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27 de novembro de 2010

A batalha do Rio de Janeiro


 
 Canso de repetir: a criminalidade é intrínseca ao capitalismo. Porque as molas mestras do capitalismo são a ganância, a busca do privilégio e da diferenciação, e o consumismo.
 
Ter cada vez mais posses e recursos materiais. Competir zoologicamente com os semelhantes, no afã de se colocar em situação superior à deles. Mitigar todas as suas insatisfações adquirindo e desfrutando coisas.
 
E se relacionando com os outros seres humanos como se eles fossem também coisas a serem desfrutadas; coisificando-os, enfim.
 
Com isto, nunca é preenchido por completo o vazio da irrealização, sempre falta algo e sempre o que falta é mais importante do que o já conquistado. O homem moderno é um Cidadão Kane que nunca encontra o rosebud.
 
Pois os seres humanos só se realizam plenamente na coexistência cooperativa, solidária, harmoniosa e amorosa com outros seres humanos.
 
O capitalismo é um sistema perverso, que se alimenta do desequilíbrio e da desarmonia.
 
Que não garante a todos o necessário para todos, embora meios haja para tanto.
 
Que gera sempre, com uma secreção, seu exército industrial de reserva, seus excluídos, seus miseráveis. Eles são o resultado da mais-valia, que continua firme, forte e toda poderosa.
 
Apenas sofisticou-se, ocultando-se atrás dos hologramas projetados pela indústria cultural; o grande truque do diabo é fingir que não existe.
 
A mais valia continua dividindo a humanidade em exploradores e explorados.
 
Continua estabelecendo graduações entre os explorados, de forma que eles mirem apenas o degrau superior e não a sociedade sem graduações nem classes; que nunca vejam a floresta por trás das primeiras árvores.
 
O dado novo é que alguns dos que estavam bem embaixo perceberam a inutilidade de tentarem realizar seus sonhos consumistas subindo a escada, degrau por degrau.
 
Descobriram atalhos para passar ao lado dos degraus e chegar logo ao topo. Ironia da História: o capitalismo passou à fase das corporações, da liderança compartilhada, tornando quase impossível que grandes empreendedores ergam impérios do nada (Bill Gates é uma exceção que confirma a regra), mas a criminalidade forneceu uma válvula de escape para tais indivíduos.
 
Pablo Escobar foi o Henry Ford dos novos tempos. E outros não conhecemos porque os neo-Escobares perceberam que não lhes convêm alardear seu poderio.
 
Até certo ponto, os traficantes são complementares ao capitalismo: fornecem aquilo de que muitos explorados necessitam para continuar suportando sua existência insatisfatória.
 
Enquanto se comportam como empresários discretos e cumprem adequadamente sua função de espantalhos, dificilmente são destruídos pelo Estado.
 
Mas, aqueles a quem os deuses querem destruir, primeiramente enlouquecem. Então, às vezes, os traficantes também têm seus desvarios: tentam oficializar a conquista simbólica de parcelas do território brasileiro.
 
Porém, o Estado não pode consentir que o poder econômico da contravenção ganhe ostensiva expressão política, substituindo-o às escâncaras.
 
Aí, com seu poder de fogo superior, convocando Exército, Marinha e Aeronáutica se necessário, coloca os traficantes no seu lugar.
 
Morrem inocentes no fogo cruzado, o cidadão comum sofre prejuízos e enfrenta transtornos, a indústria cultural fatura em cima das manchetes empolgantes, eventualmente são presos ou mortos alguns grandes traficantes.
 
De quebra, a mentalidade policialesca ganha reforço e penetra mais fundo na cabeça dos videotas: a repressão é o que nos salva de termos nossos carros queimados!
 
E dá-lhe mais repressão, mais tropas de elite! A fascistização da sociedade vai avançando imperceptivelmente, naturalmente.
 
Antes, gatos escaldados por 1964, os mais sensatos queriam as Forças Armadas longe das questões sociais, defendendo apenas o Brasil dos seus inimigos externos. Agora, já se aplaudem os blindados da Marinha subindo o morro.
 
