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19 de novembro de 2008

Sugestão de Filme: O Velho - História de Luiz Carlos Prestes




O filme é um documentário voltado para um público que pouca oportunidade teve de conhecê-lo. Um produto cultural cujo objetivo é estimular a reflexão. Uma ferramenta de pesquisa à disposição dos estudantes e formadores de opinião. Procura fornecer informações do nosso tempo, através de um roteiro complexo. Ele abrange depoimentos de testemunhas da história, imagens de época, uma narração informal e informativa e pequenos respiros poéticos, cenas ficcionais que remetem nosso imaginário a pequenos detalhes da vida de Prestes e seu tempo.




Ano de Lançamento em dvd: 2004


Diretor: Toni Venturi


O fim da guerra fria e da ditadura militar tornou possível a realização de um filme inédito sobre um dos personagens mais emblemáticos da história do Brasil no século XX: Luiz Carlos Prestes. Um nome, por si só, carregado de estigma, aversão, entusiasmo, desconfiança ... O Velho, a história de Luis Carlos Prestes é a história de um mito, de um homem que encarnou uma causa. Um comunista convicto que carregou ideais, hoje soterrados pelos escombros do muro. O roteiro atravessa setenta anos da história contemporânea brasileira, da qual Prestes foi um dos agentes principais. O caminho de "ouro de Moscou" na insurreição comunista de 35; Olga Benário, o primeiro amor de Prestes, na verdade espiã do Exército Vermelho; a participação dos agentes estrangeiros no levante; o cruel assassinato de Elza por importantes dirigentes do PCB; o surpreendente acordo entre Vargas e Prestes em 46; a equivocada posição do Velho diante do iminente golpe de 64 ... Finalmente, estes fatos marcantes e obscuros são trazidos à tona para ajudar a entender nosso passado recente. Foram colhidos os depoimentos de políticos, historiadores, escritores, jornalistas, amigos, família e ex-membros do Comitê Central do PCB. Uma exaustiva pesquisa de filmes de época na precária memória da país revela imagens raríssimas de Luiz Carlos Prestes. O Velho é um abrangente painel sobre a história da esquerda brasileira. Sempre clandestinos ou foragidos, poucos registros visuais sobre os comunistas brasileiros resistiram à feroz perseguição policial. É a primeira iniciativa do gênero, um filme sobre a história não oficial do Brasil. O Velho carregou durante toda sua vida um projeto coletivo. Neste final de século, onde as utopias viraram pó histórico e a humanidade se encontra envolvida com seus pequenos projetos individuais, o filme nos resgata a trajetória de um Quixote que entregou sua vida a uma causa social. No índice remissivo da história, as páginas da vida de Prestes, como o destino do Brasil, estão coladas num epílogo sem fim ...


Ato por justiça: apoio ao delegado Protógenes e prisão de Daniel Dantas Parlamentares do PSOL protestaram na frente do STF

