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11 de outubro de 2007

Globalização & Regionalização


Globalização e Regionalização


O desfecho da 2° guerra mundial descortinou um panorama radicalmente novo na economia capitalista mundial. A Europa Ocidental e o Japão, arrasados pelos conflitos, dependiam profundamente das exportações americanas, ao mesmo tempo que careciam desesperadamente de dólares para fazer frente a essas necessidades comerciais. Os EUA ao contrário, emergiam como credores isolados do mundo capitalista, contando com uma economia, dinamizada pelo esforço da guerra, que conhecia taxas inéditas de crescimento.
Esse panorama impunha uma reorganização do mercado mundial capitalista que formalizasse a nova posição dos EUA como vértice da economia ocidental.
No verão de 1944, reuniu-se em Washington a Conferência de Bretton Woods, destinada a estabelecer as novas regras dos jogos monetários, comercial e financeiro internacional, reconhecendo a nova realidade mundial, os acordos Bretton Woods substituem o antigo padrão-ouro, que regulava as trocas internacionais, por um novo padrão conhecido por padrão-dólar-ouro.
Segundo a nova regra, o dólar passava a funcionar como moeda internacional no mesmo nível do ouro. Era estabelecida uma paridade fixa entre o dólar e ouro (uma onça de ouro correspondiam a 35 dólares) e a convertibilidade total de dólares por ouro. Assim o tesouro dos EUA abria-se a trocar imediatamente, ouro por dólares a paridade fixado. Agindo como fiador do novo Sistema Monetário Internacional.
Do Sistema de Bretton Woods nasceram inúmeros organismos destinados a regulamentar a economia internacional e promover a reconstrução Européia e Japonesa do pós-guerra, e evitar graves crises econômicas internacionais. FMI e o Bird surgem com a finalidade de prestar assistência financeira aos Estados-membros.
A memória de crise 1929 ainda atormentava os estrategistas da economia capitalista, que buscavam formas para prevenir depressões recessões capazes de conduzir a quebra de fluxos internacionais e ao isolamento comercial. O Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) completava a arquitetura econômica originada de Bretton Woods, visando promover o crescimento dos fluxos comerciais internacionais e diminuir as tarifas, taxas e barreiras comerciais.
Em 1947 era deflagrado o plano Marshall, instrumento ativo de reconstrução capitalista do pós-guerra. Para revitalizar os fluxos comerciais internacionais. O plano buscava a defasagem imensa entre a acumulação de dólares interior dos EUA e a dramática carência de dólares pelos aliados Europeus, transferindo moeda a juros simbólicos de um lado para o outro do atlântico norte. Estratégia econômica de fundo geopolítico. O Plano Marshall tinha como horizonte a constituição de uma sólida arca de economia capitalista no ocidente europeu integrada a economia americana.
Durante duas décadas, a economia capitalista mundial conheceu dias ininterruptos marcados por taxas de crescimento inéditas e por uma estabilizada desconhecidas nas tumultuadas décadas anteriores. A Europa Ocidental e o Japão tornavam-se, depois dos EUA, verdadeiras “sociedades de consumo” entre 1950 e 1970, os paises capitalistas desenvolvidos cresceram a uma média anual de 53%, no mesmo período, o comércio mundial se elevou de 60 bilhões para 300 bilhões de dólares.
O tratado de Roma, de 1957, lançou as bases das comunidades econômicas européias (CCE) moldura para um pólo capitalista de intensa prosperidade. No interior da CCE, a RFA (República Federal Alemã) realizou, ao longo dos anos 50 o seu “milagre econômico” integrando-se plenamente ao mundo ocidental e capistalista tanto ao plano político como no econômica. No extremo oriente o milagre Japonês dos anos 70 dinamizou a formação de outro pólo capitalista abrangendo as áreas asiáticas sob influencia geopolítica ocidental (Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura, Hong Kong).
O ciclo de prosperidade capitalista do pós-guerra, cujo inicio coincidiu com a deflagração da Guerra Fria e pelo Plano Marshal provocou o encerramento do curto período de governo de ampla coalizão instalados no imediato pós-guerra. As forças de Centro e de Centro-direita passaram a controlar integralmente as administrações dos principais estados europeus.
Na França e na Itália, As novas realidades da cena internacional determinaram o alistamento dos partidos comunistas que desde o fim da Guerra participaram minotoriamente de gabinetes de coligação. Na Grã-bretanha, principal pais europeu aliado dos EUA, as eleições gerais de 1950 marcaram a derrota do partido trabalhista que ocupavam o governo desde 1945 e a volta dos conservadores liderados mais uma vez por Winston Churchill, já a RFA, estado gerado diretamente pela Guerra Fria, não chegou a conhecer um período governamental de Centro-esquerda ou de coalizão. Desde sua proclamação, em 1949, os conservadores de konzaa Adenanver mantiveram uma ampla hegemonia política. Os trabalhistas ingleses consiguiram maioria nas eleições de 1964, configurando uma exceção na paisagem política-eleitoral européia.