De toda essa tempestade de som e fúria, o que restará? O Estado vencerá a  Batalha do Rio de Janeiro. Que só não é de Itararé porque há mortos e feridos. Mas, não decide guerra nenhuma.
 
Decidiria se os traficantes vencessem. Mas, eles nunca vencerão. Nem aqui, nem na Colômbia que os pariu.
 
O Estado não quer, verdadeiramente, acabar com os traficantes. Consentirá veladamente na sua reorganização, com novas lideranças substituindo as tombadas, desde que respeitem os limites intrínsecos.
 
A sova garantirá que eles se comportem por algum tempo. E, quando botarem as manguinhas de fora, receberão nova sova. É simples assim.
 
Só teremos solução real quando identificarmos o verdadeiro inimigo (É o capitalismo, idiota!). Que sobrevive erigindo em espantalhos os inimigos menores, ou meros oponentes – Escobar, Castro, Bin-Laden, Saddam, Chávez, Ahmadinejad, há sempre um na berlinda.
 
E quando nos mobilizarmos para dar-lhe um fim, antes que - condenado pela História e cada vez mais devastador em sua agonia - seja ele a nos levar juntos para a destruição, ao aniquilar as bases naturais que sustentam a vida humana no planeta.
 
Celso Lungaretti é jornalista e escritor.
 
Blog: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

26 de novembro de 2010

Para deputado Marcelo Freixo, as UPPs e os muros construídos nas favelas têm a mesma função: viabilizar as Olímpiadas

http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2010/11/26/rio231.jpg 

Ocupação militar das comunidades desencadeou ataques


Depois de inúmeros arrastões e mais de 50 automóveis e ônibus incendiados por traficantes no Rio de Janeiro, o governo do estado iniciou uma operação que contará com equipamentos de guerra. Nesta quinta-feira (25), o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) recebeu o apoio de seis tanques blindados da Marinha para intensificar as ações nas favelas cariocas.

Desde o último domingo (20), 25 pessoas morreram e outras 150 foram presas. A Secretaria de Segurança Pública informou que 22 mortes ocorreram em confrontos entre policiais e traficantes. Em entrevista à Radioagência NP, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ) afirma que a ação dos traficantes é um revide contra a presença das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).

O deputado faz críticas à política de segurança no estado e questiona a falta de combate ao tráfico de armas. Ele afirma que as UPPs têm o objetivo de fazer uma ocupação militar para facilitar a retirada dos moradores das áreas consideradas importantes para a realização das Olimpíadas de 2016. A presidente eleita Dilma Roussef anunciou que implantará esse modelo de policiamento nos demais estados brasileiros.

Radioagência NP: Marcelo, o atual clima de violência no Rio de Janeiro é uma surpresa?

Marcelo Freixo: Era previsível que alguma coisa pudesse acontecer no final do ano, em função da reação à implementação das UPPs. A partir do momento em que você tem uma perda de território por parte do varejo de drogas, era um tanto quanto previsível que isso pudesse acontecer. Então, o governo deveria estar mais preparado neste sentido.

Por que o governo não se preparou para essa situação?

O governo se mostrou frágil nessa percepção. Houve pouco investimento no setor de inteligência, pouca gente trabalhando e com poucos instrumentos. Enfim, sem o investimento adequado que o governo deveria ter feito nessa área. Nesse sentido, temos não só uma ação violenta que deve ser enfrentada, mas também algumas falhas claras na segurança pública que estão aparecendo neste momento.

Que tipo de postura o governo deve assumir em ações dessa natureza?

Nós temos a tradição de uma polícia violenta e uma criminalidade com armamento muito pesado no Rio de Janeiro. Num momento de crise como este a Polícia deve estar na rua e algumas perdas são inevitáveis, infelizmente. Mas ao longo do tempo o que poderia e ainda deve ser feito é um enfrentamento ao tráfico de armas muito mais estratégico do que se tem. Hoje temos um enfrentamento às favelas e não ao tráfico de armas. Não tem nenhuma ação no que diz respeito à entrada de armas, sobretudo na Baía de Guanabara e nas estradas. O enfrentamento ao tráfico de armas é frágil, ocorre mais no destino do que no caminho. E o destino é sempre o lugar mais pobre.