A bancada do PSOL no Congresso Nacional e os diretórios do Distrito Federal e Goiás realizaram nesta quarta-feira, 19 de novembro, ato em apoio as ações do delegado Protógenes Queiroz e do juiz Fausto De Sanctis na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e cobrando a prisão do banqueiro Daniel Dantas. A manifestação aconteceu na frente do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília, poder que concedeu dois habeas corpus ao banqueiro, evitando, assim, sua prisão.
"Exigimos que o STF faça realmente a justiça e respeite o trabalho do delegado e do juiz. Não aceitamos essa inversão de valores em que os investigadores se tornam investigados", afirmou a líder do PSOL, deputada Luciana Genro (RS). Para ela, os que merecem ser investigados e estarem na prisão são os que fraudaram, compraram políticos e juízes e remeteram dinheiro ao exterior.
De acordo com a deputada, o que existe é uma rede de proteção a Daniel Dantas envolvendo os três poderes da República (Executivo, legislativo e Judiciário). Fato mais recente que comprava essa dedicação ao banqueiro foram as declarações de outros ministros do Supremo, além do presidente Gilmar Mendes – que concedeu os dois habeas corpus na deflagração da Operação Satiagraha – que, para Luciana Genro, representa uma tentativa de desmoralização das investigações de Protógenes e de De Sanctis na busca da nulidade das provas e do processo contra Daniel Dantas.
Para o deputado Chico Alencar (RJ), a Operação Satiagraha foi exemplar pois apontou, entre outras coisas, de que pelo menos R$ 18 milhões foram usados para fazer agrados ao poder público e privado. "O delegado Protógenes e o juiz De Sanctis tocaram num nicho de poder quase intocável e começaram a ser perseguidos", disse, completando que conseguirá apoio para a elaboração de uma moção de louvor, que será encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça.
Na frente do Supremo, com faixas e cartazes cobrou-se a prisão de Daniel Dantas e questionou-se : "STF porque tanto medo de Dantas?". Além de militantes dos diretórios regionais, participou do ato a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP).
Segundo o senador José Nery (PA), o ato representa a luta pela honestidade, a indignação diante da impunidade e contra o crime de corrupção. "O PSOL não compactua com manobras que visam livrar os corruptos e caçar quem faz o trabalho correto. O que não falta são provas contra o banqueiro", declarou o presidente do PSOL/DF, Enrique Morales. Para o presidente do PSOL/GO, Martiniano Cavalcante, há um grande conluio para encobrir as atividades ilícitas de Daniel Dantas. "O império criminoso de Dantas tem tentáculos nas três esferas de poder. A sociedade civil não aceita mais essa corrupção", completou a deputada Luciana Genro.

Fonte: www.liderancapsol.org.br

11 de outubro de 2008

Uma dose de consciência... que consciência?


O sentimento mais humanitário que pode existir não é o amor, é o respeito.
Mas a gente só respeita aquilo que admira, ou que vemos como superior.




Criticamos este, aquele e outro por não amarem ao próximo, mas nós nem ao menos respeitamos esse mesmo próximo.
Todos os dias desrespeitamos a nossa própria raça, ignoramos a necessidade daqueles que são nossos irmãos, negamos a ineficiência de um sistema opressor que nunca poderá dizimar as diferenças que ele mesmo criou.





Não respeitamos a terra que nos deu vida e nos dá alimento, antes, exploramos-a com todas as forças da maldita ganância humana que pareçe só descansar quando não tiver mais o que tirar dela.




Nascemos todos iguais e infelizmente alguns até se empenham em continuar assim, condenando as pessoas que são diferentes, como se isso fome um crime, um pecado, quando na verdade normal é ser diferente, por que ser diferente significa que se é livre pra ser o que quiser.




A nossa inteligentissíma raça humana consegue criar os mais incrivéis experimentos, sempre brincando de ser Deus, mas não consegue desenvolver em si mesma o amor verdadeiro que pareçe que só Deus tem. Não consegue nem ao menos abraçar o vizinho que dorme em sua porta.


Vivemos num mundo tão globalizado, que temos acesso a informação, produtos, comida, tudo que se possa imaginar, e de quaquer parte do mundo. É tão comum escolher comida chinesa ou japonesa, tênis americano ou brasileiro, tudo tão perto ao alcance da nossa mão. E tudo de diferentes lugares, e mesmo assim, ainda cultivamos e alimentamos o racismo, queremos o produto feito pelo trabalho escravo na África, mas abominamos os africanos. Queremos produtos made in China, mas nos vemos como superiores aos chineses.



Não toleramos aquilo que aos nossos olhos é diferente, que a nossa filosofia não é ético, que a nossa religião é pecado, que a nossa política é desumano, que a nossa consciência é errado e pronto. Assim alimentamos as desigualdades de um mundo que já caminha rumo a destruição...
E derrepente matar, roubar, se torna algo tão natural de ver no noticiário que já nem nos levantamos da poltrona.




Invertemos valores que na verdade nem deveriam existir, quando tratamos um animal melhor que um ser humano, e um ser humano como superior a um animal, a verdade é que isso é falta de respeito.
Por que tudo que somos, tudo que existe, tudo que respira, tudo que é ser vivo, tudo que habita essa terra veio do mesmo pó que nós viemos então não podemos subjugar ninguém como inferiores, como se fossemos os donos do mundo.
Por essa falta de respeito que temos caminhado em circulo desde que o mundo é mundo. Sempre cometendo os mesmos erros, tropeçando nas mesmas pedras, e as vezes até nos tornando pior do que alguns que antes criticavamos.