Ben Castro

xPhaby Alvesx

phabyola@gmail.com

www.muvzine.blogsopt.com/

Abraço a todos



19 de agosto de 2007

A questão do Aborto








A questão do Aborto

Quarta-feira última houve em Brasília a Marcha contra o Aborto. Muitas pessoas em sua maioria de instituições religiosas estiveram participando da marcha pela vida.
Em contra partida, logo ali perto no conic, houve outra manifestação, esta em a favor da legalização do aborto. Grupos feministas da Unb e simpatizantes estavam lá.
A questão do aborto a meu ver é mais simples do que é mostrado a nós. Primeiro por que o aborto é um crime tipificado na Lei e na Constituição, esta que não pode ser alterada. Pode-se criar uma emenda constitucional baseada no próprio artigo da constituição, mas não altera-la.
O aborto é tipificado como crime contra a vida no Código Penal. Lá na Constituição nós podemos ver que a lei traz o direito ao nascituro, ou seja, após 14 dias de gravidez o feto passa a ter legalmente o direito de nascer! Quando um ser vivo tem determinado direito garantido, qualquer forma que extingue a possibilidade de exercer este direito é crime!
O aborto não foi e não será legalizado por que o artigo 5° da constituição traz o direito à vida as pessoas. E pessoa é todo ser humano (art. 1º, n. 2), sem distinção de raça, sexo, nacionalidade, religião ou de sua vida intra ou extra-uterina.
Agora o que as feministas deveriam saber é que em alguns casos a lei permite o aborto. Como por exemplo no caso da gravidez extra-uterina, em que o feto se desenvolve fora do útero, no caso do aborto necessário, em que o médico pratica o aborto pra salvar a gestante, e o mais discutido e ao mesmo tempo desconhecido, aborto sentimental, que é justamente o aborto resultante de estupro ou atentado violento ao pudor.
Todas essas exceções estão tipificadas por lei no artigo 127 do Código Penal, alguns casos são muito discutidos, mas pouco prováveis de serem legalizados, como o aborto econômico, no qual a gestante não tem condições de criar e sustentar a criança, o aborto eugénésico, no qual o feto é anencefalico, ou seja, não possui cérebro.
A legalização do aborto seria como diminuir a idade pena, ou seja, já que não conseguimos educar nossas crianças, jovens, e adultos, vamos legalizar a assim resolver o problema. Mas legalizar o aborto não vai diminuir o numero de crianças que geram outras crianças, só vai mostrar nossa falta de capacidade em educar sexualmente crianças, jovens e até mesmo adultos.
É simplesmente, reduzir o valor da vida humana a nada.
É preciso investir em meios de recuperar, e não em meios de incentivar o crime contra a vida humana. Independentemente de qualquer coisa, que nós acreditamos, devemos sempre está do lado da vida. Em favor da vida.
Por: Phabyola Alves

23 de julho de 2007

DESABAFO

Volteiiiiiiiiiiiiii, mais raivosa do que nunca, porém sem peder a ternura!!!

Bem... eu tenho algumas coisas pra falar a respeito dos ultimos acontecimentos...