O elavado número de mortos nas ações policiais demonstra uma fragilidade das UPPs?

As UPPs representam um projeto de retomada militar de algumas áreas que interessam a um projeto de cidade. Isso não é para acabar com o tráfico, é para ter o controle militar de lugares que são estratégicos para a cidade olímpica que se pretende.

Então podemos afirmar que a segurança dos jogos olímpicos é a prioridade do momento?


As UPPs, assim como as barreriras acústicas, as remoções e os muros de favelas é um projeto olímpico de uma cidade que vai ser muito excludente, uma cidade para poucos. Sabemos que o Rio vai passar por esses problemas. Onde se faz uma cidade olímpica, também se fazem cidades não-olímpicas ao redor.

27 de outubro de 2010

Esclarecimentos

Quando eu criei esse blog eu tinha 16 anos. Hoje tenho 21. Tinha pouca noção do que falava. Não que eu tenha plena noção hoje, ainda me considero uma aprendiz. Porém nos últimos dias tenho recebido comentários em postagens antigas, principalmente nos textos sobre Globalização. Então pensei, por que não refazer os textos sobre a Nova Ordem Mundial, agora com uma melhor visão, e tentando esclarecer melhor os pontos que segundos os comentários ficaram meio complexos?
Tendo isto em mente. Em breve vocês terão os textos novamentes. Só peço um pouco de paciência pois estou em período de provas e me sobra pouco tempo.

Salud y Revolucion!

7 de outubro de 2010

Eleições 2010 e os aproveitadores da boa fé da crueldade evangélica

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Por Rev. Sandro Amadeu Cerveira*
Talvez eu tenha falhado como pastor nestas eleições. Digo isso porque estou com a impressão de ter feito pouco para desconstruir ou no pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos “ungidos” de alguns caciques evangélicos. [1]
Talvez o mais grotesco tenham sido os emails e “vídeos” afirmando que votar em Dilma e no PT seria o mesmo que apoiar uma conspiração que mataria Dilma (por meios sobrenaturais) assim que fosse eleita e logo a seguir implantaria no Brasil uma ditadura comunista-luciferiana pelas mãos do filho de Michel Temer. Em outras o próprio Temer seria o satanista mor. Confesso que não respondi publicamente esse tipo de mensagem por acreditar que tamanha absurdo seria rejeitada pelo bom senso de meus irmãos evangélicos. Para além da “viagem” do conteúdo a absoluta falta de fontes e provas para estas “notícias” deveria ter levado (acreditei) as pessoas de boa fé a pelo menos desconfiar destas graves acusações infundadas. [2]
A candidata Marina Silva, uma evangélica da Assembléia de Deus, até onde se sabe sem qualquer mancha em sua biografia, também não saiu ilesa. Várias denominações evangélicas antes fervorosas defensoras de um “candidato evangélico” a presidência da república simplesmente ignoraram esta assembleiana de longa data.
Como se não bastasse, Marina foi também acusada pelo pastor Silas Malafaia de ser “dissimulada”, “pior do que o ímpio” e defender, (segundo ele), um plebiscito sobre o aborto. Surpreende como um líder da inteligência de Malafaia declare seu apoio a Marina em um dia, mude de voto três dias depois e a apenas 6 dias das eleições desconheça as proposições de sua irmã na fé.
De fato Marina Silva afirmou (desde cedo na campanha, diga-se de passagem) que “casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, (aborto e maconha) deveriam ser debatidos pela sociedade na forma de plebiscito” [3], mas de fato não disse que uma vez eleita ela convocaria esse plebiscito.
O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra. O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) [4]. Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez [5]. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta “barbaridade”.
Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal [6].
Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade à notícia veiculada pelo jornal a Folha de S. Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que “O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.” [7]
Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.
A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denúncia seletiva de quem está comprometido com a “iniquidade” é, no mínimo, desonesto.
Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo “problemas”) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.
Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.
Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.
Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá “abençoar” o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.
Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) [8] com serenidade e racionalidade.
Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.
__________________
[1] As afirmações que faço ao longo deste texto estão baseadas em informações públicas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Apresento os links dos jornais e documentos utilizados para verificação.
*Matériaoriginalmente publicada no site Segunda Igreja