Vez ou outra vemos movimentos aqui, ali, sobre libertação humana, libertação animal, feminismo, lutas sociais, defesa ao meio ambiente, mas ao invés de aprendermos e exercitamos o que ouvimos, ignoramos, chamamos de loucos, útopicos, sonhadores.



Só por que tem pessoas que acreditam que um animal tem os mesmos direitos que um ser humano e não deve ser morto, que as mulheres devem ter direitos iguais em relação aos homens, que os pobres não nasceram pobres por que quiseram e o sistema tem obrigação de dar uma vida digna aos menos favorecidos, que ninguém é superior ou infeirior por causa da sua cor, raça, posição social, deficiência, ou religião, que os recursos naturais não vão existir pra sempre e até mesmo os renovavéis devem ser consumidos conscientemente pra que não falta nada a gerações futuras. Por isso achamos sonho. Loucura. Útopia.




Mas o que ainda sustenta essa terra são exatamente esses loucos que ainda acreditam que podem usar a sua racionalidade para pelo menos tentar salvar o pouco que resta.


Enquanto isso, a vida segue, e todos falando de amor, as campanhas publicitárias, a mídia, as músicas, tudo tem como enredo principal o amor! Ainda não aprendenmos que onde não existe respeito nunca existirá amor.





Phabyola Alves

9 de outubro de 2008

Câmara aprova isenção de impostos para empresas de ônibus

Câmara aprova isenção de impostos para empresas de ônibus

A Câmara Legislativa aprovou, na noite desta quarta-feira (08), dois projetos de lei que anistiam as empresas de ônibus do Distrito Federal do pagamento de dois impostos de competência do DF. O PL nº 1.028/2008, de autoria do Executivo, isenta as empresas do pagamento do IPVA e o PL nº 1.029/2008, também do Executivo, do pagamento do ICMS relacionado à compra de combustíveis.

O deputado Reguffe (PDT) votou contra os projetos e criticou a política de transportes do governo. "O GDF simplesmente está dando isenção de impostos para essas empresas que praticam preços abusivos e oferecem serviços públicos de péssima qualidade. Não posso concordar com um projeto que aumenta o lucro dessas empresas", afirmou.

Já o deputado Batista das Cooperativas (PRP), vice-líder do governo, defendeu o propósito dos projetos. "Essas isenções fazem parte de um acordo do governo com os empresários, que se comprometeram a não aumentar as passagens em troca da anistia. Já estamos com o mesmo preço de passagem há um ano e meio", discursou.

Os dois projetos foram aprovados em primeiro turno e seguem em tramitação na Câmara para apreciação em segundo turno.

Call Center - Também foi aprovado o PL nº 1.024/2008, de autoria do Executivo, que reduz a base de cálculo do ICMS para 10% nas operações relativas aos serviços de call center. Reguffe se posicionou favorável. "É um avanço porque atrai empresas desse ramo para o Distrito Federal e gera empregos", afirmou. O projeto foi aprovado em segundo turno e segue para sanção ou veto do governador.

Fonte: Câmara Legislativa


E mesmo assim as passagens são absurdamente caras!!! Está mais do que provado a quem os políticos servem, aos empresários capitalistas!!!

24 de setembro de 2008

21 de setembro de 2008

Crise Financeira nos EUA, é o fim?

Há muito vem se dizendo que a crise ia explodir e ninguém dava ouvidos.

mas ela está ai, e veio pra ficar, é o fim dessa era capitalista!

Os EUA estão perdendo seu poder e hegemonia, e isso vai fortalecer mais e mais os governos socialistas, e os anti-imperialistas.
Se tem uma revolução para se fazer, a melhor hora é essa.

A hora de fazer da queda dessa nação imperialista que a tanto tem nos oprimido a hora da ascensão de uma revolução verdadeiramente socialista!




Uma pequena resenha da crise:

Todos devem estar acompanhando nos noticiários a crise que se intensificou nos Estados Unidos. Esta crise veio a explodir porque vários credores do setor imobiliário deixaram de pagar suas dívidas. Com isso a economia estadunidense entrou em recessão. Claro que isso não se deu do dia pra noite. E para entender essa crise primeiro temos que entender como o mercado financeiro e as bolsas de valores funcionam.