Minhas condolencias a todas as familias atingidas, por serem acima de tudo seres humanos...
é uma pena ver que a mídia só dá repercussão a casos de classe média, por que todo dia um onibus levando bóias-fria cai num barranco, morre uns 300 e naum sai nem uma notinha no jornal local, é como o caso do sumiço daquela menina do sudoeste, só por que a garota é rica foi um alarde imenso, até nacional, agora ninguem liga pra mãe da ceilandia que perde seu filho, ninguem procura o filho dela, só por que ela é pobre, e por que casos como esses não dão repercussão. talvez eu esteja sendo muito radical....mas é que to enojada dessa midia capitalista que só ve o que a convém....ninguém vai até a rodoviaria, ver o atraso dos onibus, a condição deles, as passagens absurdas, agora guando é um meio de tranporte que atinge a classe média que paga impostos e financia a corrupção, nossa, é um alarde gigantesco.Pessoas chorando, querendo quebrar tudo por que perderam sua viagem pra miami...É preciso ver as pessoas como seres humanos, e não pela classe social que fazem parte. Mais do que isso, é preciso humanizar o mundo!E outra coisa, essa crise area é por causa da falta de inteligencia do nosso presidente, que acha que desenvolvimento e crescimento são a mesma coisa.
O fluxo de viagens areas cresceu, mas não se desenvolveu por isso tem acontecido tudo isso!!!

desculpe de ofendi alguém.... e espero ter ofendido o alvo certo.....

Em breve zine Politica Revolucionaria nas ruas......

uma outra opção de informação!

xBjuxx

4 de janeiro de 2007

O lado bom e ruim da globalização..

Como a Globalização tem sido feita: O lado bom e o ruim.

Com certeza o setor mais importante que a globalização nos trouxe foi através do que eu chamarei de Revolução técnico - cientifica, ou seja, a industria de informática, que nos trouxe os programas de computadores (Softwares), e o avanço da técnica de armazenamento de informações. A informática invadiu bancos, empresas, bolsas de valores, repartições publicas, escolas, fábricas etc.
Sem contar que, nas telecomunicações tivemos um enorme avanço, com telefonia digital, e a mais importante, a integração da telecomunicação com a informática, que nos trouxe a internet.
È nesse contexto de tecnologia através do sistema neoliberal que surgiram as multinacionais, empresas que são geralmente estrangeiras e se instalam no país para produzir certo produto, por exemplo, sabemos que no Brasil temos varias multinacionais como, por exemplo: Chevrolet, Pegeout, Microsoft, Adidas, Nokia etc.
As multinacionais se instalam em outros países para buscar:
1- Mercado: Espaço para uma comercialização, ou processo de troca.
2-Mão-de-obra: Barata, qualificada e especializada.
3-Estado-mínimo: Mínima intervenção do estado, mínimo poder do estado, ou mínimo poder de fiscalização.
Vou tentar fazer um resumo do que o mundo significa hoje dentro do contexto globalizado, então pra começar diria que o mundo significa consumo econômico, ou seja, produção, produto e mercado. Significa também o poder de transformar as coisas em bens, e impor sobre tudo o que existe um valor de uso e troca no mercado mundial. Temos ainda a privatização, a fronteira móvel entre bens públicos e privados. O mercado estratégico, que vemos sempre, que visa: emprestar (juros), especular (ganhar mercado), investir (risco-país) e claro capital volátil (capital para investimento).
Por último, porém não menos importante, a Relação de trabalho para produzir bens, que é a necessidade de desenvolvimento do sistema produtivo, para obter cada vez mais lucro.
Tudo isso é muito injusto, mas tem também sua face boa, a internet, por exemplo, nos dá acesso a muitas informações importantes, e outras também desnecessárias, nos dão ao mesmo tempo privacidade e exposição, as multinacionais também geram empregos dentro do país, e fazem os produtos ficarem "mais baratos" já que deixam de ser importados, pois passam a ser produzidos no nosso próprio país.
Tudo depende do lado que estamos se estamos vendo o lado bom ou o lado ruim da globalização, eu diria que o que nos pretendemos é fazer as pessoas verem os dois lados, e então decidirem se vão querer ser escravas ou patrões desse sistema.
Penso e luto por um mundo justo, por uma justiça globalizada, por direitos comuns globalizados, por comida globalizada, por saúde globalizada e acho que é pra isso que a globalização deveria servir!

“Venham seus senhores da guerra
Vocês que constroem as grandes armas
Vocês que constroem os aeroplanos da morte
Vocês que constroem todas as bombas
Vocês que se escondem atrás das paredes
Vocês que se escondem atrás das mesas
Eu só quero que vocês saibam
Que eu enxergo através de suas mascaras!”
(Bob Dylan)

E enquanto eu viver mostrarei para todos quem vocês realmente são...



Por: Phabyola Alves


Em breve um artigo sobre a vida, história e execução de Sadam Hussen...

1 de novembro de 2006

O que é Globalização???