1 de outubro de 2010

Plínio de Arruda Sampaio: Esperança

http://chicosantanna.files.wordpress.com/2010/07/plinio50idvisual2_page_006.png?w=350&h=283
Plínio é um raio de Sol de esperança.
Sem nenhum medo de pareçer rídicula, eu digo que ele me emocionou ontem na suas considerações finais.
Um homem de 80 anos, acreditando veemente no futuro positivo do Brasíl.
Um candidato que muito além de consquitar votos, consquista mentes.
Acredito que todas as pessoas que o acompanharam publicamente durante esses meses de campanha, mesmo não votando nele, tiveram em suas mentes e em seus corações, plantado um pouquinho da semente do sonho do qual eu compartilho. De ver um mundo mais justo e igualitária, e acreditar que isso é possível.
Quem disse que as pessoas não podem ter uma vida digna. Ao invés de ter apenas sua vida miseravél um pouco melhorada.
Plínio é mudança. Não é melhoria.
Plínio é esperança!
Plínio é o futuro!!!
Ora, que coisa mais contraditória. Um homem já na 3° idade, como alguns dizem com o "pé na cova" sendo entre todos, o único a falar de esperança e dias melhores de verdade.
O recado foi direcionado pra juventude. Porque como ele mesmo disse, a juventude sim, pensa no futuro. Os outros não. Pensam no agora, no imediatismo. Por isso suas políticas refletem ações de curto prazo e que não mudam verdadeiramente a vida das pessoas. Apenas solucionam um problema presente.
O futuro, que esperamos, é onde não seja necessário discutir se vai aumentar ou diminuir bolsa família, pois ela não será necessária. Todos terão possibilidade te gerar suas próprias rendas sozinhos.
O futuro, é onde a educação não seja terçeirizada, havendo essa discrepância, onde ricos estudam de graça, e pobres precisam pagar ou serem pagos pelo estado pra estudar. Faculdade de livre acesso e de graça para todos!
O futuro, é onde a concentração de renda nas mãos de menos de um terço da população não exista. E todos tenham condições de viver decentemente, e de sonhar, de ter tempo de lazer, cultura, esporte. Ao invés de viver sua vida inteira apenas correndo atrás de um status ou dinheiro que no fim nem poderá aproveitar.
Dessa vida, não se leva nada.
Pra que tanta concentração de renda, de bens?
Plínio é essa esperança.
E isso não é ser anti-democrático, como ele disse ontem, isso é a mais pura democracia.
Acabar com a especulação imobiliária, colocar limite na propriedade de terra, diminuir a jornada de trabalho sem redução salarial. Acabar com essa mais-valia produzida em cima do suor dos trabalhadores mais pobres.
Plínio, é a esperança.
Posso retificar inúmeras vezes.
Com consciência limpa e tranquila, dia 3 votarei no melhor candidato a presidência da República do meu País.
Muitas pessoas dirão, mas ele não tem chance de ganhar, e eu digo, mas ele já ganhou.
O processo eleitoral é passageiro. O que fica plantado nas pessoas é duradouro. Plínio sai vencedor desse processo imundo e injusto no qual ele só entrou por um único motivo, o mesmo que me move a ainda acreditar no futuro: amor as pessoas. fé nas pessoas. esperança nas pessoas.
Enquanto algumas pessoas dizem, brasileiro tem os políticos que mereçem. Nos dizemos brasileiro precisa de conscientização política. É isso que nos faz entrar nesse processo. Amor as massas. Tentar resgatar um pouquinho da dignidade das pessoas, além da compra de voto, ou da sujeira que envolve tão claramente esse aparelho governamental. Brasileiro não tem os políticos que mereçem.
Por que brasileiros mereçem um Plínio, um Chico Alencar entre outros, que pelos cantos, escondidos se tornam o óleo na água suja do congresso.
Brasileiro, você mereçe esperança.
E não apenas imediatismo e assistencialismo.
Acreditamos em você e no seu potencial, você pode caminhar sozinho. Não precisa de ajuda pra isso.
Não seguraremos nas suas mãos, mas abriremos o caminho, e faremos com que ele seja o menos espinhoso possível.
Avante! Para a luta e para vitória!
O sonho, não acaba dia 3!
Você tem o poder de mudar além do processo eleitoral sua vida, sua rua, sua cidade, seu estado e seu país.
Tenham esperança!

