalização deveria servir!

“Venham seus senhores da guerra
Vocês que constroem as grandes armas
Vocês que constroem os aeroplanos da morte
Vocês que constroem todas as bombas
Vocês que se escondem atrás das paredes
Vocês que se escondem atrás das mesas
Eu só quero que vocês saibam
Que eu enxergo através de suas mascaras!”
(Bob Dylan)

E enquanto eu viver mostrarei para todos quem vocês realmente são...



Por: Phabyola Alves


Em breve um artigo sobre a vida, história e execução de Sadam Hussen...

1 de novembro de 2006

O que é Globalização???


O que é globalização?
Para entendermos globalização precisamos antes entender o contexto em que ela é inserida e o meio político em que ela foi criada. Até a década de 90 o mundo era dividido em dois: o capitalista e o socialista, nessa época ocorreram vários acontecimentos que nos trazem conseqüências até hoje, alguns deles são as armas nucleares e a tecnologia de ponta, criadas na época da segunda guerra mundial. O que nós estamos vivendo hoje é a vitória do sistema que ganhou esta guerra: o capitalista. Nesse contexto que envolve fatores históricos como: a queda do muro de Berlim, fragmentação da antiga união soviética URSS, fragmentação da Alemanha, a democratização do leste europeu, e a formação das cidades globais que concentram a produção e a distribuição, é que foi criada a Globalização.Hoje nós vivemos num mundo CAPITALISTA, NEOLIBERAL, GLOBALIZADO, isto significa que: O mundo atual é voltado totalmente para a produção com lucro, em um sistema econômico neoliberal, ou seja, com a mínima intervenção do Estado e cujo um dos propósitos principais é a privatização de órgãos estatais, e por fim globalizado. Ponto. Voltamos para o começo. O que afinal é globalização? O capitalismo é um sistema produtivo, ou seja, ele precisa produzir, e precisa vender para obter lucro, para isso ele usa dois outros sistemas auxiliares: O sistema neoliberal, do qual nos já fizemos referência acima, e uma rede de informação mundial que faça seu produto conhecido e comercializado no mundo inteiro. Apresento-vos a globalização!Guando usamos um cartão de crédito, ou até mesmo de banco, guando compramos algo pela internet, guando assinamos a TV a cabo, guando lanchamos no McDonalds estamos automaticamente participando e fortalecendo este sistema que implantaram na nossa sociedade e nos obrigaram a aceitá-lo, sem perguntar se queríamos ou não. É como uma droga que eles nos obrigam a usar e depois que nos viciam nela, nos obrigam a nos submeter-mos a eles para obte-la cada vez mais e suprir nosso vicío, a essa altura já incontrolável.A globalização, ou a Nova Ordem Mundial, é um meio injusto de ultrapassar os limites geográficos levando informação. Por quê? Por que se nos formos ao Sul da África agora nos veremos muitas pessoas pobres, vivendo em situações desumanas, mas com certeza nos encontraremos em algum lugar nos pontos turísticos do país um McDonalds, lojas que aceitam todos os tipos de cartões de créditos etc. Mas por que justamente nos pontos turísticos? Por que os únicos privilegiados com esse sistema é a burguesia. Agora se nos formos aos hospitais com certeza não veremos os equipamentos de última geração que conhecemos, e nem veremos uma quantidade desejada de remédios, apesar da necessidade e da carência desse povo em remédios e num sistema de saúde decente que atenda suas necessidades.Isso é o que eu chamo de conseqüência da globalização, nos pagamos um alto preço para termos acesso a informação do mundo atualizado, por que de algum lugar isso tudo é tirado. Olhem o exemplo do governo FHC, foi o êxtase da globalização e do neoliberalismo no Brasil, ele privatizou as nossas estatais, trouxe para o Brasil a tecnologia dos telefones portáteis (celulares) e entre outros. E guando parecia que nós haviamos encontrada a solução, elegemos um governo que tem medo de dizer não ao inimigo e que em vez de mudar, de revolucionar, simplesmente continua aquilo que outro já havia começado antes. Muitas pessoas demoram a perceber que o capitalismo e seus sistemas auxiliares nada fazem para mudar a realidade em que vivemos ele simplesmente privilegia aqueles que já são ricos e escraviza aqueles que são pobres. E outras pessoas mesmo que percebam isso, guando chegam ao poder esquecem dos ideais que prometeram em campanhas, e do povo pobre que é à base do governo atual, representando mais da metade do país.Enfim, globalização não é uma coisa concreta que se possa pegar ou tocar, analisar manualmente, é um sistema que somente podemos ver acontecer todos os dias ao nosso redor, e assim como ela não pode ser tocada, também não pode ser simplesmente destruída. Mas creio que o antídoto para esta droga, para este vicio, seja o uso dessa informação para mudar-mos o que vem acontecendo no mundo nos dias atuais. Basta vermos um jornal, ou lermos, para vermos os terremotos, as guerras, as mortes, as doenças, às vezes parece que tudo esta contra nós, mas na verdade, como dizia Carlos Drummond de Andrade, o homem é lobo do próprio homem!

Por: Phabyola Alves "Sou mulher, aprecio a luta e sou guerreira, admiro o horizonte, espero, sonho... choro... Enriqueço-me por ser livre, ser guerreira, ser feliz e ser mulher..."

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