O que é globalização?
Para entendermos globalização precisamos antes entender o contexto em que ela é inserida e o meio político em que ela foi criada. Até a década de 90 o mundo era dividido em dois: o capitalista e o socialista, nessa época ocorreram vários acontecimentos que nos trazem conseqüências até hoje, alguns deles são as armas nucleares e a tecnologia de ponta, criadas na época da segunda guerra mundial. O que nós estamos vivendo hoje é a vitória do sistema que ganhou esta guerra: o capitalista. Nesse contexto que envolve fatores históricos como: a queda do muro de Berlim, fragmentação da antiga união soviética URSS, fragmentação da Alemanha, a democratização do leste europeu, e a formação das cidades globais que concentram a produção e a distribuição, é que foi criada a Globalização.Hoje nós vivemos num mundo CAPITALISTA, NEOLIBERAL, GLOBALIZADO, isto significa que: O mundo atual é voltado totalmente para a produção com lucro, em um sistema econômico neoliberal, ou seja, com a mínima intervenção do Estado e cujo um dos propósitos principais é a privatização de órgãos estatais, e por fim globalizado. Ponto. Voltamos para o começo. O que afinal é globalização? O capitalismo é um sistema produtivo, ou seja, ele precisa produzir, e precisa vender para obter lucro, para isso ele usa dois outros sistemas auxiliares: O sistema neoliberal, do qual nos já fizemos referência acima, e uma rede de informação mundial que faça seu produto conhecido e comercializado no mundo inteiro. Apresento-vos a globalização!Guando usamos um cartão de crédito, ou até mesmo de banco, guando compramos algo pela internet, guando assinamos a TV a cabo, guando lanchamos no McDonalds estamos automaticamente participando e fortalecendo este sistema que implantaram na nossa sociedade e nos obrigaram a aceitá-lo, sem perguntar se queríamos ou não. É como uma droga que eles nos obrigam a usar e depois que nos viciam nela, nos obrigam a nos submeter-mos a eles para obte-la cada vez mais e suprir nosso vicío, a essa altura já incontrolável.A globalização, ou a Nova Ordem Mundial, é um meio injusto de ultrapassar os limites geográficos levando informação. Por quê? Por que se nos formos ao Sul da África agora nos veremos muitas pessoas pobres, vivendo em situações desumanas, mas com certeza nos encontraremos em algum lugar nos pontos turísticos do país um McDonalds, lojas que aceitam todos os tipos de cartões de créditos etc. Mas por que justamente nos pontos turísticos? Por que os únicos privilegiados com esse sistema é a burguesia. Agora se nos formos aos hospitais com certeza não veremos os equipamentos de última geração que conhecemos, e nem veremos uma quantidade desejada de remédios, apesar da necessidade e da carência desse povo em remédios e num sistema de saúde decente que atenda suas necessidades.Isso é o que eu chamo de conseqüência da globalização, nos pagamos um alto preço para termos acesso a informação do mundo atualizado, por que de algum lugar isso tudo é tirado. Olhem o exemplo do governo FHC, foi o êxtase da globalização e do neoliberalismo no Brasil, ele privatizou as nossas estatais, trouxe para o Brasil a tecnologia dos telefones portáteis (celulares) e entre outros. E guando parecia que nós haviamos encontrada a solução, elegemos um governo que tem medo de dizer não ao inimigo e que em vez de mudar, de revolucionar, simplesmente continua aquilo que outro já havia começado antes. Muitas pessoas demoram a perceber que o capitalismo e seus sistemas auxiliares nada fazem para mudar a realidade em que vivemos ele simplesmente privilegia aqueles que já são ricos e escraviza aqueles que são pobres. E outras pessoas mesmo que percebam isso, guando chegam ao poder esquecem dos ideais que prometeram em campanhas, e do povo pobre que é à base do governo atual, representando mais da metade do país.Enfim, globalização não é uma coisa concreta que se possa pegar ou tocar, analisar manualmente, é um sistema que somente podemos ver acontecer todos os dias ao nosso redor, e assim como ela não pode ser tocada, também não pode ser simplesmente destruída. Mas creio que o antídoto para esta droga, para este vicio, seja o uso dessa informação para mudar-mos o que vem acontecendo no mundo nos dias atuais. Basta vermos um jornal, ou lermos, para vermos os terremotos, as guerras, as mortes, as doenças, às vezes parece que tudo esta contra nós, mas na verdade, como dizia Carlos Drummond de Andrade, o homem é lobo do próprio homem!