29 de setembro de 2010

Dona Weslian Roriz e a vergonha alheia

Quatro vezes governador do Distrito Federal e ex-candidato às próximas eleições, Joaquim Roriz é o protagonista de uma história que mistura deboche, menosprezo pelas leis eleitorais e desrespeito com a própria mulher, dona Weslian. Depois que o Supremo Tribunal Federal chegou a um empate e não decidiu se legaliza ou não a candidatura de Roriz (o caso acabou arquivado hoje, no fim do dia), ameaçada por seu histórico nada limpo junto à Justiça, Roriz achou por bem renunciar e deixar, no seu lugar, “uma representante”. A escolhida foi “a amada mulher, companheira de 50 anos”, Weslian Roriz.
No próximo domingo, o eleitor do DF que apertar o número de Roriz nas urnas verá a foto de Joaquim, mas estará escolhendo sua mulher. A estratégia do “Casal 20″ – uma referência ao número da legenda do PSC – foi considerada genial por uns, absurda por outros e ilegal por procuradores eleitorais do DF que tentam anular a candidatura de Weslian. Alegam que, se a prática se espalhar pelo país, haverá muito mais candidaturas-laranjas, institucionalizando uma fraude eleitoral que a legislação visa coibir.
Weslian Perpétuo Socorro Roriz tem 67 anos. Está casada há 50 anos com Joaquim Roriz, com quem teve três filhas: Wesliane, Liliane e Jaqueline. Ao longo da carreira política do marido, dona Weslian foi a típica primeira-dama que distribuía cobertores à população carente do entorno de Brasília e se dedicava a ações sociais. Ela é conhecida nas cidades-satélites e ganhou a solidariedade de última hora de mulheres de outros candidatos que resolveram subir no palanque para lhe dar apoio.
Católica praticante, Weslian tem aquele jeito de dona-de-casa apegada a valores tradicionais e opiniões que flertam com idéias pouco consistentes sobre a realidade. Foi o que se viu ontem à noite, no primeiro debate a que ela compareceu como candidata, promovido pela Rede Globo. Entre outras respostas “vagas”, dona Weslian garantiu que, no seu governo, nenhuma irregularidade será cometida, em vez de propor ações de combate à corrupção. Dá para acreditar?
O despreparo de dona Weslian, estranha à situação, ficou óbvio. Confesso que, primeiro, eu ri porque parecia piada a forma desencontrada como o debate se desenrolava quando era sua vez de responder ou perguntar. Depois, o riso cedeu à pena e, finalmente, veio minha revolta. “O Roriz não deveria ter exposto a mulher dele assim”, disse, já indignada, ao meu marido, que assistia ao debate comigo. Ela ficou exposta à piada, a um vexame televisionado, procurando falas nos papéis com etiquetas coloridas que lhe entregaram.
Pensando bem, Weslian tem os mesmos defeitos de muitos candidatos espalhados pelo país. Não tem ritmo para ler parecendo natural. Não tem discurso convincente nem noção do tempo de um debate – algo realmente difícil até para políticos treinados. Ela conseguiu ser bem mais breve do que permitia o exíguo tempo dado para as respostas. Não tem forma nem conteúdo político. O que a difere dos demais candidatos que igualmente “pagam mico” em propagandas gratuitas na TV é que ela não estaria ali não fosse uma decisão do marido.
Weslian tentou justificar sua candidatura ao perguntar para o candidato Toninho do PSOL se ele tinha alguma coisa contra esse ato “de solidariedade entre um casal”. Outra idéia romântica da realidade. Não considero solidariedade uma mulher bancar a laranja de uma empresa de fachada para o marido, por exemplo. Isso tem outro nome. É crime.
Eu não tenho nada contra casais solidários, muito pelo contrário, mas ser companheira de 50 anos não faz de dona Weslian uma pessoa preparada para governar. Não vou aqui entrar no mérito do que dona Weslian aprendeu ou não com o marido, um veterano em eleições e escândalos. Quem quiser saber um pouco mais dele, entre nos links abaixo. Mas, ao colocar a própria mulher nessa situação, Joaquim Roriz revelou uma face lamentável do machismo, o machismo que expõe a companheira ao ridículo, que revela uma subserviência entre os sexos que ainda resiste, e que não se inibe ao ver a própria mulher tentando provar o improvável: que ela iria governar, caso eleita. O “casal 20″ trata o inusitado da situação como “uma prova de amor”.
Não constam informações de que ela tenha se arrependido de ir ao debate – ainda. Ela até declarou que estava lá espontaneamente. Vai ver Weslian é dona de um humor que desconhecemos e achou graça de si mesma tentando bancar a candidata convicta. Dona Weslian estava bem maquiada, vestida e penteada. Uma senhora de ótima apresentação, sem dúvida. A fragilidade de sua exposição aniquilou até eventuais ataques dos adversários, que lhe trataram com deferência durante o debate, repetindo perguntas que ela não entendia e não debochando das respostas sem pé nem cabeça. Para quem não mora no DF e não a conhece, tem alguns vídeos na internet com trechos do debate. Compartilho um deles aqui.