As bolsas de valores são onde se concentram as operações do chamado mercado de capitais - ou seja, são uma espécie de feira onde se realizam a compra e venda de ações, títulos que representam pequenas parcelas do capital de uma empresa. O fator determinante dessa crise é que os chamados ativos financeiros, alcançaram um valor monetário muito alto.

O que aconteceu: O governo investiu pesado em programas de casa própria, com isso os bancos começaram a emprestar dinheiro para que as pessoas comprassem essas casas, sem fiscalizar se elas teriam dinheiro para pagar depois. Esses bancos fazem parte de um tipo de mercado que não exige garantias como comprovante de renda. Isso é um tipo de operação arriscada, mas o lucro como retorno é muito alto. Aconteceu então que essas pessoas faziam o empréstimo pra comprar suas casas, e antes mesmo de terminar o pagamento do primeiro empréstimo pegavam outro e assim ia, tornando-se uma ação contínua e descontrolada.

Sem a devida fiscalização dos bancos, os mesmos começaram a vender essas dívidas a outros bancos e investidores, o que é uma coisa normal no mercado de ações, vender uma dívida para pagar outra. Mas é algo muito arriscado. Como o mercado financeiro é muito suscetível e qualquer acontecimento pode gerar conseqüências desastrosas, a crise então explodiu!

José Roberto Securato, economista da USP disse: "O mercado de capitais é extremamente sensível a todo e qualquer acontecimento, seja uma votação no Congresso brasileiro, seja um atentado terrorista como o ocorrido em Nova York”

Ele foi profético quando disse isso, pois desde então o dólar só tem caído, e as dívidas chegaram ao um valor tão alto que se tornaram incobráveis. Os bancos americanos estão decretando falência, o governo está tentando de todas as formas amenizar os efeitos de uma crise que já está incontrolavél.

Bem... como não sou nenhuma expert em economia mundial, vou postar aqui uma matéria da revista norte-americana de orientação marxista Monthly Review que fala sobre essa crise mais detalhadamente.

Leia abaixo o texto, reproduzido em português pelo sítio Diário.info:


A crise das hipotecas "subprime" iniciada no último verão emergiu nos Estados Unidos e levou a uma convulsão massiva do sistema financeiro mundial desde então com conseqüências espantosas. Agora passou-se para a "economia real" dos empregos e do rendimento. Como dizia o Wall Street Journal de 4 de Abril, "o National Bureau of Economic Research provavelmente não o dirá nos próximos meses. Mas por que espera? A economia estadunidense caiu em recessão em janeiro passado". O crescimento econômico global, como um todo, espera-se que decline acentuadamente este ano.


Agora a pergunta natural é: Qual a gravidade da crise econômica?


A resposta concreta ninguém sabe realmente. Alguns, acreditando que podemos estar a caminho de um colapso econômico total, sublinham os perigos sem precedentes associados a um sistema financeiro que desenvolveu novos e complexos veículos de investimento para além da compreensão das pessoas. As relações tradicionais de concessão de empréstimo dominadas pelos bancos foram agora transformadas naquilo a que Bill Gross, responsável chefe de investimento da Pimco, uma importante firma de gestão de títulos, chama o "sistema bancário sombra" (ou seja, hedge funds, veículos de investimento estruturado, toda espécie de canais financeiros).


Este novo mundo de investimentos especulativos é retratado como repleto de "nitroglicerina", recheado de "armas de destruição massivas" e carregado de "vírus" letais — para mencionar apenas algumas das alarmantes metáforas agora utilizadas habitualmente pela imprensa financeira. Com dezenas de trilhões de dólares nominais em só em credit default swaps (CDSs) em circulação — sem mencionar outros créditos derivativos e instrumentos financeiros — este sistema de finanças sombras tornou-se massivo, opaco e imprevisível.


As instituições financeiras estão tendo dificuldade crescente em avaliar os seus ativos ou em prever a reação em cadeia dos calotes que podem vir a enfrentar. Seria um alívio dizer que, em tais circunstâncias, os possuidores do capital estão preocupados. Com uma recessão em desenvolvimento e com a estabilidade do dólar cada vez mais comprometida, uma dissolução financeira e um colapso econômico mundial de proporções que marcam uma época são minimamente imagináveis.