Por: Phabyola Alves "Sou mulher, aprecio a luta e sou guerreira, admiro o horizonte, espero, sonho... choro... Enriqueço-me por ser livre, ser guerreira, ser feliz e ser mulher..."

Estamos abertas a críticas e sugestões, deixe seu comentário ou mande-nos um email: phabyola@gmail.com

Obrigada pela visita, espero que possamos ter acrescentado algo a voçês através do tópico desse semana!!!

Agora vai!!!!!!!!!!!!!!!!!


Estavamos pretendendo postar os topicos sobre globalização aqui em julho, mas devido a compromissos, e força maiores não conseguimos postar antes, mas vamos começar novamente a partir do dia 6 (sábado) de outubro.Então voçes amigos, compamheiros de luta e visitantes, divulguem nosso zine para que possamos fazer as pessoas entenderem um pouco mais da globalização.Bem, eu não seria eu se não postasse aqui algo sobre as eleiçoes, não poderia deixar passar em branco coisas que me deixaram assustada.O que eu vi na sexta-feira no debate presidencial foi a concretização de uma frase que eu li ano passado num panfleto do festival Ruas em Chamas, que meu amigo Anderson Caveira escreveu, dizia exatamente assim:A responsabilidade de mudança cabe a cada ser humano (...) e se não decidir-mos sermos melhores, guando estivermos no lugar daqueles que tanto criticamos, seremos piores que eles.Passou um filme na minha cabeça, do nosso presidente Lula em varios outros debates, criticando a ausencia do então presidente FHC, que só pra lembrar nunca compareceu a um debate, e na sexta-feira agiu igual ou até pior do que ele, tudo bem que a tv globo é uma empresa capitalista-monopolista que só quer lucrar em cima de tudo e todos, mas infelizmente é também a tv aberta de maior audiencia no Brasil, até as pessoas mais hulmides do nordeste acompanham a programação da globo, por isso o presidente Lula tinha, independentemente do medo de ser agredido por rivais, a obrigação ir no debate dar uma explicação ao povo de como vai fazer para banir de uma vez por todas essas corrupções de seu governo.Sem querer ser pessimista, mas acredito que ele não tem essa nem outra explicação, por que só conseguiria isso nascendo de novo.Agora sobre o segundo turno, eu só vi um lado bom, o susto que Lula tomou por que estava crente que ia ganhar no primeiro turno, de resto só tristeza, por que seria justo de tivessemos um segundo turno entre um partido de direita e esquerda, agora esse que teremos entre PT e PSDB ou seja literalmente dois partidos de direita!Sim por que pra quem ainda não sabe nosso presidente disse em entrevista a uma revista que não é de esquerda, ele simplesmente traiu seus companheiros petistas que lutaram com ele tantas vezes acreditando estarem lutando pelo socialismo e estavam lutando para serem traidos por aquele que ajudaram a chegar ao poder.Só pra terminar depois deem uma olhada nos mensaleiros e sanguessugas que foram reeleitos ok???
Fiquem na paz
E seja o que Deus quiser...

Derrotar a Direita!!!!!!!!!!!!!!!!