Pensem nas suas mães e nas suas avós que nunca quiseram ser candidatas e imagine-as participando de um debate político. E aí, o que você está achando de tudo isso?

22 de setembro de 2010

http://www.tiririca2222.com.br/&files/downloads/jingles/SANTINHO_TIRIRICA.jpg 
Ver a propaganda eleitoral do Tiririca na televisão dá revolta.

Não que eu não goste dele, pelo contrário, eu choro de rir com suas piadas.
Aconteçe que dessa vez não teve graça.
Estava lendo esses dias no Correio Braziliense, e dizia que, a campanha do Tiririca e afins, são um aviso.
Um aviso de que precisamos repensar o que foi feito da nossa política.
Política hoje em dia é sinônimo de palhaçada????
SIM.
Infelizmente, sim.
Mas isso não deveria ser.
A conjuntura atual da política brasileira é uma vergonha para os políticos que um dia lutaram verdadeiramente por uma democracia.
Eles devem estar a essa altura se revirando no túmulo com essas propagandas políticas bizarras.
Não há, legalmente falando, nenhum critério que possa impedir essas pessoas de serem candidatas.
E é muito bom isso, já que a nossa constituição diz que todos devem ter direitos iguais, sem distinção de nenhuma natureza.
Aconteçe que os próprios tais candidatos deveriam ter a consciência de que suas candidaturas em si, são um péssimo exemplo e ridicularizam a política nacional.
A corrupção, é um fenômeno que ocorre em partes por isso. Pessoas despreparadas e sem nenhuma consciência do fato, resolvem fazer política. Esses são os alvos fáceis pra prática ilegal e corrupta dentro do aparelho governamental.
O próprio Tiririca, antes mesmo de entrar, já demonstra um certo desvio de carater, pois já omitiu diversos bens no conselho fiscal.

Agora partindo do cenário regional, do qual esta pessoa escreve. É mais triste ainda.
Aqui (Brasília, Distrito Federal) não há candidatos bizarros como estes que vemos Brasil afora, porém aqui tem algo quase tão pior quanto isso.
Depois de tanta luta, corrida pra conseguir assinaturas, votos, e finalmente conseguir com que fosse aprovada a Ficha Limpa, vemos na capital do país, 38%  do eleitorado defendendo ferrenhamente um candidato totalmente inescrupuloso e corrupto! Que em sua própria defesa, em momento algum se diz inocente, apenas tenta se beneficiar de uma brecha constitucional para continuar a mesma política assistencialista e corrupta que desordeno, literalmente, o Distrito Federal inteiro, em todas as áreas.
É lamentavél ver no noticiario os manifestantes que em vez de estarem lutando pela implementação rígida da Lei Ficha Limpa, estão lutando a favor da candidatura de um político corrupto.