Outros, contudo, vêm a situação mais próxima de algo como uma baixa no ciclo padrão dos negócios —que o Estado interveio para afastar o colapso financeiro. Apontam as extraordinárias intervenções do Federal Reserve Board, a mais dramática foi o salvamento do Bear Stearns e sua absorção pelo JPMorgan Chase, em Março passado. O FED, juntamente com os bancos centrais dos outros países capitalistas desenvolvidos, têm estado alargado rapidamente seu papel de financiadores de último recurso, emprestando centenas de milhar de milhões de dólares em títulos governamentais, enquanto recebem como garantias títulos baseados em hipotecas para as quais não há mercado.


Todos sabem que o governo acabará por assumir as perdas de milhares de milhões de dólares destas ações — mais claramente na dívida emitida no caso do Bear Stearns como "não recurso". A mensagem para os mercados financeiros é clara: as vastas perdas iminentes, que de outra forma recairiam sobre as principais instituições financeiras, serão socializadas. Se uma tal mensagem não desse "confiança" aos atores determinantes do mercado financeiro, a situação seria gravíssima.


Como dissemos, uma aparência de confiança foi pela primeira vez restaurada. Destacando a rápida recuperação da crise financeira anterior (provocada pela explosão da bolha do mercado de ações da Nova Economia em 2000), os analistas mais otimistas argumentam que o sistema financeiro já está se estabilizando, que este período de baixa provavelmente será curto. No entanto, mesmo os principais porta-vozes desta posição, tais como o presidente do Federal Reserve, Bern Bernanke, admitem que há consideráveis "riscos de declínio" no atual clima de incerteza econômica, que poderiam resultar em "danos" severos para a economia e "a deterioração de posição" por todo o sistema financeiro.


Mas se a direção que ira tomar a atual crise econômica ainda é desconhecida, a coisas são muito mais claras quando nos voltamos para o longo prazo, a enfermidade estrutural do sistema, da qual a atual retração é sintomática sob muitos aspectos. De acordo com um argumento que temos apresentado há décadas nestas páginas, o financiamento do processo de acumulação de capital que tem estado a verificar-se desde a década de 1970 está enraizada na tendência subjacente para a estagnação das economias capitalistas avançadas.


No essencial, o sistema é tão produtivo e os resultados desta enorme e crescente produtividade são tão desigualmente distribuídos (os salários reais da maior parte dos trabalhadores nos Estados Unidos estagnaram durante 30 anos enquanto os lucros ascenderam) que há uma contínua acumulação de excedente à procura de investimento nos cofres das corporações e nas mãos de indivíduos ricos. Na falta de suficientes saídas para este vasto excedente na "economia real", o capital tem estado a ser despejado na superestrutura financeira, onde foram desenvolvidos novos instrumentos financeiros derivativos para absorver este excesso de capital-dinheiro. Isto serviu para elevar a economia desde os anos 70. Contudo, a conseqüência foi a criação ao longo das últimas décadas (e ainda mais rapidamente nos últimos anos) de uma vasta economia financeira-sombra, acima, e para além, da economia real. A explosão da bolha habitacional, a crise das hipotecas subprime e a crise financeira geral que se seguiu pode ser encarada como sinais de uma crise neste processo de financiamento.


O melhor que os mestres do sistema estadunidense podem esperar para os próximos anos é uma fase de estagnação econômica mais profunda e mais prolongada, isto é, de crescimento lento, emprego fraco e excesso de capacidade produtiva crescente. Como os Estados Unidos se movimentam — e isto acontecerá — para empurrar o fardo da sua crise financeira para o resto do mundo, as tensões resultantes tornam-se obrigatoriamente globais e inevitáveis dentro da lógica da globalização capitalista existente.