Sabemos que o governo Lula não acumulou forças suficientes para derrotar o neoliberalismo e a subordinação de nossa economia ao capital financeiro e às transnacionais nestes quatro anos. Issou gerou uma grave crise da esquerda partidária, que passou a adotar os mesmos métodos da direita. Ou seja, usar os partidos apenas para proveito pessoal. Com isso, entramos em uma grave crise ideológica, de falta de debate sobre a natureza da luta de classes e o projeto da classe trabalhadora.A campanha eleitoral deste ano foi um desastre. As candidaturas não debateram projetos para o país, e muito menos defenderam claramente os interesses da classe trabalhadora. E muita gente pensou que as eleições não mais faziam parte da luta de classes. Alguns chegaram a dizer que os termos “esquerda” e “direita” não faziam mais sentido.Mas a direita está viva, articulada, e pronta para tomar o governo! É chegada a hora de a militância social, de todas as forças políticas e populares que estiveram apáticas e desanimadas no primeiro turno, se mobilizar e impor uma derrotar à direita. É preciso garantir a vitória do Lula.A vitória de Alckmin não seria apenas a derrota do Lula, como castigo para os muitos erros que o PT e o governo cometeram, seria a vitória da burguesia sobre os interesses populares. Seria a legitimação do projeto neoliberal, que recoloniza o Brasil, a serviço do grande capital transnacional e dos bancos. Seria aceitar mais repressão aos movimentos sociais. Seria uma grande derrota dos pobres, dos trabalhadores.Por isso, para quem não acreditava mais, temos agora a verdadeira luta de classes. Não se trata de pedir voto para o Lula, trata-se de derrotar, política e eleitoralmente, o projeto neoliberal. E, a partir da derrota da direita, exigir do segundo mandato as mudanças necessárias, tantas vezes prometidas, e sempre adiadas pela pressão das antigas alianças.Precisamos ganhar o segundo turno, e denunciar tudo o que significa o neoliberalismo de Alckmin e dos tucanos em termos de aumento da exploração dos pobres, de menos serviços públicos, de mais privatizações, de menos soberania nacional e de mais corrupção. Política é a ação de conflito de interesses, a disputa de interesses de classe. Vamos tentar fazer do nosso voto uma arma, nem que seja a a nossa última guerra, vamos lutar contra o neoliberalismo e cobrar ardentemente do governo Lula tudo o que sabemos que ele pode e deve fazer!!!!

(Texto com base no editorial do Jornal Brasíl de Fato, com modificações de Phabyola Alves)

Propaganda eleitoral=Òpio e Tédio!!!!


Acho que estou ficando pessimista em relação à política por que o pouco que tenho conseguido acompanhar (não por falta de tempo, mas por falta de paciência) do horário político, não consigo ver nada de diferente, nada de mudanças. Só promessas, e o velho discurso do: vou investir em trabalho, saúde e educação.
Às vezes acho que seria melhor se não houvesse essa democracia falsa que nos leva a base da política faz-de-conta-que-pode-escolher-alguma-coisa, tudo bem que eu não vivi no tempo da ditadura e imagino que deve ser horrível ser vetado de fazer varias coisas por causa de homens corruptos que tomaram o poder, mas se fosse uma ditadura comunista (o que eu acho muito difícil e até utópico) talvez a realidade fosse diferente.
Então por que eu devo lutar?
Por que eu cresci ouvindo do mundo inteiro que eu decidiria o futuro, que o futuro estava em minhas mãos, acho que isso é uma cobrança desnecessária, uma maneira de transferir a responsabilidade que é de todos nós e não somente dos mais jovens, mas será que eu devo lutar por uma revolução?
Será que eu devo lutar por aquele ou este candidato?
Será que eu devo acreditar no futuro, mesmo vendo este presente desgovernado e sem direção?
Tantas perguntas na minha cabeça, poucas respostas e nenhuma solução.
Mas eu ainda acredito em revolução, por mais que esta palavra hoje em dia soe com um som hipócrita, utópico, e já não tenho o mesmo significado de outras épocas.
Não quero pregar aqui o voto nulo, nem o voto a Heloisa Helena, nem ao Rui Pimenta, nem ao PCC, nem a um movimento armado contra o sistema, mas eu acho que chegou a hora de tentarmos uma outra solução. É tempo de pensarmos em como vamos viver. Vamos viver num país governado por um homem que alcançou o poder com o apoio da esquerda política e hoje afirma descaradamente ser de direita, e possui um governo “democrático-socialista” adaptado ao mundo globalizado capitalista que só visa o crescimento tecnológico destruindo a natureza e todos os nossos recursos ambientais?
Ou vamos votar nulo, todos nós ou pelo menos 60% da população pra que esses homens vejam que não queremos mais ser figurantes, mas sim autores e executores da nossa própria história, pra que eles vejam que não queremos mais ser governados, nós queremos governar nossa própria vida.

Eu sinceramente não acredito mais em politicagem. Perdi a minha capacidade de me iludir, descobri um pouco da verdade, olhando através do buraco da fechadura dessa prisão que nos mantém civilizados, creio que não é tarde pra tentar mudar alguma coisa e nem cedo demais pra começar a tentar.

"Melhores ou piores, é a mesma coisa. A bota que nos pisa é sempre uma bota. Já compreendereis o que quero dizer: não
mudar de senhores, mas não ter nenhum" (Bertolt Brecht)

Por: Phabyola Alves