Existem muitos Roriz e Tiriricas pelo nosso país.
Mas o único remédio para tais, seria uma conscientização em massa das pessoas.
E e uma nova visão sobre a política, e o voto em si.
Eleições são de 4 em 4 anos, e precisamos usar esse período pra mostrar pras pessoas que política vai além dessa palhaçada que vemos todos os dias nesses meses de propaganda eleitoral.


1 de setembro de 2010

Breve análise sobre Deus e a infantilidade do pensamento humano

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9qCLdQY2ikL85UJXQauTqAPSlUL6VSClt-O542zH_gL15SaKW4GOva_nNPFuoJms47vYFecIwFG9azKPLZJR6H6grmmW7UAeft_iwKfh2GEsb6s-8NKuWDkGFRMYjTF4Jmx-a/s400/apr3.jpg 

















Desde que o homem existe ele sempre buscou explicações para os fenômenos da natureza. Os antigos certamente perceberam que os fenômenos eram regidos por leis naturais, porém quase nunca sabiam explicá-las. De certa forma temos aí uma boa explicação para o fato do homem ser místico e buscar explicações para os fenômenos desconhecidos nas divindades e supertições. Não há dúvida de que o desconhecimento científico do homem primitivo levou-o a ser extremamente supersticioso, o que ainda ocorre na atualidade.

Vemos hoje ainda, pessoas que acreditam que fenômenos naturais, físicos ou ambientais são obra de Deus. Mas o que é Deus? Segundo o Wikpédia Deus é expressado como Criador do Universo, logo se percebe pela imparcialidade da resposta hehe que a pessoa que editou esse artigo crê na existência de Deus. Segundo Nietzche Deus está morto, seja lá quem ele seja. Para Sartre não há Deus, não há nenhum criador do homem e nem tal coisa como um concepção divina do homem de acordo com a qual o homem foi criado.

Só que isso foi um choque muito grande em épocas passadas para o homem que estava acostumado a acreditar em divindades de toda espécie. Derrepente o homem foi jogado na realidade e descobriu que em sua existência não havia nenhuma obra divina. Ele simplesmente existia e ponto. Mas por quê? Pra quê? E como? Muitas perguntas, e as respostas (hipóteses) científicas para tais não confortaram os homens. O que os fazem até hoje buscar essas respostas na religião. É mais fácil acreditar sem perscrutar.

Outro grande filósofo é Feuerbach, que também era teólogo (pasmem!), ele explicou como o homem faz a projeção do que há de melhor em si neste ser imaginário que é deus. E  ele afirma que o amadurecimento do homem se dá com a perca da infantilidade de fazer essa projeção. Ele crê na verdade, que o homem busca em Deus e na religião aquilo que não consegue achar em si mesmo. Mas ele vai mais além disso e chega parte mais bonita e marcante da sua obra, quando afirma que o homem adora e cultua a sua própria essência desconhecida. Em vez de ver em si mesmo, ele cria Deus e deuses. E ai surge o fenômeno da alienação, que ele chamou de "Essência infantil da humanindade".

Chega-se então ao ponto mais contraditório da dissertativa: a infatilidade do homem está em querer ter seu carater fundamentado em Deus, como se o homem precisasse de Deus para se humanizar. Esse homem não consegue ver bondade, amor, solidariedade e várias outras virtudes em si mesmo, somente em deuses.

Todos esses filófosos contribuiram para derrubar a base metafísica em que se apoiam os teólogos e espiritualistas. E partindo desse ponto, tentam fazer com que nasça uma nova postura crítica a respeito de tudo que envolve a vida humana com base no materialismo e existencialismo. Somente com esse pensamento crítico, claro, objetivo e preciso é que o homem pode conseguir se libertar desse pensamento infantil que o alienia de si mesmo predendo-o a seres divinos.

O homem do século XXI já deveria ter saido desse estado de infantilidade. Já deveria saber que só por que algumas coisas são inexplicavéis são significa que sejam obra divina. É preciso aceitar a possibilidade da não existência de Deus e questionar. Não se deve aceitar nada imposto sem perscrutar ou debater. É preciso usar a racionalidade e se colocar no centro do universo e ver as coisas a partir de si mesmo, e não de outrem.

por:  Phabyola Alves