Àqueles que procuram desesperadamente uma solução para este problema dentro do sistema temos a dizer, francamente, que não é possível pensar nenhuma. O máximo que se pode fazer é alterar radicalmente a natureza do próprio sistema: uma drástica redistribuição do rendimento e da riqueza em favor daqueles menos ricos e um programa massivo de investimento social a favor dos que mais precisam dele. Mas o capitalismo só é capaz de seguir este caminho de forma limitada e sob coação extrema — e uma vez anulada a pressão ele regressa aos velhos caminhos. Mais cedo ou mais tarde (desde que uma catástrofe nuclear ou ambiental não pare o relógio) o mundo será forçado a procurar um caminho melhor e mais humano.




Essa é uma oportunidade para desbancar de uma vez por todas essa hegemonia imperialista que a tanto nos oprime.

15 de setembro de 2008

ATO DE REPÚDIO À APROVAÇÃO DA LEI AROUCA

*** ATENÇÃO ATIVISTAS DE BRASÍLIA E REGIÃO ***

ATO DE REPÚDIO À
APROVAÇÃO DA LEI AROUCA




Quando: 18 de setembro, pontualmente às 10 horas.

Onde: Concentração na Esplanada dos Ministérios, em frente ao prédio do Ministério do ___. Esse é o local da concentração, o ato será em local próximo.

Por que: para protestar contra a falta de democracia e a influência dos interesses da indústria na aprovação de leis que agridem saúde humana e os direitos animais.

Natureza do ato:
O ato é pacífico. Iremos exibir, em um grande varal, as 23 mil assinaturas que pedem a não aprovação da Lei Arouca, as quais foram ignoradas pela Câmara e pelo Senado em todas as tentativas de contato.

Quem vai: Todo ativista que compartilhe da nossa indignação e deseje tornar útil a sua voz.

O que levar: Será fornecido todo o material necessário. Traga apenas a si mesmo e a sua indignação.

O que vestir:
Estaremos vestidos de preto, como símbolo de luto pelos milhões de animais cujo assassínio está agora protegido por lei. Se você tiver a camiseta preta do VEDDAS, isso trará uniformidade ao protesto. Se não a tiver, ela estará disponível para venda no local ou você pode usar qualquer camiseta preta.

Quem organiza: O ato é organizado pelo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade) grupo baseado em São Paulo que faz campanha desde 2007 contra a aprovação da Lei Arouca.

Mais informações sobre a campanha: http://veddaspl1153.blogspot.com

Proteste! Compareça!
Una a sua voz à nossa pela conquista dos direitos animais!






Pela não votação do PL 1.153/95



"Nós abaixo-assinados servimo-nos do presente para requerer ao Excelentíssimo Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, Dr. Arlindo Chinaglia, que, neste momento, não seja colocado em votação o PL 1.153/95, sobre a regulamentação da experimentação animal no país. É primordial que, para tal mister, por uma questão de adequação de fatos, valores e norma (Direito), haja um democrático debate não apenas entre a comunidade científica, mas também entre toda a sociedade e seus respectivos setores de interesse na citada questão, o que até então não houve, atentando-se especialmente às questões atinentes a normas basilares ambientais expressas em nossa Constituição Federal (artigo 225, § 1º, VII - vedando-se práticas cruéis contra os animais não humanos), bem como se harmonizando o verdadeiro e real progresso científico e o desenvolvimento de valores éticos a toda e qualquer forma de vida, conduzindo o país ao desenvolvimento de fato e não meramente especulativo e fictício, bem como se possibilitando a tão almejada e desejada gestão política e legislativa participativa."

1 de setembro de 2008

Dia do Cerrado 11/09

Vou começar com um texto que fiz há uns três anos atrás, ainda no tempo de escola... tem uma boaintrodução e explicação simplificada sobre o Cerrado Brasileiro.

O cerrado pode ser, em termos de Fitogeografia geral, classificado como um tipo de savana. Ele possui um clima bastante quente, semi-árido notadamente sazonal com verão chuvoso e inverno seco.

O cerrado cobre cerca de um quinto do Brasil, é por isso que embora predominando no Mato Grosso e Goiás, aparece também na Bahia e São Paulo sob continua ou em manchas.

A vegetação é o traço que mais caracteriza o cerrado, com árvores no geral muito altas (3m a 6m), com trancos e galhos retorcidos; algumas possuem folhas coriáceas, As árvores típicas são: o pequizeiro, lixeira, pau-terra, pau-santo, etc.

A grande variabilidade de habitats nos diversos tipos de cerrado suporta uma enorme diversidade de espécies de plantas e animais. Estudos recentes, como o do Dr. J.A. Ratter e outros autores em “Avanços no Estudo da Biodiversidade da Flora Lenhosa do Cerrado”, em 1995, estimam p número de plantas vasculares em torno de 5 mil; e que mais de 1600 espécies de mamíferos, aves, e répteis já foram identificados nos ecossistemas de Cerrado.

Entre a diversidade de invertebrados, os mais notáveis são os térmitas (cupins) e as formigas cortadeiras (saúvas). São eles os principais herbívoros do cerrado, tendo uma grande importância no consumo e na decomposição da matéria orgânica, assim como constituem uma importante fonte alimentar para muitas outras espécies animais.



O Ministério do Meio Ambiente promove nesta segunda-feira (11), em Brasília, várias atividades para comemorar o Dia Nacional do Cerrado (
11 de setembro).

Só que não se tem muita coisa a comemorar....

Dia do Cerrado 11/09- Manifestação na Esplanada


Não dá mais para ficar de braços cruzados vendo o Cerrado morrer na nossa frente,
vamos mostrar a nossa cara.

-30% da biodiversidade brasileira está aqui. Com a devastação uma riqueza incalculável ainda não pesquisada está desaparecendo. 44% das espécies são endêmicas, ou seja, só existem aqui. É a savana mais rica do mundo.
-Metade dos pássaros do Brasil estão aqui.
-A devastação do Cerrado ameaça o fornecimento de água doce no Brasil, e pode levar o país a uma crise energética.
-70% do Cerrado já foi destruído, dos 30% restantes, apenas 5% são de áreas suficientemente grandes para manter a biodiversidade, os outros 25% tendem a desaparecer.
-Encontra-se na lista dos 20 hotspots, um dos ecossistemas mais ameaçados da Terra.
-Abriga imensa sociodiversidade de povos e comunidades tradicionais, indígenas, sertanejos, ribeirinhos e quilombolas, que estão com suas culturas ameaçadas pelo impacto do agribusiness predatório.
-Cumpre um importante papel de ligação entre os biomas Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Amazônia.
-As emissões de carbono do Cerrado aproximam-se da quantidade emitida pela Amazônia.
-O ritmo de devastação é três vezes maior do que o da Amazônia.
-A constituição brasileira não considera o Cerrado patrimônio natural, ao contrário da Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal.
- Existe um projeto no congresso PEC 115/95 que reconhece o Cerrado como patrimônio natural, mas está parado por falta de interesse da população em pressionar seus representantes.
-A estimativa é de que este bioma desapareça em 22 anos.

Por isso....

Vamos fazer uma bela manifestação pacífica na Esplanada dos Ministérios em Brasília. A partir deste dia os políticos e governantes saberão que o Cerrado não está sozinho.

As listas de assinaturas reinvindicando a aprovação da PEC 115/95 já estão circulando. Só o pessoal de Goiânia, em um exemplo de amor ao Cerrado já conseguiu mais de 30.000 assinaturas feitas à mão!! Vamos seguir este belo exemplo.
Link seguro, podem baixar e indicar esta comunidade para os amigos:
http://www.recomende.net/downloads/ativismo/assinaturas-pela-aprovacao-da-pec-115/download.html

Mas lembrem-se de enviar para a caixa postal que está na lista de assinaturas:
Caixa postal 10.578 CEP 71.620-980
Brasília-DF
AS LISTAS DEVEM SER ENTREGUES ATÉ A PRIMEIRA SEMANA DE SETEMBRO
Nosso tempo é curto, bom trabalho!





E NA SEXTA PARA COMEMORAR O DIA DO CERRADO:


SONS DO CERRADO
- Sexta
- 12 de setembro
- ARENA -22h



Bandas:
- MARIMBA reggae music
- OS MOCAMBOS

- DJs PERCUSSION BROTHERS


Participções:

Martinha do Côco
Kiko Peres
Surf Sessions

André (Homem de Pedra)
Marquinho (Capitão do Cerrado)
Toninho Alves


Acesso R$10:



Acessem: SOS Cerrado






O MAIOR INIMIGO DO CERRADO É A FALTA DE INFORMAÇÃO